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Moretto debate integração produtiva na Bolívia

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O deputado estadual Valmir Moretto participou, na terça-feira (17), de uma reunião de trabalho com produtores rurais do Brasil e da Bolívia, no município de San Ignacio de Velasco, na Bolívia. O encontro foi realizado em uma propriedade rural da região e teve como foco o fortalecimento da integração produtiva e econômica entre os dois países.

A agenda reuniu produtores dos dois lados da fronteira e autoridades governamentais, promovendo um diálogo direto sobre os desafios e oportunidades do setor agropecuário, além de temas relacionados à infraestrutura e ao desenvolvimento regional. Entre os participantes, o produtor rural Eraí Maggi, reconhecido como o maior produtor de soja do mundo, cuja atuação no agronegócio foi destacada como referência de produção em larga escala e integração internacional.

Durante a reunião, foi ressaltado o avanço das obras da estrada por parte do governo boliviano, considerada estratégica para melhorar o escoamento da produção e fortalecer a logística entre Brasil e Bolívia, beneficiando diretamente produtores da região de fronteira.

Representando o governo boliviano, participaram Oscar Mário Justiniano, Ministro de Desenvolvimento Produtivo, e José Gabriel Espinoza Yáñez, Ministro de Economia. Pelo Brasil, estiveram presentes o deputado estadual Valmir Moretto, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o vereador de Vila Bela da Santíssima Trindade, Cristiano Alvarenga.

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O deputado Valmir Moretto destacou que o encontro consolida o diálogo entre governos e produtores, reforçando a importância da cooperação internacional para impulsionar o agronegócio, melhorar a infraestrutura e garantir desenvolvimento econômico sustentável para a região.

A reunião em San Ignacio de Velasco integra a agenda institucional cumprida na Bolívia e reafirma o compromisso das lideranças presentes com o fortalecimento das relações bilaterais e da produção agropecuária.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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