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Musk e especialistas pedem pausa em testes com inteligência artificial

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Experimentos de inteligência artificial devem ser pausados, pedem pesquisadores
Unsplash/Franck V

Experimentos de inteligência artificial devem ser pausados, pedem pesquisadores

Centenas de pesquisadores e empresários assinaram uma carta aberta pedindo para que empresas de tecnologia pausem seus experimentos em inteligência artificial (IA). A carta conta com assinaturas de nomes como Elon Musk, CEO da Tesla, SpaceX e Twitter, Steve Wozniak, cofundador da Apple, Jaan Tallinn, cofundador do Skype, e Evan Sharp, cofundador do Pinterest. O número de apoiadores do texto, que pode ser assinado por qualquer pessoa, já ultrapassa mil.

Na carta, os assinantes pedem para que as empresas pausem os experimentos em inteligência artificial por seis meses para que protocolos de segurança sejam inseridos nos sistemas. O texto critica o modo de fazer de “publicar depois corrigir”, adotado, por exemplo, pela OpenAI ao permitir que o público usasse o ChatGPT sem que ele estivesse pronto, o que gerou problemas com desinformação e discurso de ódio.

A carta afirma que os produtos de inteligência artificial não estão sendo planejados e gerenciados com cuidados suficientes, o que pode causar problemas. “Nos últimos meses, foi visto laboratórios de IA travados em uma corrida descontrolada para desenvolver e implantar mentes digitais cada vez mais poderosas que ninguém – nem mesmo seus criadores – pode entender, prever ou controlar de forma confiável”, diz o texto.

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“Devemos arriscar perder o controle de nossa civilização?”, questiona a carta, que defende que “sistemas poderosos de IA devem ser desenvolvidos apenas quando estivermos confiantes de que seus efeitos serão positivos e seus riscos serão administráveis”.

No texto, os assinantes pedem para que as empresas pausem os treinamentos de sistemas de IA “mais poderosos que o GPT-4”. Anunciado pela Open AI, o GPT-4 é um sistema avançado de inteligência artificial, mais poderoso que o ChatGPT, que já é usado por algumas companhias.

“Isso não significa uma pausa no desenvolvimento da IA ​​em geral, apenas um retrocesso na corrida perigosa para modelos de caixa preta cada vez maiores e imprevisíveis com capacidades emergentes. A pesquisa e o desenvolvimento de IA devem ser reorientados para tornar os sistemas avançados e poderosos de hoje mais precisos, seguros, interpretáveis, transparentes, robustos, alinhados, confiáveis ​​e leais”, diz a carta.

O texto ainda define uma série de parâmetros para manter as inteligências artificias seguras, e pede que governos intervenham para que eles se tornem obrigatórios.

Atualmente, algumas legislações sobre inteligência artificial avançam na Europa e no Canadá, por exemplo, exigindo parâmetros básicos de transparência e segurança para o desenvolvimento de novas inteligências artificiais.

No Brasil, existe o Projeto de Lei 21/2020, conhecido como Marco Legal da Inteligência Artificial, que foi aprovado no plenário da Câmara dos Deputados em 2021, mas não chegou a ser votado no Senado.

No ano passado, uma comissão de juristas do Senado elaborou um substitutivo a partir deste PL da Câmara e de outros dois apresentados no Senado, que ainda precisa ser discutido antes de ser votado nas duas Casas.

Fonte: Tecnologia

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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; entenda

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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
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Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira

O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.

Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.

Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.

De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.

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Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.

Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.

Pesquisa feita por cientistas que atuam em Stanford e Berkeley revelou que os modelos de linguagem desenvolvidos pela OpenAI apresentaram alterações significativas em seu desempenho ao longo de alguns meses.

Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.

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O Google liberou semana passada o acesso ao Bard no Brasil . A ferramenta, que concorre diretamente com o ChatGPT, está disponível em 40 idiomas, incluindo o português brasileiro.

O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.

Fonte: Tecnologia

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