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Rede de Proteção à Mulher cria núcleo gestor em Peixoto de Azevedo

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A Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher da comarca de Peixoto de Azevedo realizou sua primeira reunião institucional após sua instalação oficial no município. O encontro, realizado nesta quinta-feira (5), marcou a definição do núcleo gestor responsável por coordenar as ações integradas entre os órgãos que compõem a rede de proteção.
Durante a reunião, foi escolhida como coordenadora a policial Eury Atalaia Santos Andrade, responsável pela Sala da Mulher na Delegacia de Polícia Civil do município. A vice-coordenadora será Tais dos Santos Rocha, representante da sociedade civil por meio do Rotary Club. Já a função de secretária será exercida por Joelma Arriádiny dos Santos, que atua na assessoria jurídica da Prefeitura.
A reunião foi articulada e presidida pela promotora de Justiça da Vara Cível da comarca, Fernanda Luckmann Saratt, que conduziu a votação para escolha da diretoria da Rede. A iniciativa representa mais um passo na consolidação do trabalho interinstitucional de enfrentamento à violência contra a mulher no município.
Histórico da implantação da Rede
A estruturação da Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher é resultado de um processo construído ao longo dos últimos anos, com a participação ativa do Poder Judiciário e do Ministério Público. O juiz Anderson Clayton Dias Batista foi o responsável por realizar a primeira capacitação no município, dando início à mobilização das instituições locais para a formação da Rede.
Posteriormente, o juiz João Zibordi Lara deu continuidade ao trabalho, promovendo nova capacitação e conduzindo a assinatura do termo de cooperação técnica que formalizou a adesão do município à Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher.
Atualmente, o juiz da Primeira Vara da comarca, Guilherme Leite Roriz, também tem contribuído para o fortalecimento da iniciativa, apoiando a criação da diretoria da Rede e a organização do grupo gestor que passa a conduzir as ações no município.
O encontro reuniu representantes de diferentes instituições que integram a Rede de proteção. Estiveram presentes o delegado da Polícia Civil de Peixoto de Azevedo, Henrique Madureira Spindola de Barros, representantes da Polícia Militar, a promotora de Justiça da Vara Criminal, Andreia Monte, além dos magistrados Guilherme Leite Roriz e João Zibordi Lara.
Com a definição do núcleo gestor, a Rede passa a contar com uma estrutura de coordenação responsável por organizar as ações, promover reuniões periódicas e fortalecer o trabalho conjunto entre os órgãos públicos e a sociedade civil. A articulação entre Judiciário, Ministério Público, forças de segurança e instituições locais permite que a Rede já entre em funcionamento no município, ampliando a proteção e o atendimento às mulheres em situação de violência.

Autor: Roberta Penha

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Programa Magistratura e Sociedade discute relações de poder no Judiciário com filósofo Silvio Gallo

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Cartaz digital com a foto de um homem calvo e de óculos em um círculo. Traz o texto Já está no ar a 36ª edição do programa Magistratura e Sociedade, trazendo uma reflexão profunda sobre o papel do poder nas relações sociais, educacionais e no âmbito do Judiciário. O episódio apresenta entrevista com o filósofo e pedagogista brasileiro Silvio Donizetti de Oliveira Gallo, referência na área de Filosofia da Educação e autor de estudos fundamentais sobre pedagogia libertária no Brasil.

A conversa é conduzida pelo juiz de Direito e professor de Filosofia da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), Gonçalo Antunes de Barros Neto, e tem como tema “Jurisdição, Sociedade e Formação Filosófica”.

Durante a entrevista, Gallo propõe uma leitura crítica inspirada no pensamento do filósofo francês Michel Foucault, destacando que todas as relações humanas são atravessadas por relações de poder — desde os vínculos econômicos e afetivos até o exercício da docência e da jurisdição. Segundo ele, reconhecer essa dinâmica é essencial para compreender o papel dos diferentes atores envolvidos, especialmente no sistema de Justiça.

“O magistrado, ao proferir sua decisão, também exerce um poder”, explica o filósofo, ressaltando que os processos judiciais são permeados por múltiplas forças e interesses em disputa. Gallo chama atenção para a necessidade de uma postura crítica diante do poder. “Precisamos sempre desconfiar do poder, porque nenhum poder é legítimo por natureza.”

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No programa, o entrevistado destaca ainda que essa reflexão é particularmente relevante no Poder Judiciário, cuja legitimidade não se funda no voto popular, reforçando a importância de uma atuação consciente, ética e sensível às complexidades sociais. Ao longo do programa, outros aspectos relacionados à formação filosófica, ao papel da educação e à atuação crítica dos profissionais do Direito também são abordados.

Produzido pela Esmagis-MT, com apoio da Coordenadoria de Comunicação do Tribunal de Justiça, o programa Magistratura e Sociedade busca fortalecer a formação humanística da magistratura, incentivando a reflexão crítica sobre o papel social da Justiça e promovendo uma prática jurisdicional mais ética, equilibrada e humanizada.

O programa completo pode ser assistido neste link.

https://www.youtube.com/watch?v=xigv9xQGeEo

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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