O Batalhão da Polícia Militar de Trânsito Urbano e Rodoviário (BPMTRan) deu início na manhã desta segunda-feira (10.04) à terceira turma do Curso de Especialista de Policiamento de Trânsito (3º CPTRAN), no auditório do Colégio Militar Tiradentes, em Cuiabá.
A capacitação terá duração de 61 dias e contará com 25 alunos, como policiais militares, agentes do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), entre outros. A aula inaugural contou com uma palestra da promotora pública da 12ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, Sasenazy Soares Rocha Daufenbach, sobre ‘Rotinas do Sistema de Justiça no Trânsito e parcerias’.
De acordo com o comandante do Batalhão de Trânsito, tenente-coronel Adão Cesar Rodrigues Silva, o objetivo do curso é capacitar e qualificar os profissionais para atuarem nas vias urbanas e nas rodovias do estado, orientando os condutores sobre a conduta adequada conforme a legislação, além de aprimorar as técnicas e estratégias relacionadas à abordagem e fiscalização de veículos.
“Trabalhar com o trânsito é trabalhar com vidas, é estar a todo momento disposto a tirar dúvidas, expor a lei em sua aplicação e, principalmente garantir que o Código de Trânsito Brasileiro seja aplicado e cumprido como seu objetivo principal, por meio da fluidez e segurança viária”, destacou.
O diretor de Ensino, Instrução e Pesquisa (DEIP), coronel Januário Antônio Edwiges Batista, enalteceu por mais uma turma de capacitação que está sendo promovida pela Polícia Militar de Mato Grosso. “Poucas são as instituições em nosso país que se arriscam em planejar, organizar, coordenar e executar cursos nesta área, muito provavelmente, devido a complexidade única e volátil de sua matéria em constante alteração, o que torna necessário não só um conhecimento amplo e aprofundado, mas também atualizado”.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira (3.7), a Operação Ragnarok para cumprir 104 ordens judiciais contra uma facção criminosa voltada aos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro em Lucas do Rio Verde e região.
Na operação, são cumpridos 55 mandados de prisão preventiva, 34 de busca e apreensão e 15 bloqueios de contas bancárias relacionadas aos investigados, no limite de mais de R$ 10 milhões. As ordens judiciais foram decretadas pela 5ª Vara Criminal de Sinop.
As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde ao longo de aproximadamente 11 meses, identificando integrantes de uma facção criminosa envolvidos com o comércio de entorpecentes e crimes correlatos.
O trabalho investigativo iniciou após a prisão em flagrante de dois criminosos por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo nos meses de julho e agosto de 2025.
Com o avanço das investigações, foi possível identificar uma rede criminosa estruturada, com o envolvimento de mais de 50 pessoas nos crimes de tráfico de drogas, posse ilegal de arma de fogo e lavagem de dinheiro, que movimentou mais de R$ 10 milhões no período investigado.
Lavagem de dinheiro
As investigações identificaram que, entre seus integrantes, quatro mulheres eram responsáveis pela movimentação financeira da facção criminosa, atuando no repasse do dinheiro da venda de entorpecentes e de taxas para o comércio de drogas.
Os valores eram repassados para outros investigados, sendo também destinados para uma conta jurídica, posteriormente identificada como uma empresa de fachada para lavagem de dinheiro. Os investigados que recebiam os valores ilícitos simulavam diversas transações financeiras para pulverizar o dinheiro em diversas contas, movimentando quantias milionárias, mesmo sem nenhuma renda declarada.
Com base nos elementos apurados, a delegada da Derf, Paula de Fátima Moreira Barbosa, representou pela expedição dos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias, com foco na prisão dos integrantes e na desarticulação do núcleo financeiro da facção criminosa.
“Esses investigados eram orientados a repassar o dinheiro ilícito e dissimular os valores para diversas contas, até chegar ao gerente da facção criminosa que está no Rio de Janeiro”, explicou a delegada Paula Barbosa.
Operação Pharus
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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