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Reforma tributária em pauta: congresso internacional reúne autoridades e especialistas em Cuiabá

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Na manhã desta segunda-feira (3 de novembro), em Cuiabá, especialistas nacionais e internacionais em matéria tributária e financeira deram início ao “8º Congresso Internacional de Direito Tributário e Financeiro”. A iniciativa é uma realização do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), por meio da Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT) e da Escola Superior de Contas, bem como da Sociedade Brasileira de Direito Financeiro (ABDF), e será ofertada hoje e amanhã no auditório da Escola Superior de Contas.

A abertura contou com a presença de diversas autoridades, dentre elas o presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira, que agradeceu o convite para estar entre especialistas e operadores do Direito reunidos com espírito crítico e construtivo. “Recebam minha saudação e meu reconhecimento pelo trabalho de promover diálogo qualificado sobre temas que tocam diretamente o desenvolvimento econômico e a justiça social do país. A reforma tributária em curso exige atenção redobrada, afinal, altera regras que regem a vida cotidiana de pessoas, empresas e governos. Entender seus objetivos e suas consequências práticas é condição para assegurar previsibilidade e segurança jurídica no processo de transição”, salientou.

Conforme o presidente do TJMT, um sistema tributário mais simples e bem articulado reduz custos de conformidade, facilita fiscalização e fortalece a confiança da sociedade nas instituições públicas e no uso dos recursos arrecadados. “Não podemos perder de vista a equidade e a proteção dos direitos fundamentais. A reforma deve buscar distribuir encargos de forma justa, preservando a capacidade do Estado de prestar serviços essenciais e promover um ambiente econômico que favoreça a inclusão social e o crescimento sustentável”, defendeu.

Já o diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal, um dos idealizadores da iniciativa, salientou que vivemos em um mundo de alta complexidade e só o conhecimento permitirá que as dificuldades sejam vencidas. Segundo ele, a Escola tem o papel constitucional de aperfeiçoamento e formação e, nesse momento, é preciso se unir a outras instituições e, de maneira integrada, trazer essa discussão não apenas para o seio acadêmico, mas também da própria sociedade.

“Fizemos questão, juntamente com o presidente da Associação dos Municípios, de convidar todos os prefeitos, porque eles serão impactados administrativamente falando, e também o Estado de Mato Grosso, assim como todas as instituições. Esse é o papel da escola, é instigar o conhecimento, e eu só consigo vislumbrar que os problemas serão mitigados com o conhecimento, não tem outra saída”, opinou.

Anfitrião do congresso, o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, destacou que o evento é um marco no debate sobre os reflexos da reforma tributária recentemente aprovada no Brasil, com ênfase em seus impactos sobre a gestão pública, a economia e a sociedade brasileira. Ao enaltecer a sólida parceria materializada entre a Escola de Contas e a Esmagis-MT, ele destacou que essa sinergia entre órgãos de controle externo e Judiciário fortalece o aperfeiçoamento institucional, promovendo o intercâmbio de conhecimento e a formação de profissionais capacitados para enfrentar os desafios da administração pública contemporânea.

Segundo o conselheiro, a reforma tributária brasileira deve ser, acima de tudo, um instrumento de justiça social e de redução das desigualdades. “Reduzir disparidades regionais não é apenas uma exigência ética, mas também uma necessidade econômica, pois regiões produtoras e interiorizadas como Mato Grosso sustentam grande parte da riqueza nacional. O novo modelo tributário precisa se tornar o motor de um país mais equilibrado, no qual o crescimento econômico não se concentre em poucos centros, mas alcance todas as regiões, promovendo desenvolvimento sustentável e inclusão social”, ressaltou.

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Inquietações

O presidente da Sociedade Brasileira de Direito Financeiro, Francisco Pedro Jucá, abriu sua participação do evento com um registro que considera histórico. “O Brasil criou uma cultura de que tudo começa no eixo Rio-São Paulo. Acho muito importante registrar que o que podemos chamar de ‘ressurgir do direito financeiro’ surgiu exatamente no Centro-Oeste. Cuiabá, a partir desse momento, se integra nesse eixo, o que para mim é muito gratificante porque mostra que o Brasil não tem tantas diferenças internas de cultura como se pretende.”

Segundo Jucá, o tema central do congresso é refletir sobre os impactos da mudança estrutural advinda da reforma tributária, que altera substancialmente a estrutura da tributação nacional. “Ela é fruto de uma ideia boa, de qualidade, mas traz, ao mesmo tempo, algumas preocupações, e o eixo principal deste congresso está exatamente nessas preocupações. O Brasil é uma federação, significa dizer que os estados têm autonomia política e administrativa, competência constitucional para executar suas políticas públicas e autonomia orçamentária. Para isso, precisam ter capacidade tributária e receita adequada para cumprir atribuições como segurança pública, saúde e educação básica.”

