Tribunal de Justiça de MT

Judiciário investe em sustentabilidade, preserva o meio ambiente e economiza recursos a longo prazo

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O Poder Judiciário de Mato Grosso tem adotado diversas medidas para promover a sustentabilidade ambiental. Essas ações visam a economia de energia, redução da emissão de carbono e a implementação de ações ambientais sustentáveis. Na prática, o Tribunal de Justiça integra servidores, magistrados e colaboradores em uma campanha permanente de mudança de hábitos para preservar os recursos naturais.
 
Energia limpa – O TJMT tem buscado substituir gradualmente as fontes de energia convencionais por fontes renováveis, isso inclui a instalação de painéis fotovoltaicos para geração de energia elétrica. Na sede do Tribunal, logo acima do edifício-garagem, uma estrutura com 530 painéis foi montada para gerar energia através da incidência solar.
 
A iniciativa já está sendo replicada em outras unidades judiciárias e o Fórum de Várzea Grande conta com uma usina que possui mais de 1300 painéis, o Fórum de Nova Xavantina possui uma estrutura com 244 placas e o de Primavera do Leste instalou 288. Outras 18 comarcas já possuem contratações previstas para instalações de painéis fotovoltaicos.
 
A líder do Núcleo de Sustentabilidade, Elaine Alonso, ressalta que o investimento atual deve trazer muita economia no futuro. “Trocar a matriz energética do Tribunal é extremamente importante. É um investimento que nós veremos a longo prazo. As placas solares têm um valor considerável para a sua instalação, mas, nos próximos 25 anos, todo esse investimento será diluído e retorna em um futuro próximo. Só no primeiro semestre de 2023, a usina aqui do edifício garagem gerou uma economia de R$ 128 mil”, explicou Elaine.
 
Além da geração da sua própria energia, o Tribunal tem buscado outras alternativas para elevar a eficiência energética em suas instalações por meio da substituição de lâmpadas convencionais por lâmpadas LED e a conscientização permanente de todos os magistrados e servidores sobre a importância da economia de energia.
 
Recursos hídricos – Água também é um recurso natural que está no foco da sustentabilidade. O novo prédio do Fórum da Comarca de Várzea Grande, que está em funcionamento desde julho do ano passado, foi construído com um sistema de coleta de água dos condicionadores de ar e da água da chuva. Todos os dias, centenas de litros de água são acondicionados em um reservatório e, posteriormente, são utilizados para regar os jardins e lavar as calçadas do edifício.
 
Resíduos sólidos – O Plano de Gestão de Resíduos Sólidos está sendo criado para todas as unidades judiciárias do estado. O Núcleo de Sustentabilidade tem trabalhado para finalizar o documento que visa a correta separação, destinação e reciclagem dos resíduos gerados nas instalações. Isso inclui a implementação de sistemas de coleta seletiva, a conscientização dos servidores sobre a importância da separação correta dos resíduos e a parceria com empresas ou cooperativas de reciclagem. Além de evitar a contaminação do solo e lençóis freáticos com o descarte de resíduos, a reciclagem reduz a necessidade da produção de novos materiais, o que evita que mais CO2 seja gerado.
 
Uma iniciativa piloto já está em funcionamento na sede do Tribunal de Justiça, em Cuiabá. O Ecoponto foi instalado nas dependências do prédio e é um local específico para o descarte adequado de alguns tipos de resíduos, como pilhas, baterias, materiais eletrônicos, óleo de cozinha usado. Todos esses materiais são destinados a cooperativas de reciclagem.
 
Feira de orgânicos – Pensando na saúde e bem-estar de magistrados e servidores, o Tribunal de Justiça e o Fórum de Cuiabá promovem semanalmente a Feira de Produtos Orgânicos, uma excelente opção para o consumo de alimentos socioambientalmente responsáveis e sustentáveis.
 
A queima de combustíveis fósseis também é uma preocupação do Judiciário Estadual. Sempre que possível, a frota de veículos é abastecida com etanol. Uma iniciativa que contribui para a redução da emissão de gases poluentes, já que este tipo de combustível é considerado renovável.
 
Rearborização – Para contribuir com a rearborização da Capital, o Projeto Verde Novo atua na distribuição e plantio de mudas de espécies nativas do cerrado. Desde 2017, mais de 170 mil mudas foram plantadas e distribuídas para a população de Cuiabá. Além disso, o projeto também está voltado para a Educação Ambiental disseminando a importância da vegetação nativa, as práticas de plantio e cultivo nas escolas públicas de Cuiabá. Essa iniciativa contribui para a preservação do meio ambiente, a melhoria da qualidade do ar, promoção da biodiversidade bem como compensação da emissão de CO2.
 
Todo esse esforço de sempre promover ações sustentáveis no âmbito do Tribunal é reforçado com campanhas permanentes de conscientização. Seja na economia de energia elétrica, passando pelo uso racional da água até a adoção de um copo descartável durante um evento, toda a comunidade interna e externa é estimulada para adotar comportamentos mais sustentáveis no seu cotidiano.
 
“A gente tenta conscientizar todos os dias. Sempre encaminhamos informativos sobre a redução da impressão de papel, economia de energia, separação dos resíduos, entre outros. Se todo mundo contribuir e fazer a sua parte, nós podemos melhorar o mundo. São as pequenas atitudes que fazem a diferença”, reforçou Elaine Alonso.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Placas fotovoltaicas instaladas na parte superior do edifício-garagem. São 6 fileiras de placas que estão voltadas com a face para o norte para melhor aproveitamento da incidência solar. Foto 2: Fachada do Fórum de Várzea Grande. O prédio é amplo, com arquitetura moderna, fachada com vidro refletivo, rampa de acesso e jardim na lateral. Foto 3: Ecoponto do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. São 5 tambores, cada um direcionado para a coleta de um tipo de material diferente: óleo vegetal, resíduos eletrônicos, desodorantes em aerossol, pilhas e baterias.
 
Laura Meireles
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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