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Encontro sobre Justiça Criminal discute valorização da vítima e desafios do “cangaço digital”

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O papel da vítima como parte integrante do processo penal foi o foco do primeiro painel do segundo dia do IV Encontro do Sistema de Justiça Criminal do Estado de Mato Grosso, realizado nesta quinta-feira (30 de outubro).

O debate, presidido pelo desembargador Hélio Nishiyama (TJMT), contou com a palestra do professor e advogado criminalista Dr. Pedro Ivo Gricoli Iokoi (OAB/SP) e proporcionou uma reflexão sobre a necessidade de valorização e proteção das vítimas no sistema de justiça contemporâneo.

Compuseram também a mesa como debatedores o advogado Demóstenes Lázaro Xavier Torres (OAB/DF), o defensor público Pedro Paulo Lourival Carriello (DP/RJ) e a promotora de Justiça Fernanda da Silva Soares (MP/PR).

A vítima como protagonista

Com o tema “Advocacia defensiva da vítima: qual o caminho?”, o painel propôs um diálogo sobre a importância de enxergar a vítima como sujeito de direitos dentro do processo penal. Pedro Ivo Gricoli Iokoi destacou que a sociedade vive um momento em que é essencial “revalorizar a vítima”, especialmente diante dos novos desafios digitais.

Durante a palestra, Iokoi foi enfático sobre a necessidade de uma ação de revalorização da vítima.

“É necessário, principalmente neste momento em que vivemos o ‘cangaço digital’, que existam instrumentos para que as vítimas se organizem e tragam informações concretas à polícia, ajudando nas investigações e permitindo que o Judiciário alcance os criminosos”, reforçou.

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Entre os pontos levantados, o professor criminalista chamou a atenção para a importância de considerar os interesses cíveis e penais da vítima, ressaltando que “sem arbitrar o mínimo indenizatório, estamos desestimulando a vítima de participar do processo penal.”

Para ele, “trazer um encontro plural, onde as diversas visões são compartilhadas e debatidas”, é determinante para o compartilhamento de soluções.

Justiça que reconhece direitos

O desembargador Hélio Nishiyama, presidente do painel, destacou que o olhar do sistema de justiça sobre a vítima tem passado por transformações significativas. Ele citou exemplos como a Lei Maria da Penha e a Recomendação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) 128/2023, que orienta os tribunais brasileiros a adotarem o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero.

“Percebemos uma evolução dentro da normativa processual e também dos tribunais para que olhemos melhor a vítima, como uma pessoa com direitos dentro dessa relação instaurada entre o Estado, Ministério Público e o autor da infração penal”, afirmou.

Ele pontuou também que o encontro voltado para esse tema evidencia o compromisso do Poder Judiciário em fomentar debates que fortaleçam esse novo paradigma.

Um encontro de ideias e soluções

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O IV Encontro do Sistema de Justiça Criminal, que segue até a próxima sexta-feira (31), reúne grandes nomes do Direito nacional para discutir a proteção da vítima, o Estatuto da Vítima, o enfrentamento às organizações criminosas e os desafios da gestão prisional.

Com mesas compostas por magistrados, promotores, defensores públicos e advogados de diversos estados, o evento tem como objetivo fortalecer o diálogo interinstitucional e construir soluções conjuntas para os desafios da Justiça criminal contemporânea.

O encontro é uma iniciativa da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), em parceria com a Escola Superior da Advocacia (ESA/OAB-MT), o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do MPMT e a Escola Superior da Defensoria Pública (Esdep-MT), com apoio da FESMP-MT, EMAM, AMAM e CAA/MT.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Lucas Figueiredo

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Conselho dos Juizados Especiais recebe diretoria da OAB para tratar da Súmula 52 e parcerias

