Política MT

Wilson Santos busca solução junto à Setasc para crise financeira enfrentada por 16 mil pescadores de MT

Publicado em

Diante do atraso no pagamento do Seguro-Defeso, benefício do governo federal, o deputado estadual Wilson Santos (PSD) constatou a grave situação financeira enfrentada por famílias que dependem da atividade pesqueira, suspensa desde 1º de outubro e com término previsto para 31 de janeiro de 2026, em razão do período da piracema, fase de reprodução dos peixes. Diante das inúmeras demandas recebidas, ele se reuniu nesta terça-feira (16) com o secretário estadual de Assistência Social e Cidadania (Setasc), sargento PM Klebson Gomes Haagsma, em busca de medidas emergenciais para amenizar o cenário considerado crítico pelas comunidades afetadas.

De acordo com o parlamentar, são mais de 16 mil pescadores distribuídos em 22 colônias de Mato Grosso que enfrentam dificuldades financeiras, principalmente com a falta de alimentos para abastecer os seus familiares. “Eles estão dois meses e meio sem receber. Estão sem fonte de sustento e sobrevivência. Em nome das 22 colônias e da Federação dos Pescadores e Aquicultores de Mato Grosso (Fepesca), presidida por Elza Bastos Pereira, queremos ver a possibilidade de liberar cestas básicas pela Setasc. Estamos tentando atender no possível e, realmente, é uma situação preocupante”, posicionou.

Leia Também:  Diagnóstico da 3ª Expedição pelo Rio Cuiabá aponta impactos ambientais e crise social

O secretário da Setasc afirmou que a unidade acompanha os 2.600 pescadores profissionais artesanais que estão cadastrados e são elegíveis no programa Repesca do governo estadual e recebem auxílio assistencial pecuniário. Recurso que dá a segurança de rendimentos e a manutenção da qualidade de vida por terem sido afetados com a proibição temporária do transporte, armazenamento e comercialização do pescado decorrente da Lei nº 12.197/2023.

“A secretaria vem acompanhado essa falta de pagamento do governo federal em determinado momento. Fomos questionados se era de nossa responsabilidade e deixamos claro, enquanto o Repesca que é o nosso programa, que estamos cumprindo rigorosamente o que foi determinado. Atualmente, os pescadores cadastrados estão passando por uma nova avaliação, onde alguns vão deixar de participar do programa por buscarem outros objetivos, sendo que já são atendidos com cesta básica”, explicou o secretário.

Diante da demanda apresentada por Wilson Santos, Klebson Gomes se comprometeu em encaminhar a situação diretamente ao governador Mauro Mendes (União) para ver como a gestão poderá intervir para solucionar a situação crítica enfrentada pela categoria de pescadores.

Leia Também:  ALMT amplia ações para prevenção e combate ao câncer de próstata

Outras demandas – Na oportunidade, o secretário confirmou a emenda parlamentar de autoria de Wilson Santos, no valor de R$ 150 mil, que está empenhada para ser paga para que seja feita a aquisição de cadeiras de rodas, cuja a destinação ainda será definida.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

Leis estaduais reforçam ações de prevenção e segurança no trânsito em Mato Grosso

Published

on

Leis aprovadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) nos últimos anos tratam de situações de risco no trânsito e preveem medidas voltadas a motoristas, motociclistas, ciclistas, pedestres e estudantes. As normas ganham destaque durante a Semana Nacional do Trânsito, realizada de 18 a 25 de setembro e dedicada à educação e à segurança nas vias.

Entre as normas está a Lei nº 11.591/2021, que estabelece regras para a sinalização em obras realizadas em rodovias estaduais. O texto determina que, quando houver obstáculos ou redutores de velocidade no local da obra, seja instalada sinalização adequada e suficiente para prevenir acidentes.

Além da sinalização e das condições das vias, a infraestrutura e a conscientização também são apontadas por representantes de motoristas por aplicativo como fatores importantes para a redução de acidentes nos perímetros urbanos. O vice-presidente da Associação dos Motoristas por Aplicativo de Mato Grosso (AMA-MT), Anderson Ferreira Neto, cita as condições das vias de Cuiabá e Várzea Grande e defende ações educativas.

“Esse asfalto ruim aumenta os acidentes e acelera o processo de desgaste dos veículos”, afirmou. Ele também considera necessárias campanhas sobre os riscos do álcool e das drogas ao volante, além de ações de orientação sobre a travessia de pedestres e a construção de passarelas e faixas elevadas.

Foto: JLSiqueira / Secretaria de Comunicação Social

A Lei nº 12.711/2024 estabelece campanha de orientação para o uso seguro da faixa de segurança de pedestres. Já a Lei nº 12.905/2025 institui o Programa Rota Escolar Segura, voltado à segurança e ao bem-estar das crianças nos trajetos entre casa e escola, com medidas para prevenir situações de risco.

Leia Também:  CCJR encerrou 2023 com mais de 800 propostas analisadas

A proteção de quem utiliza a bicicleta é outro aspecto abordado pelas normas aprovadas pela Assembleia. A Lei nº 13.018/2025 altera dispositivos da legislação de incentivo, proteção e respeito aos ciclistas e institui a Semana Estadual de Conscientização e Prevenção de Acidentes ao Ciclista.

Entre os trabalhadores que dependem diretamente das vias para exercer suas atividades, os motoristas de aplicativo são contemplados por medidas específicas. A Lei nº 12.634/2024 estabelece medidas de segurança para usuários e motoristas de aplicativos. Entre as previsões estão cadastro de usuários e condutores, exigência de documentos e antecedentes criminais, possibilidade de reconhecimento facial, botão de pânico, rastreamento e câmeras internas nos veículos.

A presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, relata que o botão de pânico teve resultado positivo na experiência da categoria. Segundo ela, após a implantação da ferramenta, houve grande redução nos assaltos, embora os casos tenham voltado a ocorrer recentemente.

Já Anderson Ferreira Neto aponta que, apesar da existência dos mecanismos, parte dos trabalhadores ainda encontra dificuldade para ter acesso às ferramentas de segurança. Segundo ele, o botão de pânico e outros dispositivos oferecidos pelo Estado não chegam à maioria dos motoristas, enquanto o custo de instalação de câmeras pode ficar fora do orçamento dos profissionais.

Leia Também:  Diagnóstico da 3ª Expedição pelo Rio Cuiabá aponta impactos ambientais e crise social

Além das medidas diretamente relacionadas à segurança, a legislação também prevê a possibilidade de adoção de incentivos fiscais, tributários e linhas de crédito para a renovação dos veículos utilizados pelos motoristas. Para Anderson, incentivos são importantes diante dos custos de combustível, manutenção e aquisição de veículos enfrentados pela categoria.

As medidas voltadas aos trabalhadores do trânsito também alcançam os profissionais que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. A Lei nº 12.188/2023 institui política de incentivo à segurança dos mototaxistas e motoboys e à renovação das motocicletas utilizadas como ferramenta de trabalho. A norma prevê campanhas de prevenção de acidentes, acompanhamento e tratamento de profissionais vítimas de acidentes de trabalho, aperfeiçoamento profissional e possibilidade de incentivos para renovação da frota.

Para a presidente do Sindicato dos Motoristas por Aplicativo, Solange Menacho, a legislação é uma importante conquista para a categoria, mas ainda não houve, segundo ela, apoio do governo estadual para colocar as medidas em prática.

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA