Tribunal de Justiça de MT

Aula magna dá início à formação de 35 juízes recém-empossados do TJMT

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) realizou na manhã desta segunda-feira (26) uma aula magna referente ao Curso Oficial de Formação Inicial (Cofi), destinado aos 35 novos magistrados recém-empossados. A atividade ocorreu na sede da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) e marca o começo de uma etapa obrigatória para o exercício da jurisdição no estado.

Ao dar as boas-vindas aos novos juízes, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador José Zuquim Nogueira destacou que o fortalecimento da magistratura depende diretamente do engajamento dos novos integrantes da instituição.

“Depende deles a construção e a continuidade daquilo que está sendo feito referente à valorização e melhoria da nossa entrega da prestação jurisdicional aos cidadãos. Nós acreditamos muito nesse esforço”, externou.

Formação técnica, ética e humana

O diretor-geral da Esmagis-MT, desembargador Márcio Vidal ressaltou o caráter simbólico da aula inaugural. Para ele, o ingresso na magistratura representa um rito de passagem que transforma um projeto individual em uma missão pública.

“É um rito de passagem entre o sonho individual e a responsabilidade pública. A técnica continua sendo essencial, mas a partir de agora ela deve estar a serviço da prudência. O direito que aplicarão não vive apenas nos códigos e leis ordinárias, ele pulsa nas angústias de quem bate à porta do judiciário”, destacou.

Identidade institucional

O ouvidor-geral do Poder Judiciário de Mato Grosso, desembargador Rodrigo Roberto Curvo, juntamente com o juiz auxiliar da Ouvidoria, Bruno Marques, apresentou a Ouvidoria aos ingressos na magistratura. Durante a exposição, ele destacou que a formação inicial vai além do aprendizado jurídico. Segundo ele, é nesse momento que se consolida a identidade institucional do magistrado e o senso de pertencimento à missão pública.

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“A formação inicial de magistrados constrói repertório jurídico, método de trabalho e, sobretudo identidade institucional. É aqui que se consolida a consciência de pertencimento a uma missão pública: entregar justiça com qualidade, previsibilidade, ética, transparência e eficiência, sem perder de vista que cada processo carrega pessoas, histórias e expectativas legítimas”, reforçou o magistrado.

Apoio ao exercício da jurisdição

Durante a programação, o secretário-geral do TJMT, juiz Agamenon Alcântara Moreno Júnior, e o juiz auxiliar da Presidência, Túlio Duailibi, apresentaram aos novos magistrados os aspectos administrativos da Presidência. Para o secretário-geral, esse é um momento determinante para que eles conheçam a estrutura organizacional do Tribunal e os fluxos de atendimento institucional.

“Cabe a nós da administração aproximar e mostrar como funcionam, quais as divisões, quais são os setores, onde eles procurarem quando estiverem no exercício da jurisdição e precisarem do contato no Tribunal. Expomos como é a estrutura administrativa e nos colocamos à disposição para as eventuais solicitações”, enfatizou.

Expectativa dos magistrados

Entre os participantes do curso de formação está o juiz Tiago Gonçalves dos Santos, que atuava anteriormente na Defensoria Pública de Rondônia. Para ele, o curso representa um marco na transição para a magistratura.

“É um marco importante para os novos ingressos na carreira da magistratura, porque nos mostra não só os aspectos jurídicos, mas também os aspectos de gestão de pessoal, os aspectos inerentes ao funcionamento e à gestão do próprio Tribunal de Justiça, que a partir de agora é a nossa casa e é aonde nós efetivamente vamos firmar moradia”, disse ele.

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O novo magistrado disse estar com boas expectativas em relação ao Cofi, pois, para ele, estar como juiz em um Tribunal representa “retomar, reaprender, dar início à carreira e prestar o serviço da melhor forma possível”.

História do Judiciário e prática jurisdicional

Público acompanha exposição no auditório da ESMAGIS-MT. Ao fundo, banner do COFI 2026 e estrutura de transmissão. O ambiente é organizado, com clima acadêmico e institucional.O período da manhã contou com exposições sobre a história do TJMT, mediadas pelo desembargador Márcio Vidal e o juiz Antônio Veloso Peleja Júnior, coordenador das atividades pedagógicas da Esmagis; introdução ao Microsoft Teams e instruções sobre Audiência de Custódia, aula conduzida pelo juiz Antônio Fábio Marquenzini.

Formação obrigatória

O Curso Oficial de Formação Inicial está sendo realizado de 23 de janeiro a 23 de abril de 2026, com carga horária teórica e prática supervisionada. A formação é credenciada pela Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e segue suas diretrizes pedagógicas.

A proposta metodológica combina aulas teóricas, estudos de caso, oficinas, simulações e atividades judicantes supervisionadas, com foco no desenvolvimento de competências técnicas, éticas, humanísticas e gerenciais.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

“Cesima nas Escolas” levará educação ambiental e conscientização climática a estudantes de MT

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), por meio do Centro de Estudos Integrados em Meio Ambiente (Cesima), dará início, no próximo dia 29 de julho, a uma importante ação de educação ambiental voltada a estudantes das redes públicas estadual e municipal. Com o tema “Cesima nas Escolas: Meio Ambiente, Clima e Futuro – Responsabilidade de Todos”, a iniciativa pretende estimular a consciência ambiental, promover a cidadania ecológica e contribuir para a formação de uma cultura de responsabilidade socioambiental entre crianças e adolescentes.
As atividades ocorrerão entre julho de 2026 e junho de 2027, contemplando escolas dos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Santo Antônio de Leverger e Chapada dos Guimarães.
Segundo a coordenadora do projeto Cesima, juíza Henriqueta Fernanda Chaves Alencar Ferreira Lima, a proposta nasce da compreensão de que a educação ambiental é um instrumento essencial para a transformação social e para a proteção das futuras gerações. “O projeto representa um compromisso institucional com a formação cidadã dos estudantes. Falar sobre meio ambiente, mudanças climáticas e sustentabilidade é falar sobre qualidade de vida, dignidade humana e futuro. Precisamos estimular desde cedo uma consciência ambiental responsável e participativa”, destaca a magistrada.
A iniciativa tem como objetivo geral promover a conscientização ambiental e climática nas escolas públicas, incentivando a reflexão sobre temas cada vez mais presentes no cotidiano da população, como eventos climáticos extremos, queimadas, desmatamento, escassez hídrica e preservação dos recursos naturais. Entre os objetivos específicos estão a sensibilização dos estudantes para a importância da preservação ambiental, o incentivo à adoção de práticas sustentáveis no ambiente escolar e familiar e o fortalecimento da cidadania ambiental.
“A mudança de comportamento começa pelo conhecimento. Quando o estudante compreende os impactos das suas ações e percebe que também pode contribuir para a preservação ambiental, ele passa a ser um agente de transformação dentro da escola, da família e da sociedade”, ressalta a coordenadora.
Linguagem adequada a cada faixa etária
As atividades serão realizadas de forma presencial, por meio de palestras conduzidas por representantes das instituições parceiras do Cesima,
sempre com a participação da coordenação do projeto. De acordo com a faixa etária dos participantes, as abordagens serão adaptadas para garantir maior compreensão e engajamento.
As atividades abordarão conceitos básicos de meio ambiente, problemas ambientais contemporâneos, impactos das queimadas e do desmatamento, gestão da água, preservação da biodiversidade e os efeitos das mudanças climáticas na qualidade de vida da população.
Também serão discutidas responsabilidades compartilhadas entre governo, instituições e sociedade civil, além de ações práticas que podem ser incorporadas ao cotidiano, como economia de água, descarte adequado de resíduos, prevenção de queimadas e preservação das áreas verdes.
“Nosso propósito é deixar um legado que ultrapasse o momento da palestra. Queremos que os alunos levem essas reflexões para suas casas, conversem com suas famílias e se tornem multiplicadores de atitudes sustentáveis. É um investimento na educação, na cidadania e no futuro de Mato Grosso”, conclui a magistrada.
Participam da iniciativa o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPE-MT), Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), além de diversas entidades representativas do setor agropecuário e educacional.
Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

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Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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