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Semana da Justiça pela Paz em Casa: CEAV organiza “Feira de Oportunidades” no Fórum de Cuiabá

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher de Cuiabá, intensifica ações durante a 31ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com os tribunais estaduais. A iniciativa busca ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006) e marca o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher, celebrado em 25 de novembro.

A juíza Ana Graziela Vaz de Campos Alves Corrêa, titular da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Capital e coordenadora da Rede, destaca que o esforço será concentrado nos julgamentos e a realização do maior número possível de audiências nos procedimentos em trâmite. A magistrada acrescenta que uma série de eventos foi organizada pelos parceiros da Rede, promovendo o debate, a prevenção e a ruptura do ciclo de violência.

Entre as iniciativas do Poder Judiciário, está a realização nos dias 26 e 27 de novembro, das 13h às 17h, da “Feira de Oportunidades”, no saguão principal do Fórum da Capital. Organizada pelo Centro de Atendimento às Vítimas (Ceav), a ação oferece atendimento jurídico da Defensoria Pública do Estado, Núcleos de Práticas Jurídicas e Ministério Público, além de serviços de saúde, como aferição de pressão arterial e teste de glicemia, e de beleza, como massagem e maquiagem.

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“Sempre buscamos reforçar que as mulheres não estão sozinhas nesta luta contra a violência doméstica e que podem contar com os serviços da Rede de Enfrentamento”, acrescenta a juíza.

Até 28 de novembro, a 1ª Vara de Violência Doméstica distribuirá informativos com os contatos da própria Vara (Gabinete I), do Centro Especializado de Atendimento às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais, da Polícia Militar, do Ministério Público (Núcleo de Atendimento às Vítimas de Violência Doméstica) e da Defensoria Pública (Núcleo de Defesa da Mulher), destinados às mulheres que comparecerem às audiências durante a Semana, com informações sobre os recursos disponíveis para romper o ciclo de abuso.

Nos dias 10 e 11 de dezembro, integrando a programação dos “21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher”, será realizado, na sede do TJMT, o 2º Encontro Estadual das Redes de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, além da premiação do concurso estadual “A escola ensina, a mulher agradece”, promovido pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher/TJMT), presidida pela desembargadora Maria Erotides Kneip.

Paz em Casa

Criada em 2015, a Semana Justiça pela Paz em Casa ocorre em março, agosto e novembro e integra a Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência Doméstica do CNJ. As datas fazem referência ao Dia Internacional da Mulher, à sanção da Lei Maria da Penha e ao Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra a Mulher.

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Confira a programação dos parceiros da Rede de Enfrentamento:

Evento: Caravana Digital do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM-MT).

– Mobilização nas Redes pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

Local: Ação Virtual no Instagram – durante todo o dia

Dia: 25/11/2025

Evento: – Projeto ‘Por Elas e Por Nós – Diálogo Masculino pela Não Violência’. Iniciativa do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, em parceria com empresas de Cuiabá.

Locais: Concessionária Águas Cuiabá, Transportadora Carvalima e Concessionária Energisa

Período: 25/11 a 01/12/2025

Evento: Caminhada Simbólica – 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra Mulheres e Meninas – Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Cuiabá

Local: Parque das Águas – Cuiabá

Data: 26/11/2025, às 18h

Autor: Patrícia Neves

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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