Tribunal de Justiça de MT

Propostas de enunciados de juízes de MT são selecionadas para 1º Congresso STJ da Segunda Instância

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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) divulgou a lista das propostas de enunciados institucionais e jurisprudenciais que serão submetidas à deliberação no 1º Congresso STJ da Segunda Instância Federal e Estadual. Ao todo, foram selecionadas 152 propostas, entre elas as apresentadas pelo juiz Marcelo Sousa Melo Bento de Resende e pela juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima.

Essas sugestões de enunciados abordam questões de diversas áreas do Direito — nos ramos público, privado, penal e processual civil — além de temas institucionais, e foram escolhidas por uma banca científica composta por 55 magistrados federais e estaduais. Elas serão discutidas e votadas pelos participantes do congresso, que acontecerá nos dias 8 e 9 de setembro, na sede do STJ. Os enunciados e a redação final serão aprovados por maioria simples dos votos dos magistrados presentes.

A proposição apresentada pelo juiz Marcelo de Resende, titular da 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, dispõe que “é possível a antecipação do depoimento da vítima de violência doméstica e familiar, enquanto produção de provas e medida protetiva, com base no poder geral de cautela da autoridade judiciária, visando garantir a integridade física e a dignidade da vítima, conforme art. 19 da Lei 11.340/2006, objetivando prevenir a revitimização e assegurar a efetividade dos direitos fundamentais da vítima.”

O magistrado se disse honrado com a escolha do enunciado para ser submetido à deliberação do congresso. “É um sentimento de muita honra, muita satisfação e muita gratidão ao Grupo de Estudos da Magistratura do Estado de Mato Grosso. O enunciado foi fruto dos estudos do mestrado, também promovido pela Esmagis, do qual tive a oportunidade de participar. Gerou esse enunciado apresentado no Gemam, que foi acolhido e aprovado por unanimidade. A colega Alethea, atual coordenadora do grupo de estudos, divulgou no início do ano esse evento do STJ e lembrou do enunciado. Fiz a inscrição e ele foi selecionado para apresentação no 1º Congresso STJ da Segunda Instância Federal e Estadual. Então, é uma honra poder, de alguma forma, representar o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso e, em especial, a própria Esmagis e também o grupo de estudos.”

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Já a proposta da juíza Henriqueta Lima, titular do Núcleo de Justiça do Juiz de Garantias (Gab 1) de Cuiabá, versa que “é admissível a dispensa da apresentação de certidão de protesto cartorário para o ajuizamento de execução fiscal, nos termos do art. 3º da Resolução CNJ nº 547/2024, desde que o ente federativo demonstre, mediante fundamentação técnico-econômica circunstanciada, a inadequação da exigência à luz dos princípios da eficiência administrativa e da economicidade, sendo suficiente a apresentação de certidão administrativa extraída de sistema oficial de protesto eletrônico dotado de fé pública, que comprove a efetiva tentativa prévia de cobrança extrajudicial.”

Conforme a magistrada, é muito gratificante ter esse enunciado escolhido para ser apresentado no congresso. “É o reconhecimento de que transformar a nossa expertise prática em enunciado e encaminhamento jurisprudencial para a Corte Cidadã significa que estamos no caminho certo. Estamos aplicando todo o nosso estudo, juntamente com a nossa prática, para fins de otimizar a prestação jurisdicional e criar uma orientação jurisprudencial, para que todos os magistrados do Brasil possam segui-la”, pontuou.

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“Mais gratificante ainda foi o fato de ele ser inédito. Estamos tratando de questões de execução fiscal, que hoje representam um grande gargalo da judicialização no Brasil. Então, trazer uma orientação jurisprudencial sobre um tema que vem se destacando pela demora no julgamento é algo que só nos motiva a estudar mais e a nos dedicar ainda mais à prestação jurisdicional com qualidade, buscando sempre unidade, integridade e coerência, conforme disposto no artigo 927 do Código de Processo Civil.”

