Tribunal de Justiça de MT

Novos juízes conhecem detalhes da atuação da PM e têm aula sobre direitos da população LGBTQIAPN+

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Já caminhando para a reta final, o Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi 2023) para 25 novos juízes e juízas substitutos(as) de Direito contou com duas aulas importantes. A primeira foi sobre a atuação e estrutura da Polícia Militar de Mato Grosso, com o comandante-geral da PM, cel. PM Alexandre Mendes. Atualmente a corporação possui cerca de 7.100 policiais militares, divididos em 15 comandos regionais e batalhões especializados. A integração entre a PM e os novos juízes é importante para fortalecer as relações entre as instituições.
 
Conforme o comandante-geral, a capacitação promovida pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) foi um oportunidade única para a Polícia Militar fazer uma apresentação de toda a instituição, para que os novos magistrados possam conhecer a Polícia Militar que estará presente nas comarcas.
 
“Fizemos um diagnóstico de toda a instituição, de toda a estrutura dos sete mil homens e mulheres, por exemplo, no Estado, e, claro, dizendo o que que eles podem esperar dessa instituição, que é parceira do Judiciário, onde nós precisamos que cada vez mais estarmos alicerçados para que tenhamos um Poder Judiciário forte, coeso, para que a sociedade mato-grossense, a sociedade brasileira, possa ter realmente uma justiça presente. E para ter uma justiça presente tem que ter uma Polícia Militar forte nesses locais”, assinalou.
 
Já a segunda palestra foi sobre os direitos da população LGBTQIAPN+, tema importante visto que Mato Grosso ocupa a lista dos primeiros Estados com mais crimes de homofobia. O secretário do Grupo Estadual de Combate aos Crimes de Homofobia da Secretaria Estadual de Segurança Pública, tenente-coronel Ricardo Bueno de Jesus, lamentou a quantidade de ocorrências relacionadas aos crimes de homofobia e transfobia no Estado. Destacou ainda a importância de trazer reflexões em relação a essa realidade aos novos juízes, que em breve estarão em suas comarcas lidando diretamente com essas vítimas.
 
“O magistrado precisa ter, para além da formação, o olhar voltado para a dignidade de direitos humanos, um olhar com compaixão, um olhar para enxergar e reconhecer a humanidade nos corpos LGBTs. A sociedade brasileira, a sociedade mato-grossense, têm dificuldade em reconhecer a dignidade nessas vidas e por vezes elas perecem porque é como se não fizessem parte da humanidade. Então, o esforço que a gente tem que fazer de forma colaborativa é reconhecer a dignidade dessas pessoas para que elas possam ter acesso à justiça, ter acesso aos seus direitos, ter as suas
 
vidas e as suas identidades reconhecidas e não ficar à margem da sociedade.”
 
Já a diretora jurídica da Aliança Nacional LGBT, Thaís Brazil, elogiou a iniciativa da Esmagis em trazer esse tema para reflexão dos novos magistrados. “É um tema certeiro, considerando que Mato Grosso é um dos piores estados para LGBT+ viverem, é importante que novos magistrados e magistradas estejam alinhados com as demandas sociais, com as demandas de violência, infelizmente. E falar sobre LGBT não é só falar sobre violência. É sobre o direito ao nome das pessoas LGBT, é sobre o direito ao casamento, é sobre o direito a ser pai, ser mãe, sobre o direito ao trabalho. Infelizmente fica ainda muito associado a um tratamento apenas na intervenção das violências, o que não é verdade. E por mais que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso esteja extremamente avançado nesses quesitos, ainda há sim muitos pontos a avançar”, observou.
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: fotografia colorida onde aparece o coronel Alexandre Mendes. Ele é um homem de pele morena, que usa farda da PM, e conversa com os alunos. Imagem 2: fotografia colorida onde aparece o tenente-coronel Ricardo de Jesus. Ele é um homem branco, de cabelos escuros, que veste farda e está ao microfone. Imagem 3: fotografia colorida da palestrante Thaís Brazil, uma mulher branca, de cabelos pretos compridos, que usa um vestido preto e fala ao microfone.
 
Lígia Saito (com informações da TV.JUS) 
Assessoria de Comunicação 
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Comissões atuam na prevenção e no enfrentamento ao assédio e à discriminação no Judiciário

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Arte gráfica roxa aborda assédio e não violência, com ilustração de pessoas e informações institucionais.Magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) credenciados(as) e quaisquer outros prestadores(as) de serviços, independentemente do vínculo jurídico mantido, do Poder Judiciário de Mato Grosso, contam com as Comissões de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação de Primeiro e Segundo Graus de Jurisdição para reportar casos dessa natureza.

Com composições democráticas, os integrantes dessas comissões são magistrados, servidores de cada categoria e colaboradores terceirizados, sendo parte deles indicados e outros eleitos entre os pares. Eles são responsáveis por receber os casos registrados, fazer o acolhimento, a escuta e a orientação da pessoa noticiante de caso de assédio e/ou discriminação, apoiar as vítimas e incentivar práticas restaurativas.

O trabalho é sempre embasado em um protocolo que tem entre suas diretrizes o atendimento humanizado, o acompanhamento da vítima, até mesmo por psicólogo se necessário, o sigilo dos dados e o sigilo profissional, a proteção ao direito à intimidade e à integridade psíquica da pessoa noticiante.

Seguindo a Resolução CNJ n. 351, de 28 de outubro de 2020, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a formalização e o tratamento do caso somente são feitos com o consentimento da pessoa noticiante, que também pode escolher entre receber ou não o atendimento psicossocial, mesmo que não tenha formalizado a notícia.

Conforme o protocolo de atendimento das Comissões de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação, a definição de qual integrante irá atender a demanda é feita por sorteio, mas existe a possibilidade de escolha, pela pessoa noticiante, do membro que fará o atendimento.

As comunicações de caso de assédio ou discriminação ocorrida no âmbito do Judiciário de Mato Grosso podem ser feitas por meio de formulário on-line. Para acessá-lo, basta clicar no banner da Comissão, localizado na página inicial do portal do TJMT. Depois, clicar em “Canal de Manifestação”. Na página da Comissão, também está disponível o Guia de Combate ao Assédio.

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Confira quem são os integrantes da Comissão de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação de Segundo Grau:

– Desembargadora Juanita Cruz da Silva Clait Duarte, presidente da Comissão, indicada pela Presidência do TJMT.

– Desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, indicada pelo Órgão Especial.

– Desembargador Deosdete Cruz Júnior, indicado pela AMAM.

– Claudenice Deijany Farias de Costa, servidora indicada pela Presidência.

– Marina Calmon Cerisara, servidora indicada pela Presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão.

– Jane Selma Barbosa, servidora indicada pela Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Mireni de Oliveira Costa Silva, servidora indicada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça/Avaliadores do Estado de Estado de Mato Grosso.

– Geane Lina Teles, servidora indicada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Fábio Rogério Martins de Oliveira, servidor indicado pela Associação dos Analistas Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Rosecler Alves de Oliveira, servidora indicada pela Associação dos Técnicos Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Lusanil Egues da Cruz, servidor eleito em votação direta entre os servidores e servidoras efetivos do quadro, a partir de lista de inscrição.

– Gésica Cunha da Silva Ferreira, servidora indicada pela Associação dos Agentes da Infância e Juventude do Poder Judiciário de Mato Grosso.

– André Bruno da Rocha Barros, colaborador terceirizado.

Confira quem são os integrantes da Comissão de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da Discriminação de Primeiro Grau:

– Juíza de Direito Ana Cristina Silva Mendes, presidente da Comissão, eleita em votação direta entre os magistrados da respectiva jurisdição, a partir de lista de inscrição.

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– Juíza de Direito Ana Paula da Veiga Carlota Miranda, indicada pela Diretoria do Foro da Capital.

– Juíza de Direito Eulice Jaqueline da Costa Silva Cherulli, indicada pela AMAM.

– Amanda Meira Florentino, servidora indicada pela Diretoria do Foro da Capital.

– Jane Selma Barbosa, servidora indicada pela Associação dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Mireni de Oliveira Costa Silva, servidora indicada pelo Sindicato dos Oficiais de Justiça/Avaliadores do Estado de Mato Grosso.

– Geane Lina Teles, servidora indicada pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Fábio Rogério Martins de Oliveira, servidor indicado pela Associação dos Analistas Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Rosemar da Silva Santos, servidora indicada pela Associação dos Técnicos Judiciários do Poder Judiciário do Estado de Mato Grosso.

– Cláudia Aparecida Vigo Ormond, servidora eleita em votação direta entre os servidores do quadro lotados na capital, a partir de lista de inscrição.

– Marina Soares Vital Borges, servidora eleita em votação direta entre os servidores do quadro lotados no interior, a partir de lista de inscrição.

– Cosme Pereira de Freitas, servidor indicado pela Associação dos Agentes da Infância e Juventude do Poder Judiciário de Mato Grosso.

– Suelen da Silva Martins, colaboradora terceirizada.


Autor: Celly Silva

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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