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Lideranças de Sorriso e Vera buscam soluções para embargo ambiental do Jonas Pinheiro

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Ter segurança para viver e produzir. É esse o objetivo das mais de 400 famílias que residem hoje nos Assentamentos Jonas Pinheiro (Sorriso) e Alto Celeste (Vera). E foi com esse objetivo que o secretário de Agricultura Familiar e Segurança Alimentar de Sorriso, Marlon Zanella, a convite de vereadores de Sorriso e de Vera, esteve em Brasília ontem, 11 de abril. Na capital federal a comitiva participou de uma reunião com o assessor especial do Ministério das Relações Institucionais, Valtenir Pereira, para debater o embargo ambiental do Assentamento.

Além da reunião no Ministério, a mesma pauta esteve em análise com o diretor da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal, José Roberto da Cunha Peixoto, na tentativa de buscar mediação entre o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para o fim do embargo ambiental. Para atuar nas tratativas já foi nomeado o mediador Claudio de Castro Panoeiro.

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Marlon explica que há uma grande dificuldade de investimentos nas propriedades por parte dos agricultores. “Como todas as matrículas do Jonas Pinheiro estão sob um embargo ambiental, os produtores não conseguem realizar financiamentos como o Pronaf, (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), por exemplo; estamos buscando um acordo para reverter essa situação para que essas famílias tenham a segurança de investir em suas propriedades”, explica o gestor.

Agora, o pedido é para que o mediador da Advocacia Geral da União negocie um acordo com possibilidades viáveis aos produtores. “Também faremos a nossa parte discutindo com as famílias o que é viável para ser feito aqui”, frisa. E para apresentar essas alternativas já está agendada uma reunião para o dia 9 de maio em Brasília.

Documentação

Marlon pontua que a comitiva também buscou informações sobre a regularização do Assentamento. “Onde há regularização fundiária há segurança jurídica e onde há segurança jurídica há segurança econômica e social e estamos empenhados nessa luta”, diz.

Visita a deputado

Já na Câmara dos Deputados, a visita foi para o deputado federal por Mato Grosso, Juarez Costa. “No gabinete do Juarez conversamos sobre demandas dos dois municípios, Sorriso e Vera, e pedimos apoio para a rede da agricultura familiar”, explica Marlon.

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A agenda em Brasília contou com a participação dos vereadores sorrisenses Wanderley Paulo e Jane Delalibera. Já de Vera foram os legisladores Célio de Souza, Donizete Panizon, Marcelo Perioto, Eleandro Moreira e representando so os assentados, o agricultor Odimar Glhen.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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Servidores da Secretaria de Fazenda iniciam formação online sobre a Reforma Tributária

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Curso é composto por 15 encontros, divididos em seis blocos temáticos

Cursos, seminários, imersões e muito, muito estudo. Para que o Município de Sorriso esteja preparado para a Reforma Tributária (RT), a equipe da Secretaria de Fazenda (Semfaz) segue se preparando. Nesta quinta-feira ( 2 de julho), a deu início hoje a uma rodada de 15 encontros semanais, que foram divididos em seis blocos temáticos.

Conduzida por Gelson Severo, um dos consultores da ROIT, empresa que presta consultoria à Prefeitura, a primeira “aula de revisão” versou sobre os fundamentos constitucionais e legais da Reforma Tributária.

“Com certeza, serão mais oportunidades para podermos nivelar as informações sobre a Reforma Tributária, compreendermos melhor seus mecanismos e, assim, fazer uma transição segura”, destaca o titular da pasta, Tedy Puva, acrescentando que a expectativa com a RT é que Mato Grosso deve perder muitos recursos com a mudança no sistema de arrecadação, e Sorriso também está inserido neste cenário, dada a natureza do agronegócio.

Os encontros, online, serão realizados sempre às quintas-feiras e terão duração de meia hora, de forma a não impactar a rotina de trabalho dos servidores. “Entendemos que a partilha de informações é fundamental neste processo e não estamos medindo esforços para tirar todas as dúvidas da nossa equipe”, complementa o secretário.

Saiba Mais sobre a Reforma Tributária:

“A Reforma Tributária exige uma mudança de postura: não basta arrecadar, é preciso arrecadar com inteligência. O coeficiente que definirá os repasses ao Município nas próximas décadas é construído agora, com base nos dados entre 2019 e 2026. Isso transforma a gestão fiscal em uma estratégia de longo prazo”, destacou Gelson, quando realizou uma formação in company na Prefeitura.

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Tecnologia aplicada à gestão fiscal

A Prefeitura vem adotando ferramentas tecnológicas e cruzamento de dados para ampliar a eficiência da arrecadação e identificar inconsistências fiscais.

Entre as iniciativas, destacam-se:

Uso de inteligência de dados para identificar divergências entre declarações e operações reais;

Atualização cadastral com apoio de imagens de drone, proporcionando uma visão ampla do inventário imobiliário municipal;

Revisão de exercícios anteriores com foco em recuperação de receitas não arrecadadas

Estruturação de processos de fiscalização mais orientativos e preventivos.

ISS hoje, equilíbrio fiscal amanhã

Com a Reforma Tributária instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 e suas leis complementares regulamentadoras, o modelo atual será gradualmente substituído por um sistema baseado no consumo no destino. Essa nova dinâmica impões desafios extras ao Centro-Oeste, em especial aos municípios do Mato Grosso.

Nesse contexto:

O ISS e o ICMS serão substituídos pelo IBS

A arrecadação e a distribuição serão centralizadas pelo Comitê Gestor do IBS (CG-IBS)

Parte relevante dos repasses aos municípios dependerá da chamada receita de referência

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Essa receita será calculada com base na arrecadação de ISS e na cota-parte do ICMS entre 2019 e 2026 — período que se tornou decisivo para o futuro financeiro dos municípios.

“Cada inconsistência não corrigida, cada valor não arrecadado dentro desse intervalo, impacta diretamente a capacidade de investimento do Município por décadas. Estamos falando de um efeito que se estende até 2077”, reforça Gelson.

Sustentabilidade fiscal como política pública

A estratégia adotada por Sorriso vai além da arrecadação imediata. Trata-se da construção de uma política de sustentabilidade fiscal, baseada em três pilares:

Qualidade dos dados fiscais

Uso intensivo de tecnologia

Conformidade e regularização dos contribuintes

“Garantir arrecadação eficiente hoje é garantir serviços públicos amanhã. A sustentabilidade fiscal começa com organização, tecnologia e responsabilidade compartilhada”, destacou, à época, o secretário Tedy.

Transição da Reforma Tributária: o que muda

2026: fase de adaptação operacional

2027: início da cobrança da CBS em substituição so PIS/Cofins

2029 a 2032: transição do IBS, com substituição progressiva do ICMS e ISS

2033: IBS plenamente implementado

2029 a 2077: período de transição federativa, com distribuição híbrida (coeficiente + destino)

Ao longo dessa transição, o peso da arrecadação histórica será gradualmente reduzido, mas continuará relevante por décadas.

Fonte: Prefeitura de Sorriso – MT

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