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Instituições sociais de Várzea Grande recebem recursos da Justiça Penal

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A Justiça Penal está se transformando em instrumento de promoção do bem-estar coletivo em Várzea Grande. Nesta quarta-feira (24), 11 instituições sociais do município receberam alvarás referentes à destinação de verbas oriundas de transações penais e Suspensão Condicional do Processo (SCP). Os recursos, que antes ficariam restritos ao cumprimento de sanções penais, agora são revertidos em ações concretas de solidariedade e desenvolvimento social, fortalecendo a rede de proteção à população vulnerável.

A solenidade, realizada no Fórum de Várzea Grande, marca o encerramento de um ciclo de habilitação e análise de projetos das entidades cadastradas, reafirmando os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da solidariedade e da função social das sanções penais.

De acordo com o juiz Hugo José Freitas da Silva, do Juizado Especial Criminal e Fazendário de Várzea Grande, a iniciativa é uma forma de dar publicidade e transparência à aplicação dos valores arrecadados. “As transações penais e a suspensão condicional do processo são institutos voltados a crimes de menor potencial ofensivo. Em vez de uma ação penal completa, é possível fazer acordos que resultam em prestação de serviços à comunidade ou pagamento de valores para instituições sociais. Essa destinação é de fundamental importância para que a Justiça Penal seja cada vez mais participativa, chegando diretamente às pessoas vulneráveis”, destacou o magistrado.

O processo para habilitação das instituições é regulamentado pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso. Segundo o juiz, as entidades interessadas devem se cadastrar por meio de edital, apresentar projetos e, após análise, recebem a destinação das verbas e assumem o compromisso de prestar contas. Um novo certame está previsto para 2026.

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O promotor de Justiça do Juizado Criminal de Várzea Grande, Jonas Sguarezi, ressaltou a importância da lisura e da fiscalização no uso dos recursos. “Esse ato é o ‘grand finale’ de um processo longo, que começa com as audiências de transação penal e suspensão condicional do processo e culmina na entrega dos alvarás. Como se trata de dinheiro público, é fundamental que as instituições utilizem os valores com zelo, prestem contas e apliquem na finalidade para a qual foram aprovados. Assim, garantimos que o retorno social seja efetivo”, afirmou.

As entidades beneficiadas atuam em áreas como assistência a crianças e adolescentes, idosos, famílias em situação de vulnerabilidade, esporte, cultura e saúde. Para os representantes das instituições, o recurso significa a possibilidade de ampliar e qualificar os serviços prestados.

A presidente da Associação Caminhando Para Mais Um Sonho (ACAMIS), Mayhara Patrícia da Silva Corrêa, comemorou a conquista. “Na nossa instituição atendemos cerca de 200 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade no contraturno escolar. Esse recurso, que aguardávamos há dois anos, será usado para climatizar as salas e melhorar a qualidade do atendimento. Para nós, é um marco que fortalece o trabalho das organizações da sociedade civil de Várzea Grande”, disse.

Para o presidente da Sociedade Hípica Cuiabana (SHC), Caio Henrique Paes de Barros, o apoio é essencial para manter os tratamentos de equoterapia oferecidos a crianças com deficiência. “Atendemos 230 crianças por mês, muitas delas sem condições de arcar com o tratamento. Esse recurso vai nos ajudar a cobrir os custos da alimentação dos cavalos, que têm aumentado muito. É uma contrapartida importante para garantir que possamos manter e ampliar o atendimento”, explicou.

