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Honda Fit usado de primeira geração: saiba tudo

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Honda Fit foi lançado no Brasil como um monovolume e concorria com a Nissan Livina
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Honda Fit foi lançado no Brasil como um monovolume e concorria com a Nissan Livina

Produzido em 2001 no Japão, por aqui o Honda Fit surgiria somente em 2003, já nacionalizado. Produzido na planta de Sumaré, o monovolume logo cativou os brasileiros. Foi oferecido em duas versões: a LX e a top LXL , ambas equipadas com motor i-DSI 1.4 de 80 cv e com a opção do câmbio automático do tipo CVT.

Bem equipada, a versão de entrada já contava com ar-condicionado, direção elétrica, trio elétrico, airbag para motorista, além do exclusivo sistema de rebatimento dos bancos traseiros ULT (Utility, Long and Tall – utilitário, longo e alto), com 10 combinações que contribuem para o aumento da capacidade de carga de 353 litros para até 1.321 litros, sem precisar remover os bancos. Já a LXL agregava rodas de liga leve, airbag duplo, freios ABS e CD player.

No ano de 2005, a Honda lançou a versão EX que passaria a ser a mais cara da linha. Equipado com motor VTEC de 1,5 litro de 105 cv, o modelo se igualava ao LXL em termos de equipamento, incluindo o opcional do câmbio CVT. Por fora, as diferenças eram as rodas de alumínio com desenho exclusivo, além de um pequeno detalhe praticamente imperceptível: na tampa traseira onde havia o nome FIT , o pingo no I era pintado de azul, enquanto na 1.4 era vermelho.

Para 2007, o Fit recebeu novos para-choques e grade dianteira com um filete pintado na cor da carroceria e o topo de linha ganhou repetidores de pisca incorporados às capas dos retrovisores.

Espaço interno, desempenho e consumo

O grande trunfo do Honda Fit está no melhor aproveitamento de espaço interno. Contando com bem aproveitados 3,83 metros de comprimento, 1,67 m de largura, 2,45 m de entre-eixos e 1,52 m de altura, até pessoas com estatura acima de 1,85 m se sentem bem confortáveis nele, principalmente no banco traseiro, algo raro de ser encontrado nos carros compactos. Outra vantagem de se adquirir um modelo desses está no já citado sistema de rebatimento dos bancos traseiros ULT. Com eles rebatidos, você consegue até transportar grandes vasos e galões de 20 litros, sem comprometer o espaço dos passageiros da frente. O segredo está na posição do tanque de combustível, abaixo dos bancos dianteiros. Ao mesmo tempo que libera mais espaço atrás, a solução também possibilita uma boa altura – quase a de um SUV pequeno – para o motorista e passageiro da frente.

Já um ponto negativo é o conjunto da suspensão com amortecedores mais rígidos e molas de curso curto , ou seja, dependendo da lombada ou valeta, você acaba sentindo uma pancada seca. Por falar em suspensão, bem que ela poderia ter um curso mais longo, até para poder transpassar pelos obstáculos sem que raspe o para-choque frontal ou mesmo o cárter. Por isso, a dica é instalar um protetor de cárter, caso o modelo que esteja avaliando não tenha este acessório.

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A direção do tipo elétrica é excelente e faz com que qualquer baliza, por mais apertada que seja, se torne uma tarefa mais fácil. O câmbio manual tem engates curtos e precisos, mas casa melhor com o motor 1.4 a gasolina da primeira geração . Agora, se você faz questão do câmbio automático, a recomendação é optar pelo motor 1.5 que trabalha melhor com o desempenho e consumo. Só para comparar, essa versão faz 11 km/l de gasolina na cidade e 15 km/l na estrada, acelera de zero a 100 km/h em 10,7 segundos e sua velocidade final declarada é de 175 km/h. A 1.4 traz praticamente o mesmo consumo: 11,8 km/l na cidade e 15 km/l na estrada, mas anda menos. Faz de zero a 100 km/h em 14,4 segundos e atinge a velocidade máxima de 160 km/h. Confira mais detalhes nas fichas técnicas a seguir.

