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Expedição Araguaia-Xingu finaliza última etapa de 2024 em Santa Cruz do Xingu

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Após passar pelo Distrito de Santo Antônio de Fontoura, São José do Xingu e Aldeia Indígena Piaraçu, a 6ª edição da Expedição Araguaia Xingu finalizou a sua segunda e última etapa deste ano no município de Santa Cruz do Xingu (1.100 km de Cuiabá), na terça-feira (03 de novembro).
 
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso, por meio da Justiça Comunitária, com a parceria de aproximadamente 40 instituições públicas e privadas, levaram às populações locais serviços essenciais e doações de roupas, brinquedos, cestas básicas e cobertores.
 
O destaque do último dia de atendimentos foi os serviços de saúde e odontológico. Pela primeira vez, o pequeno Carlos Henrique Rocha dos Santos, de seis anos, foi ao dentista levado pela sua avó Deijenira Machado dos Santos, 54 anos. Ela revela que já participou das edições anteriores da expedição e a chegada da equipe para atender a população é muito bem-vinda.
 
“É muita boa a vinda de vocês aqui na nossa cidade. Aqui nós estamos quase sem condições, e vocês vêm de longe para nos ajudar, sofremos muitos. Mas é bom demais, agradeço muito vocês, a população inteira agradece por isso. Que toda equipe seja sempre bem-vinda aqui”, agradeceu a moradora.
 
A sala de atendimentos médicos também teve grande movimentação. Uma das atendidas foi a senhora Onília Freitas, 80 anos, moradora do Assentamento Santa Clara, que foi até o local da ação no ônibus disponibilizado pela Prefeitura de Santa Cruz do Xingu, que buscou os moradores que residem na zona rural.
 
“Eu acho muito importante essa ação, porque aqui se a gente precisar de algum serviço desses, que tem que ir para fora fica difícil. E vocês vindo aqui, facilita muito para nós. Eu vim me consultar e pegar uma receita médica do remédio que não posso ficar sem. Moro na zona rural e vim no ônibus que a prefeitura mandou para nos buscar. E veio cheio de gente para receber os atendimentos aqui”, disse dona Onília.
 
Segundo a prefeita do município, Joraildes Soares, é perceptível a felicidade e a gratidão dos munícipes com a vinda da expedição pelo sorriso no rosto e brilho nos olhos de cada um que recebe os atendimentos.
 
“Ficamos muito felizes com a expedição. É muito importante porque são muitos serviços oferecidos à população. Eu, na qualidade de prefeita, só tenho a agradecer a cada um de vocês, ao Poder Judiciário e a todos os parceiros que fazem esse bem enorme para o nosso estado de Mato Grosso. Os nossos munícipes ficam muito contentes, felizes e agradecidos. A gente vê pelo sorriso no rostinho deles, das crianças, dos adultos e principalmente dos idosos. Então, é muito gratificante receber a equipe de vocês aqui em Santa Cruz do Xingu”, destacou.
 
Satisfeito com os resultados da 6ª Expedição Araguaia-Xingu, o coordenador da ação, juiz José Antônio Bezerra Filho, ressaltou que “a expedição é um grande desafio e que exige muita responsabilidade durante os 23 dias de primeira e segunda etapas. É trazer sonhos, esperança e serviços que dificilmente chegariam a esses locais mais distantes. A expedição tem dois adjetivos que são gratidão e humildade. Gratidão à confiança da presidência do Tribunal de Justiça e aos parceiros por confiarem em tamanha responsabilidade e trazerem serviços a essa população que é carente de ações. E humildade em saber que é possível fazer um bom trabalho, doar amor, fazer a diferença na vida das pessoas e acreditar que é possível realizar sonhos. São ações como essa que engrandece cada vez mais o comprometimento da Justiça com a população”, finalizou o magistrado.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagem. Foto 1: Imagem colorida que mostra um voluntário da expedição com o colete da Defesa Civil carregando uma cesta básica para uma senhora moradora que carrega as roupas e o cobertor recebido pela ação. Foto 2: Registro da dona Deijenira e do seu neto Carlos Henrique. Ela está sentada na cadeira e o garoto está no seu colo segurando um brinquedo que ganhou da expedição. Foto 3: Registro da senhora Onília que recebeu atendimento médico na ação. Ela está em pé, é uma senhora de 80 anos, cabelos brancos e pele morena.
 
Luana Daubian/Fotos: Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação do TJMT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Judiciário articula rede de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas

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O fortalecimento da ressocialização por meio do trabalho ganhou mais um importante capítulo em Mato Grosso. Na manhã desta segunda-feira (18), representantes do Poder Judiciário, Executivo estadual, empresários, instituições e atores da sociedade civil participaram, no Auditório Desembargador Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), de uma reunião estratégica que antecede o lançamento oficial do projeto Emprega Lab no estado, o primeiro da região Centro-Oeste.