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Foto vertical que mostra diversas pessoas sentadas em volta de uma mesa retangular, durante reunião do Conselho de Supervisão dos Juizados com representantes da OAB-MT.O Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Mato Grosso (CSJE) recebeu uma visita institucional de representantes da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), na tarde de segunda-feira (6), no Complexo dos Juizados, para uma conversa sobre a Súmula 52 das Turmas Recursais e parcerias para capacitação na área de conciliação e mediação.
A reunião contou com a participação do presidente do Conselho de Supervisão, desembargador Sebastião de Arruda Almeida; do juiz coordenador do Conselho de Supervisão, Érico de Almeida Duarte; dos juízes membros Cláudia Beatriz Schmidt, Gonçalo Antunes de Barros, Hugo José Freitas da Silva, Lamisse Roder Feguri Alves Corrêa, Marcelo Sebastião Prado de Moraes, Patrícia Ceni dos Santos, Valdeci Moraes Siqueira e Valmir Alaércio dos Santos.
Representando a advocacia mato-grossense, compareceram a presidente da OAB-MT, Gisela Alves Cardoso; o procurador-geral da entidade, Helmut Daltro; o presidente da Comissão de Juizados Especiais, Fábio Nunes e o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor, Bernardo Riegel.
“Durante a visita institucional da diretoria da OAB ao Conselho, fizemos uma pequena reunião de trabalho, na qual foi postulada a possibilidade de análise e alteração da Súmula 52 das Turmas Recursais. E o que foi dito à diretoria, principalmente através da sua presidente, é que esse pleito, por se tratar de questão jurisdicional, o Conselho repassaria para o presidente das Turmas Recursais para, através da Turma de Uniformização dos Juizados Especiais, fazer a análise a respeito desse pleito da OAB”, disse o desembargador Sebastião Arruda.
O juiz coordenador do Conselho de Supervisão, Érico de Almeida Duarte, destaca a importância da visita institucional para o alinhamento de objetivos e propósitos e para contemplar a visão da advocacia acerca dos enunciados da Turma Recursal. “Especificamente o Enunciado 52 que, na visão da OAB, ao exigir o histórico de negativações de consumidores, nos últimos cinco anos, dificultaria o acesso e desequilibraria o ônus probatório. Diante disso, foi esclarecido, pelo CSJE, que a discussão tratava de matéria jurisdicional, possuindo o Conselho apenas função administrativa, e orientado a formular proposição de revisão do enunciado diretamente nas Turmas Recursais Reunidas, com as razões de reforma”, explica.
Foto vertical que mostra diversas pessoas sentadas em volta de uma mesa retangular, durante reunião do Conselho de Supervisão dos Juizados com representantes da OAB-MT.A presidente da OAB-MT, Gisela Cardoso, apresentou os impactos que a aplicação do enunciado tem gerado no acesso à Justiça, especialmente nas demandas consumeristas. “Viemos apresentar esse ponto de vista da advocacia e construir, de forma institucional e respeitosa, uma solução para a questão”, destacou.
Para o juiz Érico Duarte, por meio do diálogo foi possível compartilhar dificuldades e proposições. “Essas conversas sempre são a melhor solução, notadamente visando atender aos anseios dos advogados, defender a sociedade de demandas predatórias eventualmente incidentes, bem como, sobretudo, garantir a prestação jurisdicional eficiente e equilibrada ao cidadão que dela mais necessita”, avalia.
Parceria – Durante a agenda institucional, também foi reforçada a intenção do Judiciário de estabelecer parceria com a OAB-MT para a realização de eventos de capacitação que tratem dos métodos adequados de solução de conflitos, a exemplo da conciliação e da mediação.
“Visto que essa ação de mediação e conciliação está dentro do nosso organograma do Conselho de Supervisão e alinhada com o que o Tribunal de Justiça vem desenvolvendo. Tanto é assim, que saiu recentemente uma matéria informando que o nosso Tribunal de Justiça alcançou o primeiro lugar, entre os tribunais de médio porte, no quesito realização de audiências de conciliação. Mas nós não queremos apenas a realização da audiência de conciliação. Nós queremos também alcançar o resultado positivo, os acordos nessas audiências. Porque alcançando o acordo, com certeza nós estaremos resolvendo o processo e resolvendo o problema social instaurado através daquela lide”, avalia o desembargador Sebastião Arruda.

Autor: Celly Silva

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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