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Atendimentos do Juizado Especial Itinerante transformam vidas em Campos de Júio

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Entre os dias 6 e 10 de abril de 2026, moradores de Campos de Júlio tiveram acesso facilitado a serviços essenciais, com a realização de mais de 150 atendimentos pelo Juizado Especial Itinerante e pelo Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Itinerante. A ação garantiu, entre outros serviços, a oficialização de 50 casamentos, promovendo segurança jurídica e a realização de sonhos.

A iniciativa integrou a programação do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (JEI/TJMT), que percorre a região de Conquista D’Oeste entre os dias 5 e 18 de abril, com o objetivo de aproximar a Justiça da população e ampliar o acesso a direitos.

Durante os cinco dias de atendimentos em Campos de Júlio, o ônibus itinerante transformou a rotina da cidade em um mutirão de cidadania, diálogo e resolução de demandas. Entre os serviços mais procurados estiveram os casamentos, marcados por emoção e novos começos para dezenas de casais.

Um dos aspectos que chamou atenção nas cerimônias foi a escolha, em alguns casos, de inversão do padrão tradicional de sobrenomes, com maridos adotando o nome das esposas. A decisão simboliza mudanças importantes nas relações familiares, reforçando a igualdade entre homens e mulheres.

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Além das celebrações, a equipe também realizou atendimentos voltados à mediação de conflitos, orientações e outros serviços, sempre com foco em soluções rápidas e consensuais.

De acordo com o gestor do ônibus itinerante, Caymmi Sousa e Silva, quem deseja participar dos atendimentos deve ficar atento à documentação necessária. Para a realização de casamento, é preciso apresentar documento de identidade, CPF e certidão de nascimento (para quem nunca foi casado). Pessoas que já foram casadas devem levar a certidão de casamento com averbação de divórcio. Caso haja filhos, também é necessário apresentar a certidão de nascimento deles. O procedimento exige ainda a presença de duas testemunhas, com documentos pessoais e comprovante de endereço.

Para divórcios, é necessário que haja acordo entre as partes. Nesses casos, devem ser apresentados documentos pessoais, comprovante de endereço e, se houver, documentos de bens a serem partilhados e também dos filhos, para definição de guarda e pensão alimentícia.

A presença do JEI em Campos de Júlio não apenas garantiu acesso à Justiça, mas também promoveu um atendimento mais próximo, humanizado e inclusivo.

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Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Magistrados e especialistas defendem fortalecimento da conciliação e redução da judicialização

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O desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), participou do Open Class “Desjudicialização e Modernização da Justiça”. O evento, na noite de sexta-feira (15), reuniu magistrados, operadores e estudantes de Direito em um espaço de debate e reflexão sobre desjudicialização, segurança jurídica, inovação tecnológica e eficiência do Poder Judiciário.
Promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região, o encontro possibilitou a análise dos desafios do sistema de Justiça, focada na racionalização da litigiosidade e no fortalecimento dos métodos adequados de resolução de conflitos. Também foi abordada a incorporação de novas tecnologias e modelos de gestão judicial.
O debate contou com palestras do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além deles, palestraram o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Guilherme Caputo Bastos, o também ministro da Corte Trabalhista, Alexandre Ramos, e o advogado Georges Abboud.
O desembargador Mário Kono avaliou que o evento foi importante para mostrar que o sistema de Justiça está passando por uma transformação, sendo necessário alcançar novos modelos para atender com eficiência as finalidades procuradas pela sociedade. Para ele, é preciso buscar novos métodos e técnicas para apresentar soluções mais rápidas, sem passar pelo processo de judicializacao.
“Se nós formos ver, a história nos revela isso desde as tribos mais primitivas. Confúcio, cerca de 500 anos antes de Cristo, já falava da necessidade de conciliar. Devemos trabalhar com as próprias partes em busca de resolver as situações de uma forma que atenda ambas. Com isso, vamos conseguir chegar a resultados mais satisfatórios”, comentou.
De acordo com o ministro Gilmar Mendes, o Brasil tem, atualmente, uma das maiores judicializações do mundo, ultrapassando a marca dos 80 milhões de processos. Nesse contexto, ele apontou que o debate sobre esse tema e a modernidade do Poder Judiciário são fundamentais para reduzir os processos e atender as pretensões de quem busca a Justiça.
“Extremamente importante que nós estejamos discutindo isso. A academia traz a sua visão, contribuições, as reflexões e influência nesse processo, permitindo, inclusive, a nós, magistrados, sairmos daqui mais iluminados. Também temos a oportunidade, enquanto autores de jurisprudência, de explicarmos as razões de determinadas decisões, porque chegamos a determinadas conclusões. Esse diálogo é extremamente enriquecedor”, argumentou.
Sobre o evento
A Open Class “Desjudicialização e Modernização da Justiça” é um evento jurídico-acadêmico voltado à discussão dos principais desafios enfrentados pelo sistema de Justiça brasileiro na contemporaneidade, especialmente diante da crescente necessidade de mecanismos mais céleres, eficientes e acessíveis para a resolução de conflitos.
O encontro reuniu importantes autoridades do cenário jurídico nacional, proporcionando um ambiente de debate qualificado sobre temas relacionados à desjudicialização, métodos adequados de solução de conflitos, inovação tecnológica no Poder Judiciário, transformação digital da Justiça e modernização das instituições jurídicas.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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