Dois aplicativos para Android se disfarçam de gerenciadores de arquivos para rastrear dados pessoais dos usuários, de acordo com descoberta da empresa de cibersegurança Pradeo.
Os aplicativos são o ‘File Recovery & Data Recovery’ e o ‘File Manager’, ambos do mesmo desenvolvedor. De acordo com a Pradeo, os apps roubam dados dos usuários e enviam para diversos servidores, a maior parte deles na China.
A empresa de cibersegurança avisou o Google sobre as ações maliciosas dos aplicativos. No momento da publicação desta reportagem, os aplicativos não estão mais disponíveis na Google Play Store.
Como funciona o golpe
Os aplicativos se disfarçam de gerenciadores de arquivos mas, na realidade, são utilizados para roubar dados pessoais dos usuários. Dentre eles, estão:
Listas de contatos dos usuários do próprio dispositivo e de todas as contas conectadas, como e-mail e redes sociais;
Imagens, áudios e vídeos;
Localização do usuário em tempo real;
Código do país;
Nome do provedor de rede;
Código de rede do provedor de SIM;
Número da versão do sistema operacional, que pode levar à exploração vulnerável do sistema;
Para se disfarçar, os aplicativos utilizam algumas técnicas. A primeira delas é inflar o número de usuários. Juntos, os apps tinham mais de 1,5 milhão de dowloads, mas não tinham avaliações. Segundo a Pradeo, isso é um indicativo de que os hackers manipularam os downloads para parecer que os aplicativos eram confiáveis.
Uma vez instalados, os aplicativos usam outras duas técnicas para conseguirem roubar dados. A primeira é forçar a reinicialização do celular de vez em quando – assim, o app consegue se manter em funcionamento em segundo plano. A segundo estratégia é ficar com o ícone ocultado, fazendo com que o usuário se esqueça de que tem o app baixado e, portanto, não o exclua.
Como se proteger
Se você tem um desses aplicativos baixados no seu celular, é essencial fazer a exclusão. Para não cair em fraudes como essa no futuro, veja algumas dicas:
Antes de baixar um app, confira se o número de downloads condiz com o número de comentários. Se houver milhares ou milhões de downloads e nenhum ou poucos comentários, desconfie;
Sempre leia os comentários, sobretudo os negativos;
Desconfie de aplicativos que pedem permissões não relacionadas ao seu uso. Por exemplo, se um aplicativo de calculadora solicitar acesso às suas fotos, desconfie;
Pesquise sobre a desenvolvedora do aplicativo e opte pelas opções mais confiáveis;
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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