ECONOMIA

Marinho volta a criticar saque-aniversário do FGTS: ‘Farra’

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Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista
Valter Campanato/Agência Brasil – 09/02/2023

Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante entrevista

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, voltou a criticar o saque-aniversário no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nesta quarta-feira (12). Segundo ele, a modalidade se tornou uma “farra” para o sistema financeiro, que utiliza o fundo como garantia para crédito. O ministro chegou a prometer o fim da modalidade , mas recuou.

“O saque-aniversário criou farra do sistema financeiro com o Fundo de Garantia. Hoje, dos R$ 504 bilhões depositados na conta-corrente dos correntistas, já temos quase R$ 100 bilhões alienados pelos bancos em empréstimo consignado do Fundo de Garantia, a partir do formato do saque-aniversário”, diz.

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Marinho deu a declaração em sessão na Câmara dos Deputados, convocada por sua iniciativa, para apresentar os planos da sua pasta no ano de 2023.

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O ministro afirmou que seu foco serão as “urgências dos trabalhadores”, como o combate ao trabalho análogo à escravidão; a regulamentação do serviço de entregadores e motoristas por aplicativo; e o “fortalecimento” de direitos trabalhistas como o FGTS.

Outra promessa garantida pelo ministro foi a de elaborar uma política de valorização permanente do salário mínimo. Atualmente, a negociação está em discussão com as centrais sindicais .

“A constatação no grupo de trabalho, até aqui, é que as políticas do salário mínimo no governo Lula e Dilma tiveram uma eficiência muito grande, impactando na distribuição de renda”, argumenta.

O ministro também criticou o atual patamar dos juros na economia brasileira, hoje com a taxa básica de 13,75% ao ano.

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“Os juros estão em um patamar inaceitável. Reduzir juros é a mesma coisa que gerar o aumento de empregos e o crescimento da economia”, disse o ministro, citando que a redução dos juros é uma demanda também do setor empresarial brasileiro.

Fonte: Economia

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ECONOMIA

Governo sanciona PL relatado por Jayme que facilita decisão sobre aposentadoria

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O presidente Lula sancionou, sem vetos, o projeto de lei que permite a participantes e assistidos de plano de previdência complementar optar pelo regime de tributação na ocasião da obtenção do benefício ou do resgate dos valores acumulados. De autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), a matéria foi relatada pelo senador Jayme Campos (União-MT) na Comissão de Assuntos Sociais. 

Agora, pela lei 14803/2024 os beneficiários dos planos passam a ter melhores condições de optar  em relação à escolha pelo regime progressivo ou regressivo de tributação de sua renda previdenciária. A legislação de 2004 determinava que o prazo para opção era até o mês seguinte ao ingresso do usuário no plano. 

“Trata-se de uma importante, aperfeiçoa e melhora a legislação no momento em que abrange milhões de brasileiros, sobretudo nessa questão fundamental, que é o momento de estruturar sua previdência social” – frisou Jayme Campos. 

Jayme Campos lembrou que decidir o regime de tributação a ser aplicado em um plano de previdência específico, exigia que o cidadão analisasse uma série de “sofisticadas variáveis técnicas”, e contemplar diversos condicionantes de ordem pessoal, vinculados a seu perfil, sua situação familiar e orçamentária e seus objetivos de curto e longo prazo. Por isso, enalteceu a decisão do Senado e a sensibilidade do Governo.

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Ele ressaltou ainda que era latente o prejuízo que a regra então vigente causava pela inflexibilidade quanto à escolha do regime de tributação. Jayme citou o exemplo dos que, em face de uma situação emergencial, se via compelido a resgatar o montante dos recursos acumulados em seu plano de previdência, com o ônus de ter que pagar muito mais imposto do que pagaria se lhe fosse permitido optar, na ocasião, pelo regime de tributação. 

“Agora, felizmente, isso mudou” – disse, ao cumprimentar o senador Paulo Paim pela iniciativa.

Fonte: Nacional

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