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82 anos de justiça e cidadania: Comarca de Guiratinga celebra trajetória a serviço da população

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A Comarca de Guiratinga completa 82 anos nesta quarta-feira (31 de dezembro) reafirmando seu compromisso com a prestação jurisdicional próxima, eficiente e socialmente responsável para os municípios e distritos sob sua jurisdição.

Criada pelo Decreto-Lei nº 545, de 31 de dezembro de 1943, a Comarca é classificada como de Entrância Inicial e conta com Vara Única. Atualmente, a unidade é conduzida pelo juiz de Direito e diretor do foro Aroldo José Zonta Burgarelli, e dispõe de uma estrutura formada por 21 servidores, além de um conciliador, dois estagiários, seis colaboradores e dois credenciados, que atuam de forma integrada para garantir o atendimento à população.

Com um acervo de 1.534 processos em trâmite, a Comarca atende os municípios de Guiratinga e Tesouro, além dos distritos de Alcantilado, Vale Rico, Batovi e Cassununga, assegurando o acesso à Justiça em uma ampla região do sul de Mato Grosso.

Entre as ações de destaque está o projeto de destinação de verbas públicas oriundas de penas pecuniárias e transações penais ao fortalecimento de entidades previamente cadastradas. A iniciativa já beneficiou instituições como a Casa de Idosos de Guiratinga Madre Gaetana Sterni e o Rotary Club de Guiratinga, reforçando o papel social do Judiciário e seu impacto direto na comunidade local.

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Ao longo de sua história, a Comarca de Guiratinga contou com a atuação de diversos magistrados que contribuíram para sua consolidação institucional. Entre eles estão William Droghik, Oscar César Ribeiro Travassos, Odiles Freitas Souza, Mauro José Pereira, Elcio Sabo Mendes, Frederico Galembeck, Omar Rodrigues de Almeida, Manoel Ribeiro Filho, Aparecido Chagas, Realino da Rocha Bastos, Geraldo José de Freitas, Disney Oliver Sivieri, Permínio Galdino Cortez, Onivaldo Budny, Lídio Modesto da Silva Filho, Francisco Alexandre Ferreira Mendes Neto, Cláudia Beatriz Schmidt, Helícia Vitti Lourenço, Jean Garcia de Freitas Bezerra e Nádia Beatriz Farias da Silva.

Um aspecto marcante da trajetória da Comarca é sua origem histórica, ligada ao antigo município de Santa Rita do Araguaia. Em meio a transformações político-administrativas e territoriais no Estado, a sede foi transferida para o então Lageado, local que mais tarde passou a se chamar Guiratinga, em período possivelmente anterior a 1943.

Autor: Adellisses Magalhães

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

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Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

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Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

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Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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