O Twitter enviou uma carta à Meta ameaçando mover um processo contra a empresa por conta do lançamento do Threads , rede social atrelada ao Instagram que imita o Twitter.
O documento foi revelado pelo site estadunidense Semafor, e é assinado por Alex Spiro, advogado do Twitter. No texto, Spiro afirma que a Meta se envolveu em “apropriação indevida sistemática, intencional e ilegal de segredos comerciais do Twitter” para criar o Threads.
O Twitter acusa a Meta de ter contratado dezenas de ex-funcionários da empresa que sabiam de seus segredos comerciais para utilizá-los na criação do Threads.
“A Meta designou deliberadamente esses funcionários para desenvolver, em questão de meses, o aplicativo imitador Threads da Meta com a intenção específica de usar os segredos comerciais do Twitter e outras propriedades intelectuais para acelerar o desenvolvimento do aplicativo concorrente da Meta, em violação de ambos os estados e a lei federal, bem como as obrigações contínuas desses funcionários com o Twitter”, diz o email.
No texto, Spiro afirma que o Twitter “pretende fazer cumprir rigorosamente seus direitos de propriedade intelectual”, e afirma que a Meta deve estar preparada para enfrentar a empresa na Justiça.
Por enquanto, nem o Twitter nem a Meta comentaram oficialmente o email divulgado pelo Semafor. Através do Threads, porém, o diretor de comunicação da Meta, Andy Stone, compartilhou a notícia e escreveu: “Para ser claro: ninguém na equipe de engenharia do Threads é um ex-funcionário do Twitter – isso simplesmente não existe”. No Twitter, Musk afirmou que “competir é bom, trapacear não”.
Threads
Lançado nesta quarta-feira (5), o Threads é um aplicativo de textos curtos bastante similar ao Twitter. Nele, é possível fazer publicações de até 500 caracteres, além de postar fotos e vídeos. Horas após o lançamento, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, afirmou que a novidade havia atingido 30 milhões de usuários.
A nova rede social é completamente associada ao Instagram, importando perfil e seguidores. Não é possível criar uma conta no Threads sem ser um usuário do Instagram.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.