Veja o rendimento e desempenho de cada motor

Motor 1.4 8V (a partir de 2004)

Potência: 80 cv a 5.700 rpm

Torque: 11,8 kgfm a 2.800 rpm

Consumo com gasolina: 11,8 km/l na cidade e 15 km/l na estrada

Velocidade máxima: 160 km/h

Aceleração de zero a 100 km/h: 14,4 segundos

Motor 1.5 16V VTEC (a partir de 2005)

Potência: 105 cv a 5.800 rpm

Torque: 14,2 kgfm a 4.800 rpm

Consumo com gasolina: 11 km/l na cidade e 15 km/l na estrada

Velocidade máxima: 175 km/h

Aceleração de zero a 100 km/h: 10,7 segundos

Motor 1.4 8V flex (a partir de 2007)

Potência: 83 cv a 5.700 rpm (etanol) e 80 cv a 5.700 rpm (gasolina)

Torque: 12,2 kgfm a 2.800 rpm (etanol) e 11,8 kgfm a 2800 rpm (gasolina)

Consumo com gasolina: 9,9 km/l na cidade e 16 km/l na estrada

Consumo com etanol: 7 km/l na cidade e 11,2 km/l na estrada

Velocidade máxima: 167 km/h

Aceleração de zero a 100 km/h: 12,9 segundos


Pontos que merecem a atenção

No caso específico do câmbio CVT da primeira geração – aplicado somente nas opções com motor a gasolina – , é preciso verificar se as revisões de 40 em 40 mil km foram feitas em concessionárias. No test drive, avalie como ele se comporta nas subidas e descidas, e subida em marcha ré. Aproveite também para avaliar possíveis ruídos como o do sistema de freios que pode indicar o desgaste das pastilhas ou de coxins trincados do conjunto da suspensão.

O acabamento – ainda que não seja ruim, independente da versão – é alvo de constantes reclamações de barulhos . Curiosamente, até mesmo quando o modelo era novo, já tinha esse problema.

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No aspecto geral, dê uma boa olhada na parte externa do carro, como a tampa do porta-malas , peça que pode ter pequenos amassados, já que ela invade parte da área do para-choque traseiro. Por falar nisso, verifique também o para-choque dianteiro , que costuma ter raspões por conta da altura. Aproveite também para verificar o assoalho por baixo e, principalmente, o cárter, que não vem de série.

Verifique se os modelos fabricados entre 2003 e 2008 passaram pela inspeção e reparo no interruptor principal do comando dos vidros elétricos . Na época do recall, em 2010, a Honda mencionava que, em algumas unidades, poderia ocorrer falha no funcionamento do interruptor e até riscos de incêndio. Outro recall que a montadora realizou foi o do airbag do passageiro dos modelos fabricados a partir de 2003.

Melhores e piores versões para comprar

Como todo Honda, no mercado de usados eles têm boa liquidez, mas nem por isso é preciso comprar de olhos fechados, principalmente quando o assunto em questão é a manutenção. Por isso, aqui vai a primeira dica. Dê preferência aos modelos cujos manuais de manutenções estejam devidamente carimbados . Isso indica que eles passaram pelas revisões, conforme recomenda a fabricante. Robusto, o Fit faz a alegria de seus donos na questão da longevidade do motor. Só como exemplo, no manual de manutenções a Honda informa que a troca do líquido de arrefecimento do motor é recomendada somente quando o carro completar oito anos de idade ou 200.000 km.

Outra dica é dar preferência aos modelos flexíveis, fabricados a partir de 2006, que têm melhor procura e valor na hora da revenda. Não que seja um mico na hora da revenda, mas, por um pouco mais, é preferível pular para a intermediária LXL, configuração que responde pela maior parte do total de vendas e, às vezes, a diferença de valores pode ser pequena.

