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Threads ainda não foi lançado na União Europeia; por quê?

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Threads ainda não chegou à União Europeia
Reprodução/Google Play Store

Threads ainda não chegou à União Europeia

Sucesso em todo o mundo, o Threads , nova rede social do Instagram para competir com o Twitter, ainda não foi lançado em países da União Europeia (UE). E o motivo disso são as leis locais, conhecidas por serem mais rigorosas quanto à proteção de dados e à concorrência.

A Meta não informa o motivo exato pelo Threads não ter sido lançado na UE. “Gostaríamos de oferecer Threads na UE ao mesmo tempo que em outros mercados, e o aplicativo atende aos requisitos do GDPR [lei local para proteger dados pessoais, similar à LGPD brasileira] hoje. Mas construir esta oferta tendo como pano de fundo outros requisitos regulatórios que ainda não foram esclarecidos poderia levar muito mais tempo e, diante dessa incerteza, priorizamos oferecer esse novo produto ao maior número possível de pessoas”, escreveu Rob Sherman, vice-diretor de privacidade da Meta, em uma publicação no Threads.

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Apesar da empresa não confirmar oficialmente, os “outros requisitos regulatórios” citados pelo executivo muito provavelmente dizem respeito à Lei de Mercados Digitais (DMA, na sigla em inglês), aprovada na UE no ano passado.

A lei visa, sobretudo, garantir a concorrência no mercado de tecnologia. Para isso, empresas do setor, sobretudo as gigantes como Meta, Google e Amazon, estão sujeitas a novas regras.

A legislação, porém, ainda traz algumas incertezas, já que as empresas receberão orientações dos reguladores europeus nos próximos meses. É possível, portanto, que a Meta tenha segurado o lançamento do Threads na UE para garantir que não sofresse sanções localmente.

Um dos pontos principais da DMA é a proibição da chamada autopreferência, termo usado quando uma empresa promove suas próprias ferramentas em detrimento da concorrência. A lei impede, por exemplo, que o Google mostre seus produtos no topo das pesquisas dos usuários ou que a Amazon dê preferência aos seus produtos em detrimento do marketplace.

No caso do Threads, é bastante provável que o fato da única opção de login ser através do Instagram infrinja a lei. Isso porque a nova rede social “força” usuários a terem uma conta no Instagram. Se a UE der alguma orientação neste sentido, é possível que a Meta libera outras formas de login no bloco.

No Brasil, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), responsável pela aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), está realizando estudos para avaliar se o Threads respeita a legislação local.

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“A ANPD está ciente de que a Threads ainda não foi lançada na União Europeia, em virtude das preocupações da empresa com a conformidade às regulações de proteção de dados e concorrenciais do bloco. A ANPD seguirá acompanhando as ações de outras autoridades de proteção de dados e considera o contexto global em suas análises”, diz o órgão.

A reportagem entrou em contato com a Meta, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: Tecnologia

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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; entenda

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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira

O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.

Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.

Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.

De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.

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Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.

Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.

Pesquisa feita por cientistas que atuam em Stanford e Berkeley revelou que os modelos de linguagem desenvolvidos pela OpenAI apresentaram alterações significativas em seu desempenho ao longo de alguns meses.

Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.

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O Google liberou semana passada o acesso ao Bard no Brasil . A ferramenta, que concorre diretamente com o ChatGPT, está disponível em 40 idiomas, incluindo o português brasileiro.

O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.

Fonte: Tecnologia

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