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ReciclaJud – Complexo dos Juizados mobiliza servidores e alcança 2,7 toneladas de recicláveis

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O Complexo dos Juizados Especiais divulgou, nesta quarta-feira (10), os resultados da nova edição da competição ReciclaJud, que arrecadou 2.716,454 quilos de materiais recicláveis em menos de trinta dias de competição. Idealizado pelo Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o programa soma-se a outras ações que visam à construção de um coletivo socioambiental mais consciente e comprometido com o futuro do planeta.

O primeiro lugar da competição ficou com a equipe da Secretaria do 7º Juizado Especial Cível e Gabinetes 1 e 2, que arrecadou 512,2 quilos de materiais – o equivalente a 34,14 quilos per capita, garantindo o melhor desempenho entre todas as unidades.

“É muito interessante saber que o nosso Complexo de Juizados, uma das unidades mais novas no Poder Judiciário, hoje é referência justamente na reciclagem, que é um assunto que interessa a todos, principalmente quando a gente fala que o nosso Tribunal tem um grande mérito na questão do meio ambiente. Imaginar que a reciclagem é um problema dos outros não é verdade. A gente pode fazer a reciclagem aos poucos, dentro da nossa casa, e mudar a vida das pessoas. A reciclagem nos faz pensar num ambiente como a gente está a pensar todos os dias, porque é nele que vivemos”, pontua a juíza titular do 7º Juizado e do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JET), Patrícia Ceni.

A segunda colocação ficou com a equipe da Secretaria da 3ª Turma Recursal e dos Gabinetes 1, 2, 3 e 4, que registrou o maior volume total: 721 quilos de recicláveis. Entretanto, o índice per capita, 26,70 quilos, definiu sua posição no quadro final.

A juíza dirigente do Complexo e da 3ª Turma Recursal, Valdeci Moraes Siqueira, celebrou o esforço coletivo e a mudança comportamental, prática diária. “Na minha casa agora não jogo mais nada. Desocupou, secou, uma caixinha de leite, tudo é separado. Isso eu venho fazendo todas as semanas. E no gabinete vários dos meus assessores fazem isso também. A gente sabe da importância desse trabalho. Trabalho de formiguinha, mas de conscientização. O Poder Judiciário não apenas trabalha com processos, esse lado socioeducativo, socioambiental é de uma importância, que eu entendo assim de muita relevância”, destacou.

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O terceiro lugar ficou com a Secretaria do Juizado Especial Criminal/NUPS/SAI/Conciliadores e Gabinete, responsável pela arrecadação de 461,1 quilos, 16,47 quilos per capita. Patrícia Amaral Pinheiro de Paulo recebeu a premiação e comemorou. “Chamamos estagiários, conciliadores trabalhando com os vizinhos, trabalhamos muito e alcançamos o terceiro lugar”.

Além do impacto ambiental, a competição também fortalece o desenvolvimento social, pois todo o material arrecadado é destinado à Associação de Catadores de Materiais Recicláveis Mato Grosso Sustentável (ASMATS), contribuindo diretamente para a renda e o trabalho dos catadores.

“Eu fico muito feliz com o engajamento que tivemos. Dos servidores das 14 unidades, 13 participaram, o que demonstrou de fato que houve interesse. A arrecadação foi expressiva. Voltamos a reforçar o propósito, o que a gente já faz no dia a dia das nossas atividades, que é fazer a separação de resíduos enquanto estamos trabalhando. Isso se intensificou para que fosse feito em casa. Hoje o servidor tem no Complexo um local que já recebe esses materiais. Quando a gente fala em sustentabilidade, estamos mostrando três tripés, que são o econômico, o social e o ambiental. Nós conseguimos destacá-los de forma muito clara. Estamos movendo aquela atividade, aquela função, aquele exercício dessa produção. Há uma melhora na renda desses profissionais”, destaca Jaqueline Schoffen, gestora do Núcleo de Sustentabilidade. Ela destaca que o Complexo é referência estadual, tendo a primeira Central de Resíduos instalada, atendendo às especificidades para o recebimento dos materiais recicláveis.

Fernanda de Siqueira, gestora administrativa e agente sustentável do Complexo dos Juizados Especiais, destacou que esta é a segunda edição do ReciclaJud realizada na unidade. A primeira ocorreu em maio, durante a Semana Nacional dos Juizados, com a participação de todas as unidades de Cuiabá e Várzea Grande. Na ocasião foram arrecadados materiais variados, como plástico, metal, papel e eletroeletrônicos.

De acordo com Fernanda, a proposta desta edição interna foi aprofundar a educação ambiental entre os servidores. Ela explicou que, na edição anterior a competição ganhou maior intensidade devido ao peso dos eletroeletrônicos. Entretanto, após conversa com a Associação parceira, verificou-se que esse tipo de material não é economicamente viável. “Por isso, nesta edição trabalhamos apenas com itens que realmente geram retorno e que as pessoas costumam descartar diariamente em casa. A ação mobilizou os servidores a trazerem esses itens tanto para reciclagem, quanto para doação, contribuindo para liberar espaços nas casas e garantindo uma destinação correta e socialmente útil ao material”, explicou.

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A presidente da ASMAT, Cidinha Nascimento, agradeceu a parceria. “A Associação foi fundada em 2016, mas desde 2002, se não me engano, a gente mantém uma parceria. E de lá para cá, a gente só tem crescido junto com o TJ. Eu me lembro, antes do nosso barracão, que recebemos uma grande quantidade de arquivos do TJ e a gente pôde fazer a cerca da área onde a gente trabalhava. O TJ aprendeu a fazer uma destinação ambientalmente adequada dos seus materiais, e nós aprendemos a ser empreendedores”, relatou, ressaltando que cerca de cem famílias serão diretamente beneficiadas com mais essa destinação.

O presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais, desembargador Sebastião Almeida, esteve presente na solenidade de premiação.

Responsabilidade

O ReciclaJUD está totalmente alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, pois reúne ações que integram as dimensões ambiental, social e institucional da sustentabilidade.

O programa contribui com o ODS 12, ao incentivar o consumo consciente e a destinação correta dos resíduos; com o ODS 11, ao promover cidades mais sustentáveis; e com o ODS 8, ao gerar inclusão social e renda aos catadores da ASMATS, que recebem o material arrecadado.

Além disso, o ReciclaJUD também apoia o ODS 13, ao reduzir os impactos ambientais e as emissões associadas à destinação incorreta de resíduos, e o ODS 17, por fortalecer parcerias entre o Poder Judiciário, a sociedade e organizações locais.

Autor: Patrícia Neves

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro inicia com debate sobre cuidado e garantias da infância

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A palestra inaugural do 1º Encontro dos Direitos e Garantias Fundamentais de Crianças e Adolescentes na Perspectiva Nacional e Internacional, juntamente com o 5º Encontro Estadual de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente de Mato Grosso, realizada na manhã desta segunda-feira (18), colocou em evidência a Teoria do Cuidado como eixo central para a proteção da infância, destacando o papel do afeto, da convivência familiar e da atuação responsável do sistema de Justiça na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Ministrada pelo procurador de Justiça do Ministério Público do Rio de Janeiro, Sávio Renato Bittencourt Soares Silva, a conferência enfatizou a necessidade de uma atuação mais humana, ágil e efetiva das instituições na garantia dos direitos da infância e juventude, colocando o cuidado como elemento central das políticas públicas e das decisões do sistema de Justiça.
Durante sua exposição, o palestrante destacou que a proteção integral exige mais do que normas e discursos. Segundo ele, é preciso transformar o afeto em ações concretas de cuidado. “O afeto é invisível; o cuidado é visível. É aquilo que se traduz em presença, atenção e responsabilidade na vida das crianças”, afirmou.
Sávio Bittencourt também chamou a atenção para a necessidade de priorizar a criança como sujeito principal das relações jurídicas e institucionais. Para ele, ainda há uma cultura que privilegia interesses adultos em detrimento da infância. “Precisamos parar de errar a favor do adulto e passar, se for o caso, a errar a favor da criança”, pontuou.
Outro ponto de destaque foi a importância da família como núcleo de proteção e desenvolvimento. O procurador ressaltou que o Estado deve fortalecer políticas públicas voltadas não apenas ao indivíduo, mas à estrutura familiar como um todo. “Uma família que oferece cuidado e afeto garante, na prática, a maioria dos direitos fundamentais da criança”, observou.
A palestra abordou ainda a necessidade de decisões mais céleres em casos envolvendo crianças em situação de vulnerabilidade, a fim de evitar prolongamento de traumas. O palestrante reforçou que profissionais do sistema de justiça e da rede de proteção têm uma missão que vai além do exercício funcional, exigindo sensibilidade, empatia e responsabilidade ética.
Participaram como debatedores o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e coordenador da Coordenadoria da Infância e Juventude, Túlio Duailibi Alves Souza, e a juíza da 1ª Vara Especializada da Infância e Juventude de Cuiabá, Gleide Bispo Santos. A mesa foi presidida pelo procurador de Justiça do MPMT e coordenador do encontro, Paulo Roberto Jorge do Prado.
Durante o debate, a juíza Gleide Bispo Santos destacou a importância da escuta direta no processo de garantia de direitos. “É muito importante ouvi-las. Elas querem falar, elas têm o que dizer”, afirmou, ao defender que o Judiciário construa vínculos com crianças e adolescentes para que se sintam seguras e acolhidas.
O juiz Túlio Duailibi Alves Souza ressaltou que a experiência na área da infância transforma a atuação dos profissionais e evidencia a necessidade de empatia. Ele também enfatizou o papel da família na prevenção de novos conflitos. “Quando a gente consegue restabelecer aquele vínculo, aquele cuidado, aquele afeto, o adolescente volta melhor”.
Já o presidente da mesa, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, ressaltou o papel das instituições na promoção de uma atuação integrada e comprometida com a efetivação dos direitos fundamentais, destacando que a proteção da infância exige não apenas conhecimento técnico, mas também sensibilidade e responsabilidade social por parte de todos os envolvidos.
Encontro Estadual e Internacional – O encontro é uma iniciativa conjunta do MPMT, por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf); do Poder Judiciário, por meio da Esmagis, da Escola dos Servidores, da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) e da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ); e da Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp), com apoio da Fundação Escola de Ensino Superior do Ministério Público (FESMP MT).
Ainda nesta segunda-feira, a programação inclui debate sobre o Serviço de Família Acolhedora em Mato Grosso e palestra internacional sobre crimes digitais envolvendo crianças e adolescentes, ministrada pelo professor espanhol Enrique Jesús Martínez Pérez.
Na terça-feira (19), serão discutidos temas como proteção online e vulnerabilidade digital, o Programa Novos Caminhos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de estratégias de prevenção ao recrutamento de adolescentes por facções criminosas. O encerramento contará com palestra internacional sobre guarda e direito de visitas em contextos de violência de gênero, apresentada por professores da Universidade de Valladolid, na Espanha.
Texto: Julia Munhoz (MPMT) / Fotos: Lucas Figueiredo (TJMT)

Autor: Assessoria

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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