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Em reunião de análise estratégica, gestão do TJMT celebra avanços e reconhecimento nacional

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Close do troféu Diamante do Prêmio CNJ de Qualidade 2025, exibido sobre base azul. A peça destaca o reconhecimento nacional ao TJMT. Fundo desfocado em tom escuro valoriza o brilho do prêmio.O Prêmio CNJ de Qualidade 2025 foi o grande destaque da Reunião de Análise Estratégica (RAE) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), realizada nesta segunda-feira (15) com membros da Alta Administração. Após cinco anos consecutivos conquistando o Selo Ouro, o desempenho de magistrados e servidores atingiu 87,37% das metas do Conselho Nacional de Justiça, culminando com a obtenção do Selo Diamante.

Com isso, o TJMT é o quarto melhor tribunal de justiça do país. Mais do que comemorar, as análises necessárias para manter o resultado na edição 2026 do prêmio já foram abordadas na reunião, como novas regras e novos critérios de pontuação.

A reunião estratégica também foi espaço de comemoração da conquista do primeiro lugar no Ranking da Transparência do Poder Judiciário 2025, em que, pela primeira vez, o TJMT atingiu 100% da pontuação dos critérios avaliados pelo CNJ. Outro reconhecimento deste ano foi a obtenção do Selo Diamante de Transparência, pelo segundo ano consecutivo, no levantamento feito pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).

Outras conquistas – O ano de 2025 foi de reconhecimento nacional do Poder Judiciário de Mato Grosso em diversos aspectos, a exemplo do 1º lugar nacional no cumprimento da Meta 3 do CNJ, referente às soluções consensuais de conflitos; a elevação em seis posições no Ranking CNJ de Sustentabilidade, a conquista do Selo Linguagem Simples do CNJ, pelo segundo ano consecutivo; a manutenção do nível de Excelência em Governança e Gestão de Tecnologia da Informação, com 93,75 pontos no IGOVTIC, e a homenagem ao TJMT no Prêmio Dimas, que reconhece a cooperação em projetos de ressocialização.

“Essas são conquistas que consolidam o TJMT como um Tribunal moderno, responsável e comprometido com o cidadão e com as melhores práticas de gestão pública”, disse o presidente do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira, em sua mensagem aos participantes da reunião. Ele agradeceu a todos que contribuíram para o alcance dos resultados, pontuando que são frutos do empenho coletivo. “Esse é um trabalho construído com dedicação diária, cooperação entre áreas e firme compromisso com a sociedade”.

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O presidente José Zuquim registrou ainda que a Reunião de Análise Estratégica é sempre “um momento especial”, pois além de avaliar dados e resultados, celebra a “maturidade institucional” alcançada pelo TJMT por meio de esforço coletivo de magistrados, servidores, equipes técnicas e unidades administrativas.

“O contexto que vivemos em 2025 foi desafiador. Apesar desse ambiente complexo, o Poder Judiciário de Mato Grosso apresentou resultados extraordinários. Os principais indicadores estratégicos demonstram evolução consistente: as taxas de congestionamento, tanto do primeiro quanto do segundo graus, foram reduzidas, elevamos o Índice de Atendimento à Demanda e alcançamos posições nacionais de destaque, figurando entre os tribunais mais eficientes do país. A produtividade de magistrados e servidores segue em trajetória histórica, refletindo o compromisso de todos com a entrega de uma justiça mais célere e efetiva ao cidadão mato-grossense”, afirmou o presidente.

Prestação de serviços da Justiça

No âmbito da tramitação processual, foi ressaltada a evolução ao longo dos últimos 14 anos, com a taxa de congestionamento (quanto menor, melhor) caindo de 82,3%, em 2010, para 53,2%, em 2024, o que fez o TJMT sair da 11ª para a 2ª melhor colocação entre os tribunais de justiça do país.

Com relação à taxa de congestionamento líquida por grau de jurisdição, o gráfico apresenta queda contínua de 2023 para cá. No primeiro grau, foi registrada taxa de 54,38% em 2023, de 48,69% em 2024, e de 46,8% até novembro deste ano. No segundo grau, a taxa estava em 31,21% em 2023, caiu para 26,95% no ano passado e, neste ano, obteve resultado ainda mais expressivo, ficando em 14,28%.

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No Índice de Atendimento à Demanda (IAD), o salto no ranking nacional foi o mesmo, subindo (quanto maior, melhor) de 67,2%, em 2010, para 114,6%. O Índice de Produtividade de Magistrados (IPM) aumentou de 736, em 2010, para 2.394, em 2024, fazendo o TJMT saltar da 10ª para a 3ª posição no ranking nacional entre os tribunais. O Índice de Produtividade de Servidores (IPS) teve a mesma evolução no comparativo com outros estados, crescendo de 43, em 2010, para 156.

Em relação às metas nacionais, o TJMT atingiu 14 das 17 metas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o que representa 88% de aproveitamento. Já em relação às metas válidas para o Prêmio CNJ de Qualidade, 100% das 10 metas foram atingidas.

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Autor: Celly Silva

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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