Uma falha nos sistemas da Microsoft permitia que resultados da busca do Bing fossem modificados e que dados de usuários do Teams, Outlook e Office 365 fossem violados. A descoberta foi feita por pesquisadores de segurança da Wiz.
O erro foi originado em uma configuração incorreta no Azure, serviço de computação em nuvem da Microsoft. Com essa falha, o sistema permitia que qualquer usuário do Azure acessasse dados de outros usuários, além de fazerem modificações no sistema.
Os pesquisadores da Wiz conseguiram, por exemplo, mudar resultados da busca do Bing e ler emails, conversas e eventos de outras pessoas no Outlook e no Teams. De acordo com a pesquisa, a falha atingiu mais de mil aplicativos e sites na nuvem da Microsoft.
Não há evidências de que a falha foi explorada por hackers, mas o erro poderia ter sido usado para coletas massivas de dados pessoais ou para espalhar campanhas de desinformação no Bing, por exemplo.
Apesar de ter vindo a público apenas nesta semana, a falha foi descoberta pela Wiz em janeiro. Os pesquisadores alertaram a Microsoft em 31 de janeiro, e a falha foi corrigida em 2 de fevereiro.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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