Tribunal de Justiça de MT

Curso de Produção Textual é oferecido às equipes psicossociais para aprimoramento de relatórios

Publicado em

Melhorar a comunicação contida nos textos produzidos pela equipe que elabora os relatórios dos estudos psicossociais que integram os processos analisados pela Justiça mato-grossense. Esse foi o objetivo do Curso de Produção Textual oferecido durante três dias pela Escola dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso a cerca de 50 psicólogas e assistentes sociais que atuam nos fóruns de Cuiabá e Várzea Grande, em matérias ligadas à Família, Infância e Juventude, Violência Doméstica e Familiar e Criminal.
  
Na oportunidade, todo conteúdo programático foi ministrado pelos instrutores Gilbert Luz e Carla Fiori Berto Luz. Foram apresentados conceitos e definições sobre produção de textos como também os tipos de discursos e estrutura textuais com dicas e modelos.
  
Técnicas existentes a fim de garantir uma redação mais clara, objetiva, coesa e de fácil compreensão foram expostas, assim como tais técnicas contribuem para o melhor entendimento dos estudos psicossociais. Também foram abordadas maneiras de identificar e assimilar os temas transversais vinculados à atividade psicossocial, a exemplo da confiabilidade, ética e produtividade, e como evitar inconsistências na elaboração desses importantes documentos.
  
Os presentes foram contemplados ainda sobre os principais aspectos relacionados à redação elaborada para leitura de magistrados, promotores, defensores públicos e advogados. “É importante que o relatório não deixe dúvidas sobre as escutas e entrevistas realizadas, inclusive, sobre a conclusão que a equipe chega”, apontou Carla Luz. “Para algumas pessoas é muito difícil juridiquês e a equipe técnica de assistentes sociais e psicólogas também tem termos específicos, que quem atua na área jurídica tem dificuldade de entender. Por isso, a clareza e a compreensão por todos são necessárias”, completou.
  
Com estudos de caso em situação cotidiana processual e a elaboração de projetos e textos psicossociais, os cursistas puderam observar as técnicas textuais apresentadas. “É muito relevante essa instrução porque esses relatórios subsidiam o magistrado a tomar decisões mais assertivas”, enalteceu Gilbert.
  
Aprimoramento reconhecido – As abordagens sobre aprimoramento e transcrição de textos para estudos psicossociais oferecidos no curso foram elogiadas. “Cada um tem sua forma de escrever e o curso nos mostrou que existem dificuldades na compreensão dos nossos relatórios. Tenho certeza que, com os esclarecimentos, vamos aprimorar e colaborar com o Judiciário para uma escrita mais clara e de fácil entendimento”, reconheceu a psicóloga do Fórum de Várzea Grande, Edna Máximo de Oliveira.
  
“O curso nos deu uma clareza daquilo que precisa constar no texto, mantendo nosso olhar sob o caráter científico do que constatamos, mas que, ainda assim, seja compreensível”, acrescentou a psicóloga do Fórum de Cuiabá, Lais Soares Borba da Silva.
 
Cristiane Almeida da Silva, que atua como assistente social do Fórum de Várzea Grande, concordou. “Considerando as várias demandas sociais que atendemos, é significativa toda essa orientação para embasarmos nosso relatório. Espero que continue, pois é crivo essencial para nosso dia-a-dia”.
  
Talita Ormond
Coordenadoria de Comunicação Social do TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

Leia Também:  UAB/UNEMAT abre vagas para Curso de Aperfeiçoamento em Educação Especial

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

MT avança em eficiência e produtividade mesmo com um dos maiores volumes de processos do país

Published

on

Apesar da alta demanda processual registrada em Mato Grosso, a Justiça Estadual de Mato Grosso (TJMT) tem se destacado nacionalmente em indicadores de produtividade, celeridade e gestão processual. Segundo dados do relatório Justiça em Números 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Judiciário mato-grossense registrou 165,7 casos novos por mil habitantes, índice superior à média nacional da Justiça Estadual, que é de 132,5 casos novos por mil habitantes.

Classificado pelo CNJ como um tribunal de médio porte, o indicador demonstra que Mato Grosso está entre os estados com maior judicialização do país. Contudo, mesmo com a alta demanda, o Poder Judiciário mato-grossense apresentou um avanço de 22 pontos percentuais no Índice de Produtividade Comparada da Justiça (IPC-Jus) da área judiciária, passando de 75% para 97%. O IPC-Jus é um dos principais indicadores do CNJ para medir a eficiência dos tribunais brasileiros.

“Mato Grosso possui uma das maiores demandas processuais do país quando analisamos o número de casos por habitante. Por isso, alcançar indicadores de produtividade e eficiência acima da média nacional demonstra a capacidade do Poder Judiciário mato-grossense de se organizar, inovar e responder com qualidade às necessidades da sociedade”, afirma o corregedor-geral da Justiça, desembargador José Luiz Leite Lindote.

Leia Também:  Plano de saúde é obrigado a autorizar home care para paciente idosa

O bom desempenho também pode ser verificado na taxa de congestionamento dos processos na fase de conhecimento. Conforme o relatório, o TJMT registrou índice de 53%, um dos menores do país e entre os melhores desempenhos da Justiça Estadual. “O que demonstra a capacidade do Judiciário mato-grossense de dar vazão ao acervo processual e reduzir o volume de processos pendentes nessa etapa da tramitação”, detalha o juiz auxiliar da Corregedoria, Jorge Alexandre Martins Ferreira.

O relatório também mostrou queda no estoque de execuções fiscais. Mato Grosso registrou redução de 26,8% no quantitativo de casos pendentes de execução fiscal em comparação com o ano anterior. Um desempenho superior à média da Justiça Estadual, que é de 25,2%.

Esse trabalho também teve reflexo na redução do tempo de tramitação dos processos. Segundo dados do relatório, o tempo de giro do acervo processual no primeiro grau passou de um ano e dois meses para um ano e um mês, uma redução de 7,1%. O que coloca Mato Grosso na terceira colocação entre os 27 tribunais do país e na segunda posição entre os tribunais estaduais de médio porte.

Leia Também:  Judiciário de Mato Grosso amplia serviço digital de expedição de certidões para fins eleitorais

Mato Grosso ainda se destaca na arrecadação de custas judiciais. Conforme o relatório Justiça em Números 2026, o Estado ocupa a terceira posição entre os Tribunais de Justiça do país no indicador que relaciona os valores arrecadados ao número de processos sujeitos à cobrança de custas.

O TJMT registrou arrecadação média de R$ 3.548,12 por processo ingressado, ficando atrás apenas de São Paulo (R$ 4.386,38) e Rio de Janeiro (R$ 4.333,84). O resultado coloca o Estado acima da média da Justiça Estadual, que foi de R$ 2.861,96 por processo. “O que demonstra a efetividade na arrecadação dos valores legalmente devidos e contribuindo para a sustentabilidade das atividades do Poder Judiciário mato-grossense”, afirma o juiz auxiliar, Jorge Alexandre.

Autor: Larissa Klein

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da CGJ-TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA