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Apiacás recebe 102ª Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher em MT

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Foto em grupo da Rede de Enfrentamento em Apiacás. Homens e mulheres posam à frente de um telão, ladeados pelo brasão da prefeitura e o banner da CEMULHERO município de Apiacás passou a integrar oficialmente a Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, tornando-se a 102ª rede implantada em Mato Grosso. O ato de implantação aconteceu na manhã desta quinta-feira (12), com a assinatura de um Termo Técnico de Cooperação. Mais que um ato formal, a ação representa a organização de um fluxo integrado de atendimento, prevenção e responsabilização, garantindo que a mulher vítima de violência não percorra caminhos isolados ou fragmentados em busca de ajuda.

A iniciativa é articulada pela Coordenadoria Estadual da Mulher do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (Cemulher), sob coordenação da desembargadora Maria Erotides Kneip, e reúne Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Executivo Municipal, forças de segurança, OAB e demais órgãos da rede de proteção.

O juiz titular da Comarca de Apiacás, Lawrence Pereira Midon, destacou que a rede consolida uma atuação conjunta diante de uma das mais graves violações de direitos humanos. Segundo o magistrado, a atuação coordenada evita a revitimização da mulher e fortalece tanto a prevenção quanto a responsabilização do agressor.

“A Rede representa a consolidação de uma atuação integrada, contínua e eficaz. A violência doméstica não se resolve de forma isolada pelo Poder Judiciário. Ela exige articulação entre todos os órgãos da rede de proteção. A Rede permite que cada instituição atue dentro de sua competência, mas de forma coordenada. Isso fortalece o acolhimento humanizado, garante maior efetividade às medidas protetivas e contribui para políticas públicas mais eficazes”, destacou o magistrado.

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Intervenção em Rede

O prefeito de Apiacás, Júlio Cesar dos Santos, reafirmou o compromisso do município com a iniciativa. “Agradeço ao Poder Judiciário, que sempre foi parceiro do município. Apiacás está abraçada com todos os poderes para fazer o melhor pelas mulheres da nossa cidade”, disse.

A Defensoria Pública também destacou a urgência da ação. Para o defensor Leandro Martins de Oliveira, a rede vai além do atendimento imediato. “Essa iniciativa do Tribunal de Justiça é fundamental, necessária e urgente. Ela traz mais garantias, mais segurança e contribui para uma mudança cultural em relação à violência contra as mulheres”, destacou.

Já o representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Anderson Davi Maciel dos Santos, ressaltou que a comunicação entre os órgãos é peça-chave para que a Rede funcione de maneira efetiva.

“Talvez o que faltava fosse essa integração e boa comunicação entre todos os entes. Não basta apenas punir, é preciso conscientizar, envolver a sociedade, trabalhar o respeito mútuo e prevenir. Essa iniciativa do Tribunal é fantástica”, avaliou Anderson Santos.

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Estiveram presentes na assinatura do Termo de Cooperação Técnica o juiz titular da Comarca de Apiacás, Lawrence Pereira Midon; o prefeito do município, Júlio Cesar dos Santos; a vice-prefeita de Apiacás, Fabiana Patrícia Pessoa; o promotor de Justiça Adalberto Biazotto Júnior; o defensor público Leandro Martins de Oliveira; o delegado da Polícia Civil Matheus do Prado Oliveira; o capitão da Polícia Militar Luís Gustavo de Amaral Amarante; a vereadora Caroline Alvares Costa Torres Felix; a secretária de Assistência Social, Karyne Scorsatto Hory; o secretário de Educação, José Roberto Ferreira da Silva; o colegiado de conselheiros do Conselho Tutelar; Francisco Ceciliano Bialeski, representando o Conselho de Segurança Pública; Anderson Davi Maciel dos Santos, representando a OAB; e Kleber Ramalho Lemes, gestor do Fórum da Comarca de Apiacás.

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Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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