Preço do litro da gasolina e do etanol fecha junho em baixa, aponta Ticket Log
Dados do último Índice de Preços Ticket Log (IPTL) referente ao período de 16 a 28 de junho, apontaram uma redução de 0,72% no preço médio do litro da gasolina , quando comparado a primeira quinzena do mês. O combustível fecha o período sendo comercializado a média de R$ 5,51. Já o preço do etanol recuou 0,26% comercializado a R$ 3,91.
“O mais recente anúncio de redução no preço da gasolina repassada às refinarias, que passou a valer no dia 16 de junho, refletiu em menos de 1% no preço comercializado nas bombas de abastecimento do País. Das cinco regiões brasileiras, três ainda apresentaram aumento no valor do litro do combustível e 15 Estados registraram aumentos de 0,17% a 1,43%, em relação à primeira quinzena de junho. Vale ressaltar que podemos ter mais acréscimos impulsionados pelo aumento de impostos federais que passarão a valer a partir do dia 1º de julho”, observa Douglas Pina, Diretor-Geral de Mobilidade da Edenred Brasil.
No recorte regional, a gasolina apresentou alta no Sudeste, onde, apesar de apresentar o menor preço entre as regiões, de R$ 5,41, fechou o período com o litro em alta de 0,19%. O Centro-Oeste e o Norte também registraram aumento no preço da gasolina, de 0,18%, que fechou a R$ 5,56, e 0,17%, comercializado a R$ 5,91, respectivamente. Já o Nordeste comercializou o combustível a R$ 5,58, com redução de 0,18%. Na Região Sul, a gasolina foi vendida à média de R$ 5,51, mesmo preço comercializado na primeira quinzena do mês.
Na Região Nordeste o etanol fechou a R$ 4,51, com preço estável ante a primeira quinzena de junho. As demais regiões registraram redução no valor do combustível, com destaque para o Sudeste e o Centro-Oeste, onde o preço do litro ficou 0,52% mais barato e fecharam a média de R$ 3,82 e R$ 3,79, respectivamente. O etanol comercializado no Centro-Oeste segue como o mais barato do País, e o mais caro, no Norte, vendido a R$ 4,76. “Vale ressaltar que o etanol é considerado ecologicamente mais vantajoso para abastecimento, por ser capaz de reduzir consideravelmente as emissões de gases responsáveis pelas mudanças climáticas”, reforça Pina.
Na análise por Estado, o Rio Grande do Norte liderou o ranking dos aumentos mais expressivos para a gasolina e o etanol, de 1,43% o primeiro, que fechou a R$ 5,69, e de 1,53% o segundo, comercializado a R$ 4,64. Já a maior redução para a gasolina foi identificada no Alagoas, de 0,85%, que fechou a R$ 5,80. A Bahia registrou o recuo mais expressivo para o etanol, de 0,90%, que fechou a 4,38.
O preço médio mais caro para o litro da gasolina foi encontrado nos postos de abastecimento de Roraima, a R$ 6,33, e o mais barato, na Paraíba, a R$ 5,32. Já a média mais alta para o etanol foi registrada nas bombas de Rondônia, a R$ 4,94, e a mais baixa, no Mato Grosso, de R$ 3,68.
O IPTL é um índice de preços de combustíveis levantado com base nos abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Ticket Log.
O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais.
Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano.
“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos.
Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.
Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação.
“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.
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