Entre as principais inquietações, Jucá apontou a centralização arrecadatória prevista na reforma. “Os grandes municípios talvez sejam impactados de maneira menos sensível, mas os pequenos podem enfrentar problemas sérios, aumentando a dependência de outros entes federados, o que compromete a ideia de federação (…) A reforma é razoável, mas não podemos dissociar a tributação, que é arrecadação, das finanças públicas, que é a prestação de serviços. Ou os dois funcionam juntos ou teremos problemas.”

Estado e municípios

O presidente da Associação Mato-grossense de Municípios (AMM), Leonardo Bortolin, destacou a preocupação dos gestores municipais com os impactos da reforma tributária, considerada por ele o maior desafio para a continuidade do crescimento do Estado. Segundo Bortolin, a mudança da tributação da origem para o consumo prejudica estados produtores como Mato Grosso, que investiram na verticalização da agroindústria, e favorece regiões mais populosas, como São Paulo e Rio de Janeiro. Ele alertou que essa alteração pode reduzir o potencial de investimentos nos municípios e comprometer políticas públicas essenciais, como saúde, educação e infraestrutura. “A reforma foi pensada no consumo e não mais na origem, e isso vai desacelerar o crescimento do estado”, afirmou.

Outro ponto crítico apontado pelo presidente da AMM é a criação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá ICMS e ISS, retirando autonomia dos municípios na aplicação das receitas e, até o momento, sem garantir participação efetiva das prefeituras. Bortolin também demonstrou preocupação com o fim dos incentivos fiscais a partir de 2038, o que, segundo ele, limitará a capacidade de Mato Grosso de atrair empresas e distribuir riquezas. Para enfrentar esse cenário, defendeu a qualificação e a informação como estratégias fundamentais, elogiando a atuação da Secretaria de Fazenda do Estado e a parceria com o Tribunal de Justiça e o Tribunal de Contas na busca por soluções.

Impactos em Mato Grosso

Já o secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, destacou que aproximadamente 40% da arrecadação brasileira de tributos está sendo alterada pela reforma tributária. “Significa dizer que estados ganham, municípios perdem, outros estados perdem e municípios ganham. Vamos ter uma nova geografia desses recursos sendo distribuídos pela federação. Então, é superimportante que o direito financeiro se aproprie disso, crie regras para que a gente tenha sustentação financeira ao longo do tempo, em especial em estados produtores, como é o caso de Mato Grosso, que tem uma grande produção e uma base de consumo pequena pelo tamanho da sua população.”

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Conforme Gallo, nesse novo modelo de tributação, Mato Grosso perde arrecadação e é preciso se preparar para essa mudança. “Nós temos que estudar muito, criar regras fiscais e já na área do direito financeiro, que será também explorado neste congresso, para que a gente chegue com regras que nos permitam continuar essa trajetória de desenvolvimento de Mato Grosso, com capacidade de investimento, e não chegar a uma situação em que o estado só vai arrecadar para pagar contas e despesas obrigatórias, o que seria é dramático. Portanto precisamos analisar, avaliar e ter o diagnóstico preciso para que as decisões corretas sejam tomadas e implementadas até o ano de 2032.”

Segundo o secretário, a estratégia do governo de Mato Grosso é até 2032 fazer investimentos maciços em infraestrutura pública – pontes, estradas, escolas e hospitais – para que seja possível desenvolver e verticalizar mais a economia mato-grossense, atraindo mais pessoas para migrarem para o Estado. “Até lá, quando a gente estiver ainda nesse modelo que nos garante tributar a produção que é vendida para outros estados, nós não podemos perder a capacidade de investimento. Mato Grosso hoje não pode pisar em falso. Temos que seguir com essa trajetória de investimento até 2032, fazendo mil quilômetros de estradas todos os anos para que a gente fique ainda competitivo após a reforma tributária, porque a reforma é um problema para o poder público de Mato Grosso, mas ela também ela é uma solução para o setor privado. Para um estado exportador como o nosso, a reforma é ótima para o setor privado, porque garante competitividade e garante recursos no caixa das empresas que são as exportadoras.”

Diversas autoridades participaram da solenidade de abertura do evento, dentre elas o supervisor da Escola Superior de Contas, conselheiro Valdir Teis; o conselheiro do TCE-MT Valter Albano; o procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alegar; o procurador de justiça Paulo Roberto Jorge do Prado (MPE-MT); a diretora da Escola Judicial do TRT 23ª Região, desembargadora Eleonora Alves Lacerda; a prefeita em exercício de Cuiabá, coronel Vânia Garcia Rosa; o conselheiro Edilberto Pontes Lima, corregedor do Tribunal de Contas do Ceará e presidente do Instituto Rui Barbosa; a defensora pública-geral de Mato Grosso, Luziane Castro; o presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB, Robson Ávila Scarinci; o professor doutor em Direito Constitucional e docente da Universidad de Valladolid, Juan Fernando Duran Alba; o diretor da Escola Judiciária Eleitoral do Tribunal Regional de Mato Grosso, Welder Queiroz, entre outros.

Clique aqui para assistir ao evento.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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