Tribunal de Justiça de MT

Homenagens e memórias marcam 39º aniversário da Escola Superior da MagistraturaHomenagens e memórias

Publicado em

Muitas homenagens, histórias e memórias marcaram o aniversário de 39 anos de criação da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (TJMT), celebrados nessa quinta-feira (13 de junho), na sede da escola, no anexo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, em Cuiabá.
 
Centenas de autoridades compareceram para prestigiar a instituição, bem como os 47 homenageados com a outorga da Medalha do Mérito Acadêmico Professor Desembargador Mauro José Pereira.
 
Os elogios à Esmagis e a todo o papel que ela representa para o Poder Judiciário e para a sociedade foram ressaltados por todos os presentes.
 
“A Esmagis é o nosso porto seguro. É o nosso lugar de fala dos magistrados, aqui começa inclusive a história de muitos de nós na preparação do concurso. Essa casa tem um valor inestimável, além do compromisso constante com a qualidade da magistratura mato-grossense”, destacou a presidente do Tribunal de Justiça, desembargadora Clarice Claudino da Silva.
 
A diretora-geral da Esmagis, desembargadora Helena Maria Bezerra Ramos, estava muito emocionada com o momento. Ela relembrou a importância que o desembargador Mauro José Pereira, patrono da honraria entregue na solenidade, teve em sua vida e sua carreira, desde quando foi seu professor na Universidade Federal de Mato Grosso, lhe ajudava dando livros, oferecendo carona, incentivando-a sempre a estudar, até quando ela foi assessora jurídica de seu gabinete antes de ser aprovada no concurso da magistratura.
 
“Eu me sinto honrada por ele dar nome à nossa medalha, pois ele é um homem estudioso, inteligente, bom, gentil, ético e justo. Estou muito emocionada como diretora neste momento de comemorar. Fui aluna da primeira turma, em 1985, então me sinto muito honrada de hoje ser a diretora. Temos que comemorar porque foram muitos cursos, muita preparação de juízes, agora com tantas parcerias com escolas de governo. Me sinto muito feliz nesse dia”, expressou a desembargadora-diretora.
 
Dentre os homenageados com a medalha, estavam os desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho e Guiomar Teodoro Borges, integrantes do Tribunal de Justiça de Mato Grosso desde 1998 e 2005, respectivamente, pelo quinto constitucional.
 
“Temos que contextualizar que por muitos anos foi sonho que o Poder Judiciário tivesse sua escola da magistratura. Hoje estamos comemorando 39 anos da sua existência, com imensos serviços prestados, no preparo, educação e aprimoramento dos nossos magistrados, estendendo seu trabalho para todas as entidades. Temos que comemorar. É motivo de orgulho estarmos aqui participando dessa festividade e recebendo essa homenagem que leva o nome de um grande professor e um grande desembargador”, afirmou o desembargador Rubens.
 
“Essa solenidade é profundamente significativa. Eu sempre gostei da academia, sou daqueles que gostam de estudar e prestigiam o conhecimento. O conhecimento ilustra, humaniza, nos faz crescer. Tenho observado a evolução da escola, tem sido feitos cursos muito interessantes de pós-graduação, mestrado, que tem aperfeiçoado muito a magistratura. Quem ganha com isso é o jurisdicionado. À medida que temos um juiz mais preparado, mais humanizado, com uma visão de mundo mais aberta, ele seguramente vai prestar uma jurisdição de uma forma diferenciada que vai satisfazer a expectativa do cidadão e o objetivo do judiciário, que é a pacificação social de forma justa e humanizada”, completou o desembargador Guiomar.
 
A diretora-geral do TJMT, Euzeni Paiva de Paula, representou os demais servidores que foram homenageados. “Eu acredito muito que a educação e o conhecimento têm o poder transformador nas pessoas. Ser homenageada por uma instituição de ensino é uma honra muito grande para mim. Fui aluna dessa escola em 1999, isso para mim é muito gratificante, me sinto feliz e honrada com esta linda homenagem”, expressou.
 
Falando em nome dos magistrados homenageados, a juíza Helícia Vitti Lourenço fez seu pronunciamento destacando o trabalho coletivo que fez com que a Esmagis chegasse onde chegou, citando Zilda Arns. “Não se enganem. Uma gotinha no oceano faz, sim, muita diferença. A palavra é gratidão. É muito mais que um reconhecimento do Poder Judiciário para conosco, é também uma motivação para que possamos continuar a trilhar esses novos caminhos em busca do conhecimento”, afirmou.
 
Instituições parceiras – Integrantes de instituições parceiras também foram agraciados com a medalha, como conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), membros do Ministério Público e da advocacia.
 
“É uma escola importantíssima criada em 1985 que vem preparando juízes, preparando os membros do Poder Judiciário, para que cada vez mais possam atender a sociedade. Nós, do Tribunal de Contas, através da nossa escola, temos feito muitas parcerias, sempre no sentido de contribuir com a educação e servirmos melhor à sociedade”, destacou o presidente do TCE, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida.
 
“O desembargador Mauro José Pereira é um exemplo de homem público, de uma pessoa que exerceu a judicatura e a cátedra com maestria, então me senti honrado e lisonjeado com essa referência da Esmagis. Há uma simbologia muito intensa. A Esmagis tem um papel fundamental no fomento da cultura, na difusão do conhecimento, no preparo dos magistrados e essa interlocução com o sistema de justiça é fundamental. O conhecimento é uma ferramenta fundamental e necessária na formação”, defendeu o Antônio Sérgio Cordeiro Piedade.
 
O advogado Geovane Santin é diretor-presidente da Escola Superior da Advocacia e também foi um dos homenageados. “O dia é de gratidão por tudo que pudemos promover entre a Escola Superior da Advocacia e a Escola da Magistratura, promovendo aprendizado, qualificação, especialização e o aprimoramento de advogados, magistrados e todos os atores do sistema de justiça. A Esmagis é de fundamental importância para que possamos, enquanto atores do sistema de justiça, entregar ao jurisdicionado o exercício da justiça cada vez mais qualificado”, afirmou.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida da plateia na solenidade. Todos estão sentados em cadeiras pretas em uma sala da Esmagis e aplaudem. Imagem 2: a presidente Clarice faz seu pronunciamento, o público está de costas para a câmera desfocado e à frente é projetada na tela a logo da Esmagis e uma marca 39 anos na cor verde. Imagem 3: foto horizontal colorida da desembargadora Helena em seu pronunciamento. Ela está diante de um púlpito com microfone e bandeiras atrás. Imagem 4: foto horizontal colorida dos magistrados exibindo a medalha e o certificado da homenagem, ao centro da solenidade, onde há um tapete. Imagem 5: foto horizontal colorida da diretora Euzeni em seu pronunciamento, em um microfone, com bandeiras atrás. Imagem 6: foto horizontal colorida do presidente do TCE Sérgio Ricardo em seu pronunciamento em um microfone. Ele gesticula com as mãos, há bandeiras ao fundo. Imagem 7: foto horizontal colorida em detalhe da medalha. Em uma caixa de veludo preta, a medalha é exposta, com a logo da Esmagis e um mapa de Mato Grosso e uma balança da justiça em verde e fita verde.
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Ednilson Aguiar
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  Prefeito autoriza continuidade do trabalho de escola filantrópica por mais 20 anos em espaço público

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

Published

on

Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

Leia Também:  Prefeito autoriza continuidade do trabalho de escola filantrópica por mais 20 anos em espaço público

Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

Leia Também:  Poder Judiciário moderniza computadores e aprimora atendimento nas comarcas

Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA