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7ª Corrida do Judiciário: servidores destacam evento como incentivo à qualidade de vida

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A 7ª edição da Corrida do Judiciário será realizada no dia 9 de novembro, com largada às 6h, e chegada em frente ao Fórum de Cuiabá. A iniciativa, voltada à promoção da saúde e do bem-estar, tem sido avaliada por servidores e servidoras do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) como um importante incentivo à adoção de hábitos saudáveis e à melhoria da qualidade de vida, além de fortalecer o espírito de integração entre colegas e a comunidade.
As inscrições estão disponíveis no site da Acrono Esportes, clicando neste link.
A prova contará com as modalidades 2 km (caminhada), 5 km e 10 km (corrida), nas categorias público geral, magistrados(as)/servidores(as) e pessoas com deficiência (PCD), todas subdivididas em masculino e feminino. A corrida é promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), sob a coordenação do desembargador Rodrigo Roberto Curvo, em parceria com a Associação Mato-grossense de Magistrados (AMAM).
Homem de cabelos grisalhos e óculos sorri durante corrida em parque arborizado, usando camiseta escura e colares prateados.O analista aposentado do TJMT José Macias Júnior já confirmou presença. Praticante de caminhada e outras atividades físicas, ele ressalta que a corrida traz benefícios ao corpo e à mente e reconhece a importância do incentivo institucional a práticas saudáveis.
“Essa iniciativa do Tribunal e da AMAM é muito boa, pois a corrida é um exercício que abre a mente e libera o corpo de muita energia negativa. A gente tem que viver bem, pois dessa forma a vida fica mais fácil e tranquila. E no exercício a gente aprende a lidar com a mente, com o corpo e se torna uma pessoa mais feliz. Vou chegar aos meus 70 anos em novembro e sempre tive uma vida voltada para os esportes”, relata.
Para apoiar a preparação dos(as) participantes, a Divisão de Qualidade de Vida, Integração e Cultura do Departamento de Saúde do TJMT organiza um grupo de treinos com acompanhamento de profissional de educação física, às terças e quintas-feiras, às 6h, no Parque das Águas.
Mulher de camiseta laranja faz alongamento de braço à beira de um lago, com céu nublado e prédios ao fundo.A assessora jurídica Thaynã Couto, que participará pela terceira vez, destaca os ganhos progressivos do treinamento: “O processo é longo, mas a cada dia a gente evolui um pouquinho mais. Os treinos vão ajudar a respirar um pouquinho melhor ou a não parar, correr o tempo inteiro, principalmente no percurso que tem algumas subidas e é bem desafiador”.
Premiação e reconhecimentos
• 10 km (público geral): R$ 800 (1º), R$ 600 (2º) e R$ 400 (3º).
• 5 km (público geral): R$ 600 (1º), R$ 400 (2º) e R$ 200 (3º).
• Medalha especial ao(à) 1º colocado(a), masculino e feminino, de cada faixa etária, nas modalidades público geral e servidor ou magistrado do TJMT.
• O(a) atleta PCD que chegar em primeiro lugar em sua categoria recebe troféu.
Valores de inscrição
• R$ 150,00 para comunidade em geral, magistrados(as) e servidores(as) do Poder Judiciário (acréscimo de taxa administrativa de R$ 10,00);
• R$ 75,00 para idosos (60+), acrescido de taxa administrativa de R$ 10,00;
• Gratuita para PCDs, mediante atestado ou laudo médico emitido nos últimos 90 dias.
Percursos



Autor: Bruno Vicente

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Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Promotora do MPPR apresenta estratégias de inteligência para fortalecer execução penal

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Três pessoas sentadas em poltronas bege sobre um palco debatem. Ao fundo, telão exibe o título O combate ao crime organizado passa, cada vez mais, por uma guerra silenciosa de informações. Foi com esse alerta que a promotora de Justiça do Paraná, Janaína Bruel Marques, conduziu o Painel 3 do Encontro Técnico “Inteligência na Execução Penal e a Importância da Ressocialização”, realizado nesta quinta-feira (28), na sede das Promotorias de Justiça de Cuiabá. O evento, promovido em parceria pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e pelo Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), reúne representantes do sistema de justiça, segurança pública e especialistas de diversos estados para debater estratégias de inteligência, combate às facções criminosas e ressocialização no sistema prisional.

Durante a palestra “Estratégias de Inteligência na Fiscalização e Atuação na Execução Penal”, Janaína apresentou casos concretos conduzidos pelo núcleo de inteligência do Ministério Público do Paraná (MPPR) e mostrou como o cruzamento de dados, o compartilhamento de informações entre instituições e o monitoramento permanente das organizações criminosas têm auxiliado promotores e forças de segurança em investigações e na fiscalização da execução penal.

“Eu acredito que a existência das facções é um grande dificultador para a ressocialização. O preso acaba refém dessas organizações criminosas”, afirmou a promotora ao defender que o enfrentamento ao crime organizado exige ações em duas frentes: o enfraquecimento financeiro das facções e o fortalecimento do Estado nas áreas mais vulneráveis.

Uma mulher de cabelos escuros presos, veste blusa preta, fala em um microfone, sentada em uma poltrona. Segundo Janaína Bruel Marques, o trabalho desenvolvido pelo núcleo de inteligência do MPPR não se confunde com investigação criminal. Ela explicou que a inteligência atua de forma permanente, produzindo conhecimento estratégico para subsidiar a tomada de decisões de promotores, magistrados e forças de segurança. “A inteligência pode ser o caminho iluminado da investigação”, resumiu.

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A promotora destacou que a atividade de inteligência do Ministério Público ainda é recente no país. A doutrina específica da área, aprovada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foi consolidada apenas em 2023.


Integração entre instituições

Na avaliação da promotora, a integração entre Ministério Público, Judiciário e forças policiais é um dos principais instrumentos para ampliar a efetividade das ações contra o crime organizado. “Esse compartilhamento de informações e de troca de experiências é fundamental para o aprimoramento das nossas atividades”, afirmou.

Ao longo da apresentação, Janaína detalhou operações realizadas a partir do compartilhamento de dados entre agências de inteligência de diferentes estados. Um dos exemplos citados foi uma investigação sobre integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC), iniciada após o compartilhamento de materiais apreendidos em São Paulo.

Segundo ela, o trabalho conjunto permitiu identificar lideranças da facção em diferentes estados e resultou em operações integradas envolvendo órgãos de segurança pública e o Ministério Público.

A promotora também relatou situações em que o trabalho de inteligência ajudou a identificar fraudes em processos de execução penal, falsificações de documentos para obtenção de benefícios e até homicídios forjados como suicídios dentro de unidades prisionais.

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Em um dos casos apresentados, o núcleo de inteligência percebeu um aumento incomum de supostos suicídios em presídios do Paraná. Após análise detalhada das ocorrências, descobriu-se que parte das mortes eram, na verdade, execuções determinadas por facções criminosas e simuladas como enforcamentos. “Só através da inteligência a gente consegue entender e enxergar esse cenário todo e não trabalhando processo por processo”, explicou.


Ressocialização e presença do Estado

Ao encerrar a palestra, Janaína defendeu que o combate às facções criminosas não depende apenas de repressão, mas também do fortalecimento das políticas públicas nas comunidades vulneráveis.

Ela citou que organizações criminosas acabam ocupando espaços deixados pelo poder público, oferecendo ajuda financeira, assistência às famílias de presos e até serviços básicos em determinadas regiões. “O discurso das facções é sempre de acolhimento contra o Estado opressor. Então, precisamos fortalecer o Estado onde ele não está presente”, pontuou.

A promotora também ressaltou que ações de inteligência precisam caminhar junto com o respeito aos direitos fundamentais e à garantia de uma execução penal justa. “Não é para impedir direitos. É para garantir o cumprimento de uma pena justa, nem mais e nem menos do que foi determinado pelo Poder Judiciário”, concluiu.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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