Preços

Por menos de R$ 20 mil, já é possível comprar as primeiras unidades 2003/2004, 1.4 8V, com câmbio manual e quilometragem na faixa de 200 mil km, ou seja, uma média de 10 mil km rodados por ano.

Bastante robusto, os motores Honda costumam durar mais de 400 mil km , claro que com todas as manutenções periódicas seguidas à risca. Por isso, só para reforçar, exija o livreto carimbado com todos os serviços realizados.

Com R$ 35 mil, as opções são as 1.5 16v, fabricadas a partir de 2005, com transmissão do tipo CVT e quilometragem média de 140 mil km. Para estes modelos, dê uma atenção especial a este tipo de câmbio, pois ele exige revisões periódicas a cada 40 mil km. Alguns donos costumam “segurar o carro engatado” nas rampas , sem usar o freio, acarretando em uma série de problemas no sistema. Boa compra!

Fonte: Carros

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Rui Denardin: O que esperar do mercado automotivo em 2025?

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Por Rui Denardin – Grupo Mônaco: À medida que nos aproximamos do final do ano é natural começarmos a refletir sobre as projeções para 2025. No mercado automotivo não seria diferente. Grandes expectativas já surgem, especialmente diante dos resultados positivos de 2024, marcados pelo aumento das vendas e pela recuperação total do setor no cenário pós-pandemia.

Analisando os fatores que impactam esse mercado, 2025 promete ser um ano dinâmico, repleto de avanços tecnológicos e alinhado às novas demandas do consumidor. Conforme nos preparamos para esse futuro promissor, algumas tendências-chave já estão moldando o setor, e, como um player estratégico, precisamos estar atentos para liderar e inovar.

E uma dessas principais tendências que seguirá em alta é a busca por veículos sustentáveis. A eletrificação continuará sendo o principal motor de mudança, com uma previsão de aumento significativo na participação dos veículos elétricos, não apenas no Brasil, mas em mercados globais.

Isso ocorre devido à redução nos custos de produção de baterias e ao avanço da infraestrutura de carregamento. No Brasil, o crescimento do segmento tem sido impulsionado por incentivos fiscais e subsídios que tornam as soluções híbridas e elétricas mais acessíveis ao consumidor.

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Além disso, a busca por sustentabilidade permeia todos os aspectos da vida moderna, inclusive a mobilidade urbana. A produção de veículos elétricos tornou-se mais limpa, com o uso de materiais recicláveis, consolidando a responsabilidade ambiental como um diferencial competitivo.

Apesar das transformações tecnológicas, uma coisa não mudará em 2025: o foco na experiência do cliente. As empresas que conseguem oferecer atendimento excepcional, simplificar processos e garantir um suporte eficiente sairão na frente, conquistando a fidelidade de seus consumidores.

No Grupo Mônaco, valorizamos essa conexão desde a nossa fundação, na década de 1970. Meu pai, Armindo Denardin, ao inaugurar nossa primeira concessionária em Altamira, no Pará, chamava seu empreendimento de “Casa de Amigos”. Esse espírito de proximidade e atenção personalizada, seja para fechar um negócio ou apenas para receber bem quem nos procura, é um legado que mantemos até hoje.

O futuro do mercado automotivo não é apenas sobre tecnologia; é sobre como utilizamos essa tecnologia para melhorar vidas e gerar um impacto positivo no planeta. No Grupo Mônaco, estamos comprometidos em liderar essa transformação, com inovação, excelência e uma visão estratégica que priorize nossos clientes, colaboradores e parceiros.

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2025 será um ano para acelerar. Estou confiante de que estamos prontos para essa jornada, que promete grandes conquistas e novas possibilidades para montadoras, concessionárias e, principalmente, para nossos clientes. Que venha o novo!

Rui Denardin é CEO do Grupo Mônaco

Fonte: Auto

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