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Instituições contempladas:

  • Associação Caminhando Para Mais Um Sonho (ACAMIS) – Projeto: “Mãos que Acolhem”

  • Centro de Estudos e Assistência à Família (CEAF) – Projeto: Implementação de placas solares

  • Associação Nativo – Projeto: Associação Nativo

  • Lar dos Idosos São Vicente de Paulo de Várzea Grande – Projeto: “Dignidade e Cuidado: Apoio Integral aos Idosos”

  • Associação Beneficente Vida Nova (ABVN) – Projeto: “Solidariedade Invisível: Uma Casinha Cheia de Amor”

  • Associação Comunitária de Comunicação, Educação, Cultura, Esporte e Lazer Búfalo Escola de Futebol – Projeto: “Búfalo Iniciação Práticas Esportivas”

  • Associação Espírita Eurípedes Barsanulfo – Projeto: “Ação Integrada”

  • Sociedade Hípica Cuiabana (SHC) – Projeto: “Amorequo Equoterapia”

  • Instituto Luz do Amanhã – Projeto: Modernização do parque infantil com instalação de grama sintética

  • Associação de Futsal Pés de Ouro – Projeto: “Projeto Pés de Ouro”

  • Instituto Futsal Sem Drogas – Projeto: “Famílias Sem Drogas”

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Justiça e Exército se unem em Rondonópolis para defender cultura da paz e acesso aos direitos

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Entre fardas, livros e reflexões sobre cidadania, o auditório do 18º Grupo de Artilharia de Campanha, em Rondonópolis, se transformou nesta segunda-feira (18) em um espaço de diálogo sobre pacificação social, direitos fundamentais e Justiça. A convite do comandante da unidade, tenente-coronel Joel Reis Alves Neto, o coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), juiz Wanderlei José dos Reis, ministrou palestra aos militares sobre acesso à Justiça, autocomposição e Justiça Restaurativa.

Logo no início da fala, o magistrado destacou sua ligação com o Exército Brasileiro e a importância da parceria institucional entre as duas instituições. “O militar não é melhor nem pior que ninguém, ele é diferente. O militar tem senso de responsabilidade, disciplina e proatividade. É uma honra estar aqui falando em nome do Poder Judiciário de Mato Grosso e trazendo uma mensagem institucional de pacificação social”, afirmou o juiz.

O comandante do 18º GAC, tenente-coronel Joel, ressaltou que o encontro fortalece o intercâmbio de conhecimentos entre as instituições e contribui para a formação humana dos militares. “A presença do Poder Judiciário dentro do quartel amplia horizontes e reforça valores importantes para a sociedade e para o próprio Exército, como diálogo, equilíbrio e responsabilidade social”, destacou.

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Direitos fundamentais e cidadania

Durante a primeira parte da palestra, o juiz Wanderlei abordou temas ligados ao projeto “Diálogos com as Juventudes”, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), explicando conceitos relacionados à Constituição Federal, direitos humanos e acesso à Justiça.

O magistrado explicou aos militares que o acesso à Justiça é um direito fundamental garantido pela Constituição e destacou a importância do conhecimento como instrumento de transformação social. “O acesso à Justiça começa pelo conhecimento. Conhecer a Constituição, conhecer as leis e compreender os próprios direitos é fundamental para o exercício da cidadania”, disse.

Ao falar sobre direitos fundamentais, o juiz Wanderlei também fez um paralelo histórico sobre a evolução do Estado Democrático de Direito e ressaltou o papel do Judiciário como garantidor da paz social e da proteção dos direitos individuais.

Exército e Judiciário pela pacificação social

O magistrado também relacionou a atuação do Judiciário à missão histórica de figuras importantes do Exército Brasileiro, como Duque de Caxias e Marechal Rondon. “Nós estamos aqui trazendo uma mensagem institucional de pacificação. Duque de Caxias foi conhecido como o pacificador e Marechal Rondon carregava um lema profundamente humano: ‘Morrer, se necessário for; matar, nunca’. Isso dialoga diretamente com aquilo que o Judiciário busca hoje”, afirmou.

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Ao encerrar a primeira palestra, o juiz reforçou que educação, leitura e conhecimento são ferramentas essenciais para transformação pessoal e social. “O conhecimento transforma. O homem é a medida do seu conhecimento. Quanto mais conhecimento, maior a capacidade de compreender seus direitos e contribuir para uma sociedade mais justa”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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