Desafios

O Congresso STJ tem como objetivo ampliar a integração e a cooperação em matéria institucional e jurisdicional entre o STJ, os Tribunais Regionais Federais e os Tribunais de Justiça estaduais.

Segundo o presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, o evento será uma oportunidade para discutir desafios emergentes que impactam o funcionamento da Justiça de segundo grau, bem como apresentar e estimular a adoção de experiências institucionais bem-sucedidas, visando ao aperfeiçoamento da estrutura e da eficiência dos tribunais brasileiros.

Confira a lista de todas as propostas de enunciados admitidas:

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Com informações do STJ) | Foto: Gustavo Lima (STJ)

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

“Cesima nas Escolas” levará educação ambiental e conscientização climática a estudantes de Mato Gros

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), por meio do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), dará início, no próximo dia 29 de julho, a uma importante ação de educação ambiental voltada a estudantes das redes públicas estadual e municipal. Com o tema “Cesima nas Escolas: Meio Ambiente, Clima e Futuro – Responsabilidade de Todos”, a iniciativa pretende estimular a consciência ambiental, promover a cidadania ecológica e contribuir para a formação de uma cultura de responsabilidade socioambiental entre crianças e adolescentes.
As atividades ocorrerão entre julho de 2026 e junho de 2027, contemplando escolas dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães.
Segundo a coordenadora do projeto Cesima, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, a proposta nasce da compreensão de que a educação ambiental é um instrumento essencial para a transformação social e para a proteção das futuras gerações. “O projeto representa um compromisso institucional com a formação cidadã dos estudantes. Falar sobre meio ambiente, mudanças climáticas e sustentabilidade é falar sobre qualidade de vida, dignidade humana e futuro. Precisamos estimular desde cedo uma consciência ambiental responsável e participativa”, destaca a magistrada.
A iniciativa tem como objetivo geral promover a conscientização ambiental e climática nas escolas públicas, incentivando a reflexão sobre temas cada vez mais presentes no cotidiano da população, como eventos climáticos extremos, queimadas, desmatamento, escassez hídrica e preservação dos recursos naturais. Entre os objetivos específicos estão a sensibilização dos estudantes para a importância da preservação ambiental, o incentivo à adoção de práticas sustentáveis no ambiente escolar e familiar e o fortalecimento da cidadania ambiental.
“A mudança de comportamento começa pelo conhecimento. Quando o estudante compreende os impactos das suas ações e percebe que também pode contribuir para a preservação ambiental, ele passa a ser um agente de transformação dentro da escola, da família e da sociedade”, ressalta a coordenadora.
Linguagem adequada a cada faixa etária
As atividades serão realizadas de forma presencial, por meio de palestras conduzidas por representantes das instituições parceiras do Cesima,
sempre com a participação da coordenação do projeto. De acordo com a faixa etária dos participantes, as abordagens serão adaptadas para garantir maior compreensão e engajamento.
As atividades abordarão conceitos básicos de meio ambiente, problemas ambientais contemporâneos, impactos das queimadas e do desmatamento, gestão da água, preservação da biodiversidade e os efeitos das mudanças climáticas na qualidade de vida da população.
Também serão discutidas responsabilidades compartilhadas entre governo, instituições e sociedade civil, além de ações práticas que podem ser incorporadas ao cotidiano, como economia de água, descarte adequado de resíduos, prevenção de queimadas e preservação das áreas verdes.
“Nosso propósito é deixar um legado que ultrapasse o momento da palestra. Queremos que os alunos levem essas reflexões para suas casas, conversem com suas famílias e se tornem multiplicadores de atitudes sustentáveis. É um investimento na educação, na cidadania e no futuro de Mato Grosso”, conclui a magistrada.
Participam da iniciativa o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT), Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), além de diversas entidades representativas do setor agropecuário e educacional.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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