Tribunal de Justiça de MT

Crianças acolhidas em casas-lares celebram Dia das Crianças com alegria e integração

Publicado em

Letícia e Bianca* têm a mesma idade, 10 anos, moram na mesma casa-lar e sonham com o mesmo presente: uma boneca. Elas e outras 116 crianças e adolescentes que vivem em casas-lares de Cuiabá e Várzea Grande compartilharam uma tarde repleta de brincadeiras, música, lanches e presentes em uma grande confraternização pelo Dia das Crianças, realizada na Associação Mato-grossense dos Magistrados (Amam), que cedeu o espaço.

O evento foi promovido pela Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso, por meio da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja), com apoio de parceiros e voluntários. Participaram crianças e adolescentes das unidades Casa da Criança Cuiabana 2, 3, 5 e 8, além das casas-lares do Projeto Vida Nova, de Várzea Grande.

A juíza Anna Paula Gomes de Freitas, auxiliar da Corregedoria e responsável pelos assuntos de adoção, destacou a importância do momento de convivência. “Essas crianças passam por uma carga emocional muito pesada, enfrentam dramas sérios com tão pouca idade, e esses eventos ajudam, de alguma forma, a amenizar esses sentimentos. As casas-lares possuem toda a estrutura necessária para garantir o bem-estar delas, mas não é o suficiente. Elas precisam de interação, de afeto e de vivências em comunidade”, ressaltou.

Leia Também:  Magistrados encerram Encontro de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes

Para a juíza Gleide Bispo dos Santos, da Vara da Infância e Juventude de Cuiabá, atividades como essa têm papel essencial na formação humana e emocional das crianças. “Estar em uma casa-lar não é fácil. Ações como essa, com diversão e alegria, ajudam a suavizar um pouco mais a dor do acolhimento. Esses momentos promovem integração social, sentimento de pertencimento e fraternidade, indispensáveis para o desenvolvimento dessas crianças”, afirmou.

A secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti Pereira, enfatizou o engajamento de toda a rede envolvida na realização do evento. “Essa ação foi possível graças ao apoio de parceiros e voluntários que doaram brinquedos, lanches e contribuíram com a organização. Não basta apenas suprir as necessidades materiais, essas crianças precisam do carinho, da atenção e da alegria que um evento como esse proporciona”, destacou.

A presidente do Instituto Atitude, Terezinha Aparecida Morocoski, responsável pelas casas-lares 3 e 8, também ressaltou o impacto emocional da celebração. “Essa ação é um marco na vida dessas crianças. São experiências e emoções que elas vão carregar para o resto da vida”, afirmou.

Leia Também:  Tribunal de Justiça entrega R$ 4,5 mil em alimentos para Hospital de Câncer de Mato Grosso

As casas-lares são espaços mantidos pelo poder público municipal, em parceria com o Poder Judiciário, para abrigar temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por diferentes razões. Nessas unidades, que funcionam em residências adaptadas, os acolhidos contam com alimentação, educação, lazer e acompanhamento profissional, em uma rotina semelhante à de qualquer outra criança.

*Leticia e Bianca são nomes fictícios para preservar a identidade dos personagens.

Autor: Assessoria de Comunicação

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: CGJ-MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Entenda a sua audiência: Saiba como funciona um Tribunal do Júri

Published

on

Está no ar mais uma edição da série “Entenda a sua audiência”, iniciativa do Poder Judiciário de Mato Grosso, por meio do Laboratório de Inovação – InovaJusMT e da Coordenadoria de Comunicação, que busca aproximar a Justiça da sociedade com a disponibilização de vídeos que explicam o funcionamento dos diversos tipos de audiência judicial. Neste episódio, o tema é “Tribunal do Júri”, que já pode ser conferido no canal do TJMT no Youtube.
A iniciativa utiliza linguagem simples e inteligência artificial para produzir vídeos e cartilhas informativas de fácil compreensão, com o objetivo de disseminar conhecimento sobre os direitos dos cidadãos relativos ao acesso à Justiça, facilitando a experiência da pessoa que vivencia a situação de participar de uma audiência.
Vale destacar que a série Entenda a sua Audiência é uma das duas produções do TJMT finalistas no Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça 2026, promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), na categoria “Iniciativa de IA”. A premiação reconhece iniciativas de todo o país que fortalecem a comunicação pública, valorizam a transparência institucional e aproximam o Sistema de Justiça da sociedade.
Episódio “Tribunal do Júri”
Neste vídeo, você fica sabendo cada detalhe do funcionamento do Tribunal do Júri, um tipo de julgamento em que a decisão fica nas mãos da sociedade, representada pelos jurados, que são cidadãos comuns, de reputação ilibada.
Previsto na Constituição Federal de 1988, o Tribunal do Júri julga crimes dolosos contra a vida, ou seja, quando a pessoa tem a intenção de matar ou assume o risco de causar a morte, como são os casos de homicídio doloso, feminicídio, vicaricídio, induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio, infanticídio, aborto criminoso. A tentativa desses tipos de crimes também pode ser julgada pelo Tribunal do Júri, bem como os crimes conexos.
O vídeo também explica quem são as pessoas que participam do Tribunal do Júri, como o juiz ou juíza, que conduz a sessão de julgamento e fixa a pena, se houver condenação; o (a) promotor (a) de justiça, que representa o Ministério Público e apresenta a acusação; a assistente de acusação, que pode representar a família da vítima, quando houver; o advogado, que faz a defesa do réu ou da ré; o réu ou a ré, que é a pessoa acusada de cometer o crime; as testemunhas, que contam ao júri o que viram, ouviram ou sabem sobre o caso. Por fim, os (as) sete jurados são cidadãos comuns convocados para participar do julgamento.
Até mesmo o roteiro de uma sessão do Tribunal do Júri é explicado no vídeo, desde a convocação de 25 jurados (as), dos quais sete são sorteados para atuarem no julgamento até o proferimento da sentença.
Os direitos e deveres dos jurados também são abordados, como a obrigatoriedade de comparecimento e a garantia da folga no trabalho nos dias de participação na sessão do Tribunal do Júri. O voto dos jurados é secreto e sua imagem deve ser preservada, ou seja, nomes e imagens não podem ser divulgados ao público.

Autor: Celly Silva

Leia Também:  Comarca de Vila Bela seleciona advogados para ampliar acesso à Justiça

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA