WhatsApp agora permite acessa mesma conta em até 5 celulares
O WhatsApp anunciou nesta semana um recurso bastante pedido por usuários que permite que uma mesma conta seja acessada em vários smartphones ao mesmo tempo. Além do aparelho principal, outros quatro podem usar a mesma conta no mensageiro.
Apesar de bastante útil, o recurso pode representar riscos de segurança, afirma Fabio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky para a América Latina. Para o especialista, cibercriminosos podem se aproveitar da novidade para invadir contas no WhatsApp.
Isso porque outros celulares poderão ser usados em uma mesma conta através de um código QR, assim como já acontece para utilizar o WhatsApp no computador.
“Caso esse código seja capturado de alguma forma através de engenharia social, um trojan, um simples print da tela ou alguma outra técnica, isso possibilitará o sequestro da conta para fins maliciosos”, alerta Fabio. “Resta agora saber quando o novo recurso será abusado pelos cibercriminosos brasileiros”, completa.
A engenharia social citada por Fabio é o nome usado para uma técnica na qual cibercriminosos manipulam as vítimas para obterem acesso a determinados dados pessoais. Os hackers poderiam, portanto, convencer um usuário do WhatsApp a passar o código QR em questão para ele, utilizando motivos diversos como desculpa.
Para evitar cair em golpes como esse, é importante ter cuidado com capturas de tela, além de não enviar dados confidenciais para outras pessoas. Caso perceba que sua conta foi invadida, também é possível desconectá-la de todos os dispositivos além do principal. Para isso:
Clique no menu dos WhatsApp;
Toque em “Aparelhos conectados”;
Clique no dispositivo desejado e toque em “Desconectar”.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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