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Doação de móveis e equipamentos beneficia escola municipal em Alto Araguaia

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A Comarca de Alto Araguaia (418km de Cuiabá) realizou a doação de bens que não eram mais utilizados pelo fórum para a Escola Municipal Maria Ferreira Ribeiro. A iniciativa garante nova utilidade a materiais que ainda estão em condições de uso, contribuindo para a melhoria da estrutura da unidade escolar.

A doação faz parte do Processo nº 13/2026 e inclui mesas, cadeiras giratórias e dois aparelhos de televisão. Entre os itens, estão três mesas modelo ilha, uma mesa em formato “L”, cinco cadeiras giratórias e dois televisores. Os bens foram classificados como antieconômicos para o uso no fórum, mas ainda aptos a atender outras instituições, têm valor total de R$ 1.798,81.

Na escola, os móveis serão utilizados na Secretaria, na sala da direção e na coordenação, contribuindo para a organização e melhores condições de trabalho da equipe administrativa. Já os televisores passarão por manutenção e, após o conserto, serão destinados ao berçário e ao salão de brinquedos, ampliando as possibilidades de atividades pedagógicas e de entretenimento para as crianças.

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De acordo com o juiz de Direito e diretor do Foro, Daniel de Sousa Campos, a ação tem impacto social relevante. “Os móveis doados já não possuíam utilidade para o Fórum, mas se encontram em condições de uso, podendo atender adequadamente às necessidades da instituição. Além de apoiar a educação infantil, a iniciativa contribui para a sustentabilidade ambiental, ao evitar o descarte desnecessário”, destacou.

A diretora da escola, Valquíria Gonçalves de Lima, também ressaltou a importância da doação. Segundo ela, os itens chegaram em um momento oportuno e vão proporcionar mais conforto e melhores condições de trabalho para a equipe da unidade escolar.

A medida segue critérios legais que permitem a destinação de bens públicos sem utilidade para órgãos que possam reaproveitá-los em benefício social, fortalecendo a parceria entre instituições públicas e a comunidade.

O edital completo está disponível no Diário da Justiça Eletrônico (DJe) da última segunda-feira (6 de abril), na página 10.

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Ações do TJMT ajudam população em situação de rua a reconstruir caminhos

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Dois homens sentados em uma mureta baixa diante de banner roxo com a frase "Atendimento Aqui" e "Acesso à Justiça para Pessoas em Situação de Rua". Um cachorro dorme na grama ao lado.“O combate à invisibilidade passa por reconhecer essas pessoas vulneráveis como sujeitos de direitos, não apenas como casos sociais”. A fala é do juiz Wanderlei José dos Reis, coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) de Rondonópolis, e retrata uma realidade enfrentada pela população em situação de rua em todo o país.
Em meio à correria das cidades, essas pessoas acabam passando despercebidas pela sociedade, mesmo que estejam em busca de dignidade. Em Mato Grosso, no entanto, esse cenário tem sido enfrentado com atuação ativa do Poder Judiciário.
Continuamente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) desenvolve ações para garantir que essas pessoas sejam vistas não apenas pelas vulnerabilidades, mas como cidadãos com direitos assegurados pela Constituição Federal.
Homem de óculos e camiseta branca com logo "Pop Rua Jud" dá entrevista. Um microfone da TV Justiça e um celular estão posicionados à frente dele para a gravação.A proposta do TJMT vai além do atendimento jurídico tradicional, construindo possibilidades de recomeço a partir da recuperação de documentos, acesso a serviços públicos e benefícios sociais, emprego e outras iniciativas de acolhimento. Para o juiz Wanderlei José dos Reis, levar o aparato da Justiça até essa população é fundamental para o enfrentamento dessas barreiras.
“O modelo tradicional de Justiça não alcança essas pessoas, por isso temos a Resolução CNJ n.º 425/2021, que estabeleceu mais uma política pública judiciária, instituindo que o Judiciário deve ser proativo. Ao caminharmos ao encontro delas, concretizamos o princípio do acesso universal à Justiça e densificamos o princípio da dignidade humana, ambos previstos na Constituição”, avalia o magistrado.
Wanderlei Reis, que é titular da 2ª Vara de Família e Sucessões de Rondonópolis e coordenador do PopRuaJud, explica ainda que, por meio de mutirões de cidadania e projetos itinerantes, o Judiciário leva atendimento até os locais onde essas pessoas estão. O objetivo é oferecer orientação, acolhimento e assegurar direitos básicos.
Mulher em guichê de atendimento conversa com homem sentado à sua frente. Entre eles, um computador mostra o sistema. O ambiente é amplo e sugere uma ação de serviços públicos.O magistrado relata que as demandas apresentadas são diversas. Há busca por documentos civis, atendimento de saúde, benefícios assistenciais, trabalhistas e até auxílio em questões familiares. Existem ainda casos envolvendo violência, discriminação e violação de direitos. Segundo Wanderlei Reis, o trabalho engajado do TJMT também cria uma relação de confiança entre a instituição e essa população.
“Nossas ações envolvem parcerias com órgãos de assistência social, Defensoria Pública e outras entidades que nos ajudam a proporcionar um atendimento diversificado, humanizado e simplificado. Dessa forma, conseguimos oferecer suporte completo, permitindo que essas pessoas encontrem caminhos para retomar a própria autonomia”, pontua o juiz coordenador.
*A expressão “casos sociais” costuma ser usada para tratar pessoas vulneráveis apenas como um problema assistencial, alguém que depende de ajuda ou caridade, sem enxergar sua individualidade, cidadania e direitos garantidos por lei.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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