O processo movido por usuários do TikTok em Montana , nos Estados Unidos, que se opõe ao banimento do aplicativo no estado está sendo financiado pelo próprio TikTok, de acordo com o jornal estadunidense The New York Times.
Depois de alguns usuários que processaram o estado afirmarem ao jornal que o TikTok está pagando por todos os custos do processo, a própria empresa admitiu o financimento.
“Muitos criadores expressaram grandes preocupações, tanto privada quanto publicamente, sobre o impacto potencial da lei de Montana em seus meios de subsistência. Apoiamos nossos criadores na luta por seus direitos constitucionais”, afirmou Jodi Seth, porta-voz do TikTok.
Em maio, o governador de Montana, Greg Gianforte, decidiu banir o TikTok de todo o estado . A medida, prevista para entrar em vigor no início do ano que vem, é a primeira deste tipo nos Estados Unidos.
Logo depois do decreto, usuários do aplicativo em Montana passaram a processar o estado, afirmando que o banimento do TikTok viola a Constituição estadunidense ao impedir a liberdade de expressão. Cerca de cinco dias depois, o próprio TikTok também abriu um processo sobre o caso.
Ao New York Times, os usuários que abriram o processo contam que já tinham se posicionado contra a medida na rede social, alguns até levantando hashtags, quando foram contatados pelo TikTok sobre a possibilidade de entrarem na Justiça contra o estado, sem precisarem pagar por isso. Os entrevistados disseram ter aceitado abrir o processo por acreditarem na causa.
Por lei, o TikTok não é obrigado a revelar quais processos financia. Neste caso, a estratégia da plataforma foi enfatizar que o banimento não afeta somente a empresa, mas também os interesses dos próprios cidadãos de Montana.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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