A Meta anunciou na última sexta-feira (16) que está desenvolvendo uma inteligência artificial capaz de criar gravações de voz a partir de texto, editar áudios, imitar a voz de usuários e até permitir que uma pessoa fale em outros idiomas.
A novidade, chamada de Voicebox, está em estágio experimental e, por enquanto, não pode ser utilizada pelo público geral.
Uma das principais tarefas que a inteligência artificial consegue executar é permitir que uma pessoa fale em outro idioma com a própria voz. Para isso, o Voicebox processa um áudio do usuário e cria uma voz artificial muito similar à original, permitindo que ela leia textos em seis idiomas (inglês, francês, alemão, espanhol, polonês e português).
Além de falar em outros idiomas, as vozes artificiais permitem mais acessibilidade. Um usuário com deficiência visual, por exemplo, pode ouvir mensagens escritas de seus amigos e familiares com vozes que imitam essas pessoas, ao invés de ouvi-las em vozes completamente artificiais, como as dos assistentes virtuais.
Neste aspecto, o recurso é bastante similar ao Personal Voice, anunciado pela Apple em maio . A novidade vai permitir que usuários de iPhones e iPads criem vozes artificiais idênticas às suas.
Indo além
Além de imitar usuários, o Voicebox da Meta também tem outras funções bastante interessantes. A inteligência artificial pode ajudar criadores de conteúdo a editarem áudios.
O sistema consegue, por exemplo, identificar ruídos em um áudio (como buzina ou latido de cachorro), removê-los e substituir o trecho gravado por uma voz idêntica à original, sem a necessidade de regravações.
“No futuro, os modelos de inteligência artificial generativa multiuso, como o Voicebox, poderão fornecer vozes com som natural a assistentes virtuais e personagens não-jogáveis no metaverso”, afirma a Meta.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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