Hackers apostam no ransomware e Brasil é um dos países mais afetados
O Brasil é o quinto país mais afetado economicamente pelo cibercrime em todo o mundo, de acordo com relatório do Internet Crime Complaints Center. Estima-se que o país perca US$ 22,5 bilhões anualmente com fraudes digitais.
O país que mais tem prejuízos em todo o mundo é a China, com custo estimado em US$ 118,4 bilhões anuais. Confira o top 10:
1. China – US$ 118,4 bilhões
2. Aleamanha – US$ 43,2 bilhões
3. Reino Unido – US$ 32,9 bilhões
4. Austrália – US$ 23 bilhões
5. Brasil – US$ 22,5 bilhões
6. Índia – US$ 15,7 bilhões
7. Holanda – US$ 10,2 bilhões
8. México – US$ 7,7 bilhões
9. França – US$ 7,1 bilhões
10. Estados Unidos – US$ 6,9 bilhões
O Brasil também aparece entre os 10 países que mais são alvos de ataques de ransomware, sendo atingido por 1,5% de todos os ataques deste tipo no mundo, segundo estudo inédito da ThreatX, solução de Threat Intelligence e Brand Monitoring da Clearsale.
Ransomware é um tipo de sistema malicioso que sequestra informações de um dispositivo. Geralmente, os hackers atacam sistemas de governos ou de empresas para pedir um resgate para devolver o acesso aos dados, ameaçando as instituições de vazamentos.
De acordo com o estudo ThreatX, o Brasil foi o décimo maior alvo de ataques de ransomware em 2022. Veja a lista:
1. Estados Unidos – 39,1% dos ataques de ransomware no mundo
2. Reino Unido – 6,3% dos ataques de ransomware no mundo
3. França – 6,1% dos ataques de ransomware no mundo
4. Alemanha – 4,6% dos ataques de ransomware no mundo
5. Espanha – 4,3% dos ataques de ransomware no mundo
6. Itália – 3,8% dos ataques de ransomware no mundo
7. Canadá – 2,8% dos ataques de ransomware no mundo
8. Japão – 2,1% dos ataques de ransomware no mundo
9. Austrália – 2,1% dos ataques de ransomware no mundo
10. Brasil – 1,5% dos ataques de ransomware no mundo
Ainda de acordo com o relatório da ThreatX, a média global de tempo gasto para identificar um ataque de ransomware é de 237 dias, enquanto o tempo médio para conter o ataque é de 89 dias, resultando em um ciclo de vida total de 326 dias.
Em 2022, 11% das violações de dados em todo o mundo foram causadas por ataques de ransomware. O número cresceu em comparação ao ano anterior, quando era de 7,8%.
Google testa inteligência artificial para escrever notícias; confira
O Google está atualmente desenvolvendo uma ferramenta de IA generativa, projetada para auxiliar jornalistas em seu trabalho. Denominada “Genesis”, a plataforma tem como objetivo absorver informações detalhadas sobre eventos recentes e produzir notícias.
Segundo uma reportagem do The New York Times, o Google fez uma apresentação da ferramenta Genesis para executivos de alguns dos principais jornais dos Estados Unidos, incluindo o próprio NYT, o The Washington Post e a News Corp, empresa detentora do The Wall Street Journal. A apresentação revelou detalhes sobre o funcionamento da ferramenta de IA generativa voltada para auxiliar jornalistas em suas atividades.
Representante do Google, Jean Crider afirmou que “estamos em estágios iniciais de ideias para fornecer ferramentas de IA que auxiliem os jornalistas em seus trabalhos”, enfatizando a intenção de estabelecer parcerias com editores de notícias no desenvolvimento da iniciativa.
De acordo com pessoas que estiveram presentes na apresentação, o Google tem a convicção de que a IA poderá atuar como uma assistente no trabalho de jornalistas, automatizando o processo de produção de notícias.
Contudo, nem todos ficaram completamente convencidos com a abordagem do Google. Alguns executivos, que preferiram manter o anonimato, revelaram ao New York Times que a proposta da IA desvaloriza os esforços dos profissionais da área em termos de apuração e produção de notícias.
Atualmente, alguns veículos de comunicação já estão empregando Inteligências Artificiais generativas para criar conteúdo, porém, as publicações de notícias têm sido cautelosas em sua adoção, principalmente devido a preocupações relacionadas à tendência da tecnologia de gerar informações factualmente incorretas.
Os pesquisadores constataram que a precisão das respostas geradas pareceu diminuir com o passar do tempo, corroborando os relatos de usuários sobre as versões mais recentes do software apresentando uma aparente “queda de inteligência”. Usuários têm relatado há mais de um mês a percepção de uma queda na qualidade da plataforma.
O Bard funciona de forma bastante similar ao ChatGPT, conseguindo responder perguntas, resumir textos, dar ideias sobre diversos assuntos, escrever e-mails e muito mais.
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