Tribunal de Justiça de MT

Carbono Neutro: Mutirão recolhe mais de 42 toneladas de resíduos do Ribeirão Arareau em Rondonópolis

Publicado em

O mutirão de limpeza do Ribeirão Arareau, realizado no último sábado (20 de setembro) em Rondonópolis, mobilizou a comunidade e apresentou resultados expressivos. Ao todo, 42.533 quilos de resíduos foram retirados e destinados de forma ambientalmente adequada durante a 11ª edição do projeto O Rio é Nosso, promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso por meio do Juizado Volante Ambiental (Juvam).

A ação percorreu um trecho de 7,5 km do ribeirão, entre a Eletronorte e o Cais. Além da coleta, foram realizadas atividades de recuperação ambiental, com o início do plantio de 650 mudas de espécies nativas em três áreas críticas de mata ciliar.

A juíza Milene Aparecida Pereira Beltramini, responsável pelo Juvam de Rondonópolis, destacou a relevância dos resultados. “Esse projeto, que já se consolidou no município, sempre é realizado com êxito, seja pela participação da comunidade, seja pela conscientização que essa ação reverbera em cada edição. É um marco que mostra o quanto podemos transformar a realidade quando unimos esforços em defesa do meio ambiente.”

O descarte irregular de lixo e o assoreamento são os principais desafios enfrentados pelo Ribeirão Arareau, considerado patrimônio natural da cidade.

Nesse contexto, a magistrada ressaltou o caráter educativo da iniciativa. “O projeto ‘O Rio é Nosso’ é muito mais do que uma limpeza. É um chamado à consciência coletiva para que cada cidadão assuma seu papel na preservação dos recursos hídricos e na construção de uma cidade sustentável”, explicou.

Durante o mutirão, os materiais coletados foram triados e pesados. O levantamento apontou 14.560 kg de resíduos gerais, 6.400 kg de pneus inservíveis, 21.000 kg de entulhos de construção, 358 kg de resíduos orgânicos e 215 kg de recicláveis, como plásticos e papéis. Todos os materiais recolhidos no ponto central tiveram destinação ambientalmente adequada, incluindo os resíduos orgânicos.

Leia Também:  Alunos de Direito acompanham tribunal do júri em Primavera do Leste

Parcerias e engajamento social

O êxito de mais uma edição do projeto foi viabilizado com o engajamento da sociedade civil e os esforços de 54 instituições e entidades que abraçaram a causa, entre elas a Prefeitura Municipal de Rondonópolis, o Ministério Público do Estado, Secretaria de Estado de Meio Ambiente – Sema, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Exército Brasileiro, Polícia Militar Ambiental, a empresa de gestão ambiental Ambipar, a Rumo Logística, o Serviço de Gerenciamento de Resíduos Sólidos – Seger, a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis – Coder, Universidade Federal de Rondonópolis – UFR e a Uniasselvi.

A programação contou ainda com arrecadação solidária de ração para animais em situação de vulnerabilidade, um Pit Stop Educacional com doação de mudas e a coleta de resíduos tóxicos, como pilhas, baterias e lâmpadas.

A juíza Milene enfatizou o papel dos envolvidos na consolidação do projeto. “Esse sucesso não seria possível sem a dedicação dos voluntários, o apoio dos parceiros e o empenho dos servidores envolvidos. Cada pessoa que participou, direta ou indiretamente, fez a diferença. Agradeço imensamente a todos os participantes, apoiadores e servidores, que demonstraram que juntos podemos não apenas limpar um ribeirão, mas também renovar a esperança em uma cidade mais consciente, sustentável e comprometida com as futuras gerações.”

O coordenador da Unidade de Tratamento de Resíduos de Rondonópolis, Guilherme Rifon, destacou a importância da cooperação entre os diferentes atores envolvidos. “Acreditamos que a união de esforços é fundamental para o sucesso de projetos que visam o bem-estar da sociedade e a preservação do meio ambiente. A Cooperativa Nova Esperança se orgulha de fazer parte deste trabalho conjunto, em que todos se beneficiam e contribuem para um objetivo comum. Iniciativas como ‘O Rio é Nosso’ são exemplos claros da importância da colaboração entre diferentes setores da sociedade para alcançarmos um futuro mais sustentável.”

Leia Também:  Juíza auxiliar da Corregedoria participa de evento nacional sobre governança cartorária

Integrando a agenda do Dia Mundial da Limpeza e alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, a iniciativa reforça os compromissos globais com a gestão responsável da água, a construção de cidades resilientes, a redução da poluição e o enfrentamento às mudanças climáticas.

Carbono Neutro

A 11ª edição do projeto ‘O Rio é Nosso’ também foi marcada por um avanço inédito. Essa foi a primeira ação da Comarca de Rondonópolis com certificação Carbono Neutro, concedida pela empresa Platon. A iniciativa atendeu às diretrizes dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e à Resolução nº 594/2024 do Conselho Nacional de Justiça, que trata da meta carbono zero.

Para alcançar esse resultado, houve compensação das emissões de CO por meio de créditos de carbono. A escolha da empresa responsável foi feita com orientação do Núcleo de Sustentabilidade do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

O projeto também contou com apoio da Universidade Federal de Rondonópolis, por meio da utilização de ferramentas de sensoriamento remoto desenvolvidas em pesquisas acadêmicas de mestrado para mapear as áreas a serem limpas e indicar os locais mais adequados para as intervenções. O trabalho consolidou a viabilidade da neutralização de carbono e fortaleceu o objetivo do projeto em 2025: atuar com foco no conceito de carbono neutro.

Fotos: Alpha Agence

Autor: Adellisses Magalhães

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Tribunal de Justiça de MT

Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Published

on

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

Leia Também:  Juíza auxiliar da Corregedoria participa de evento nacional sobre governança cartorária

Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

Leia Também:  Plano de saúde deve fornecer medicamento de alto custo a criança com doença respiratória

Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA