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TJMT instala Comitê Gestor do Programa de Integridade e Compliance

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) instalou, na tarde desta quinta-feira (29), o Comitê Gestor de Integridade do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso, instância responsável por conduzir, monitorar e avaliar as ações do Programa de Integridade e Compliance no âmbito da instituição.

Instituído pela Portaria TJMT/PRES nº 1982/2025, o comitê tem como atribuição coordenar a implementação das diretrizes do programa, assegurando a observância de valores como transparência, ética, imparcialidade, probidade e a prevalência do interesse público. As reuniões ocorrerão mensalmente, com prazo inicial de 120 dias para a conclusão dos trabalhos, prorrogável por mais 60 dias.

Durante a reunião de instalação, o desembargador Jones Gattass Dias, gestor de integridade do TJMT e coordenador do comitê, destacou que o programa representa um avanço institucional relevante.

“Esse processo é fundamental para reforçar o compromisso com a integridade, entendida não apenas como o cumprimento formal de normas, mas como um valor que orienta a forma de agir institucional. Integridade e conformidade caminham juntas e dizem respeito ao respeito à Constituição, às leis do país, às normas internas, às diretrizes da administração pública e às políticas de prevenção e combate à corrupção, bem como à preservação da imagem institucional”, afirmou.

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O desembargador também ressaltou que a implantação do Programa de Integridade será gradual e abrangerá todos os públicos que se relacionam com o Judiciário, incluindo magistrados, servidores, estagiários, prestadores de serviços, fornecedores, agentes públicos de outros órgãos e usuários dos serviços judiciais e extrajudiciais.

A construção do programa contempla diferentes eixos de atuação, como a consolidação de instrumentos normativos, a elaboração do manual de gestão de riscos e integridade, o plano de comunicação em integridade, o regimento interno da Comissão de Integridade, além de ações voltadas à transparência, monitoramento, articulação institucional e apoio técnico às unidades do Tribunal.

Compõem o Comitê Gestor de Integridade: o desembargador Jones Gattass Dias (coordenador); Agamenon Alcântara Moreno Júnior, juiz auxiliar da Presidência e secretário-geral do Tribunal de Justiça; João Filho de Almeida Portela, juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça; Bruno Marques, juiz auxiliar da Ouvidoria do Poder Judiciário; Andrea Marcondes Alves, diretora-geral do Tribunal de Justiça; Afonso Vitorino Maciel, coordenador de Planejamento; Ranniery Wanrhawtt Azeredo Queiroz, coordenador de Comunicação Social; e Keila Souza da Cunha, analista judiciário responsável por secretariar os trabalhos do comitê.

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Alinhamento normativo

A instalação do Comitê Gestor decorre da Resolução TJMT-OE nº 16/2025, aprovada por unanimidade pelo Órgão Especial do Tribunal, em sessão administrativa realizada em 13 de novembro de 2025, que instituiu a Política e o Programa de Integridade do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

A iniciativa está alinhada, ainda, à Resolução nº 410/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabelece diretrizes para a criação de sistemas de integridade em todos os órgãos do Poder Judiciário brasileiro.

Com a instalação do comitê, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso dá mais um passo na consolidação de uma governança institucional orientada pela ética, pela transparência e pelo fortalecimento da confiança da sociedade na atuação do Judiciário.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJMT e TVCA promovem fórum “Destinos Roubados: a epidemia do feminicídio”

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A imagem mostra cinco mulheres e um homem sentados em cadeiras brancas num palco. Todos vestem roupas formais e têm pele clara. O homem é o juiz Marcos Terêncio, que veste terno escuro e usa óculos de grau. O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em parceria com a TV Centro América (TVCA), realizou nesta sexta-feira (29), em Cuiabá, o fórum “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”. O evento ocorreu no auditório da emissora e reuniu representantes do sistema de Justiça, forças de segurança, instituições públicas e especialistas para discutir ações de enfrentamento à violência contra a mulher em Mato Grosso.

O encontro integrou o encerramento do projeto jornalístico especial “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio”, série documental composta por cinco reportagens sobre violência doméstica, feminicídio e os impactos sociais provocados por esse tipo de crime. O trabalho foi dirigido pela jornalista Ariane Locatelli.

Representando o TJMT no fórum, participaram dos debates os magistrados da 2ª Vara Especializada de Família e Sucessões de Cuiabá, juiz titular Marcos Agostinho Terêncio e a juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa.

Rede de enfrentamento e prevenção

Durante o encontro, foram discutidos os principais desafios da rede de enfrentamento à violência doméstica, o acolhimento às vítimas, medidas de prevenção, atendimento aos órfãos do feminicídio e a integração entre as instituições.

A imagem mostra a juíza Ana Graziela falando ao microfone durante entrevista para a TV Justiça. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e loiros e olhos escuros. Veste roupa preta. A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa destacou que o fórum reuniu toda a rede de enfrentamento para refletir e, ao final, elaborar uma carta de compromissos com o objetivo de modificar a realidade da violência contra a mulher no estado.

Para ela, o fortalecimento das redes é fundamental para ampliar a proteção às vítimas. “Sozinho ninguém consegue resolver o problema da violência doméstica. Hoje, dos 142 municípios de Mato Grosso, 123 já possuem redes de enfrentamento instaladas. Esse é um espaço para fortalecer vínculos, promover maior engajamento e qualificar o atendimento prestado às mulheres”, ressaltou.

A magistrada também enfatizou a importância de ações preventivas e do trabalho voltado aos autores de violência doméstica. “Não adianta tratar apenas das mulheres. É preciso trabalhar também com o autor da violência. O homem que participa dos grupos reflexivos dificilmente volta a delinquir”, explicou.

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Ana Graziela destacou ainda iniciativas desenvolvidas pelo Poder Judiciário e parceiros, como o projeto “A Escola Ensina, a Mulher Agradece”, palestras sobre a Lei Maria da Penha nas escolas e capacitações realizadas com professores da rede pública. “Precisamos trabalhar desde cedo com as crianças e adolescentes para construir relações pautadas no respeito e impedir que novos casos de violência cheguem ao sistema”, concluiu.

Responsabilização e conscientização

A imagem mostra o juiz Marcos Terêncio durante sua participação no debate sobre violência doméstica. Ele é um homem de pele clara, cabelos grisalhos nas temporas, olhos escuros e usa óculos de grau. Está segurando o microfone com a mão direita. Veste terno e gravata pretos e camisa branca. O juiz Marcos Terêncio destacou que o enfrentamento à violência doméstica passa pela responsabilização dos agressores, mas também por ações de conscientização e transformação de comportamento.

O debate conduzido por ele no fórum abordou “a responsabilidade penal dos agressores, tanto pela punição propriamente dita, quanto pelos sistemas de autorresponsabilização”. Ele citou os Grupos Reflexivos para homens, desenvolvidos pelo Judiciário.

“A intenção é diminuir a reincidência, demonstrando, de um lado, que a punição é certa e célere e, de outro, fazer com que esses homens reflitam sobre a violência, o machismo enraizado e os impactos causados às vítimas e às próprias famílias”, afirmou.

O magistrado também ressaltou a importância da abordagem adotada durante a série exibida pela emissora. “As narrativas são dramáticas, mas não sensacionalistas. O protagonismo é da mulher. O agressor não deve ser o protagonista da história, mas precisa reconhecer o seu papel e compreender o que a violência causa para todos ao seu redor”, completou.

Parceria institucional

A imagem mostra o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa. Ele é um homem de pele clara, cabelos loiros curtos, olhos azuis e barba por fazer branca. O diretor veste camisa social azul clara. Atras dele aparece o palco do auditório da emissora. Para o diretor de Conteúdo da TVCA, Marcello Rosa, o enfrentamento à violência contra a mulher exige mobilização permanente da sociedade e atuação conjunta das instituições.

De acordo com ele, a parceria com o TJMT fortalece o debate e amplia a capacidade de mobilização social. “A Justiça é fundamental nesse processo. A melhor parceria possível é ter o TJ encabeçando a organização desse evento e trazendo outros players para essa discussão. É assim que vamos transformando a sociedade, mudando pensamentos e garantindo mais segurança para as mulheres, principalmente por meio da educação”, destacou.

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Do luto à luta

Alenir Gomes da Silva, mãe de uma vítima de feminicídio, participou da série documental. Aline tinha 20 anos e um filho de quatro anos quando foi morta pelo marido, em 2020.

“Ela tentava sair da relação, mas não conseguia. Muitas coisas ela não contava porque tinha medo dele. Eu tentei registrar boletim de ocorrência, mas naquela época diziam que quem precisava denunciar era a vítima”, relembrou.

Ao defender a importância de dar visibilidade aos casos de violência doméstica, Alenir explicou que decidiu participar da série para conscientizar outras mulheres e famílias. “Enquanto eu continuar falando, divulgando, alguém vai cair na real e perceber os sinais. É importante que ninguém esqueça.”

Ela também ressaltou a necessidade de investir em educação e prevenção desde a infância. “Tem que começar cedo, na escola, conscientizando meninos e meninas sobre respeito e sobre como a violência começa”, disse.

A imagem mostra o auditório da TVCA lotado com a plateia do fórum Destinos Roubados. A maioria da audiência é composta por mulheres. Carta de Compromisso Institucional

Ao final do fórum, as instituições participantes construíram uma Carta de Compromisso Institucional com propostas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de prevenção e combate ao feminicídio no estado, que somente neste ano já registrou 18 feminicídios, deixando órfãs 22 crianças e adolescentes, além de 79 tentativas de feminicídio.

Série disponível no Globoplay

Os episódios da série “Destinos Roubados: A Epidemia do Feminicídio” estão disponíveis no aplicativo Globoplay, com as edições exibidas entre os dias 25 e 29 de maio no telejornal Bom Dia MT.

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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