A iniciativa é resultado de articulações conduzidas pelo Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT), em conjunto com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O projeto integra a estratégia nacional Pena Justa – Emprega e busca ampliar oportunidades de trabalho e qualificação profissional para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional.

Supervisor do GMF/TJMT, o desembargador Orlando Perri destacou que a ressocialização precisa estar diretamente ligada à geração de oportunidades reais de trabalho e capacitação.

“Eu tenho defendido e pregado que a ressocialização passa necessariamente pelo trabalho, pela profissionalização. Então, é preciso que nós levemos trabalho para dentro das unidades prisionais. Nós queremos o preso ressocializado e não reincidindo aqui fora”, afirmou.

Mato Grosso como território-piloto

O estado foi escolhido como território-piloto nacional por reunir condições institucionais e operacionais consideradas estratégicas para a implementação do projeto. A proposta prevê a criação de uma metodologia que poderá ser replicada em outros estados brasileiros, articulando Poder Judiciário, Executivo e setor produtivo para garantir empregabilidade dentro e fora do sistema prisional.

Coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas do CNJ (DMF/CNJ), o desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) Luís Geraldo Sant’Ana Lanfredi ressaltou o simbolismo do momento.

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“Hoje não é um dia qualquer. Nós estamos aqui lançando o primeiro Emprega Lab nacional. O Emprega Lab é um hub de oportunidades, o lugar onde nós vamos trabalhar as estratégias de empregabilidade do sistema prisional. O que nós estamos tentando disseminar é que essas pessoas possam se educar pelo trabalho e, mais do que isso, possam ganhar um novo ofício, uma nova oportunidade para a vida. Isso é segurança pública”, destacou.

União entre instituições e iniciativa privada

O secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho ressaltou que Mato Grosso já vem desenvolvendo políticas voltadas à empregabilidade no sistema penitenciário e que a chegada do Emprega Lab fortalece esse caminho.

“O foco hoje da Secretaria de Justiça é a questão de emprego dentro do sistema penitenciário. Acho que veio a coincidir esse momento político aqui do estado com o lançamento do primeiro Emprega Lab no Brasil”, afirmou.

Atualmente, Mato Grosso possui cerca de 16,5 mil pessoas privadas de liberdade, sendo aproximadamente três mil já inseridas em atividades laborais. A meta do programa é ampliar significativamente esse número nos próximos anos.

Presidente da Fundação Nova Chance, Winkler de Freitas Teles explica que a Fundação Nova Chance já atua em 36 municípios, mantém 392 termos de intermediação e acompanha aproximadamente três mil pessoas trabalhando atualmente.

“O emprego ajuda tanto quem está lá dentro do cárcere, quanto sua família lá fora. O trabalho ajuda a diminuir a reincidência”, pontuou.

Experiências que já dão resultado

A reunião também contou com relatos de empresários que já desenvolvem projetos de inclusão produtiva com pessoas privadas de liberdade. Empresário de Sinop, Carlos Cairo Montemezzo compartilhou a experiência positiva da integração entre trabalhadores contratados pelo regime CLT e mão de obra prisional.

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“A integração acontece naturalmente quando o apenado percebe que pode voltar ao mercado de trabalho normal. A profissionalização, a qualificação e o olhar para a família fazem toda a diferença nesse processo”, relatou.

Atualmente, a empresa possui cerca de 65 Pessoas Privadas de Liberdade (PPLs) trabalhando e projeta ampliar esse número para 150 nos próximos meses.

Também participaram da reunião a juíza federal e coordenadora do eixo Trabalho e Renda do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, Maria Rosi Meira Borba; o coordenador do GMF/TJMT, juiz Geraldo Fernandes Fidélis Neto; a juíza Edna Ederli Coutinho; e o secretário adjunto de Administração Penitenciária, Jean Carlos Gonçalves.

O que é o Emprega Lab

O Emprega Lab faz parte da estratégia Pena Justa – Emprega e funcionará como uma instância estadual de governança voltada à formulação de estratégias de empregabilidade para pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema prisional. A proposta envolve a criação de oportunidades por meio do emprego formal, empreendedorismo, cooperativismo e economia criativa.

A iniciativa é articulada nacionalmente pelo CNJ, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Tribunal Superior do Trabalho (TST) e Ministério Público do Trabalho (MPT). Entre as metas estabelecidas está alcançar, gradativamente, pelo menos 50% da população privada de liberdade inserida em atividades laborais.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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