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Henrique Maluf lança álbum de rasqueado cacerense e recebe convidados no Teatro Zulmira, nesta quinta (24)

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O Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros recebe nesta quinta-feira (24), às 20h, o lançamento do álbum “1ª Coletânea de Rasqueado Cacerense” do cantor e compositor Henrique Maluf. O evento terá acompanhamento da Orquestra CirandaMundo, participação de convidados, além de gravação de DVD. 

Para entrada, será cobrada a entrega de 1 kg de alimento não perecível mais R$ 2. O público poderá conferir músicas inéditas e outras já gravadas anteriormente por compositores que estarão presentes à apresentação. Contando com Henrique Maluf, são cinco compositores. Ao lado dele, estarão Guapo, Emerson Dourado, Adãozinho da Harpa e Roco Martins. 

“Eles vão entrando de acordo com suas idades, dos mais velhos até os contemporâneos”, adianta Maluf. 

O músico estuda o rasqueado pantaneiro no trabalho do mestrado que cursa em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). “Esse concerto é resultado de uma pesquisa etnomusical, que parte de 1984 até os dias atuais. Uma pesquisa antropológica que eu tenho feito há anos frente ao rasqueado pantaneiro da região de fronteira de Mato Grosso, especificamente da região de Cáceres”, explica Maluf. Lorena Ly e Pescuma são outros nomes a participar do show; os dois fizeram parte dessa pesquisa com Maluf e gravaram música para o álbum.

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Henrique Maluf lembra que o rasqueado é resultado de um mistura de ritmos paraguaios com a música do estado. Por conta da diferença dos instrumentos presentes em Cuiabá na época desse intercâmbio e também da vida na capital comparada aos costumes da região de fronteira, são marcantes as características que distanciam o rasqueado cuiabano do chamado rasqueado pantaneiro ou de fronteira. “No pantaneiro são outros instrumentos, mais para o violão, acordeon, harpa, menos instrumentada, não tem tanto sopro. As poéticas são mais líricas, as músicas são poemas pantaneiros”, conta o músico. 

Por conta da participação da Orquestra CirandaMundo, o concerto desta quinta trará notas a mais para a simplicidade pantaneira. É recomendado que o público chegue com antecedência ao Teatro Zulmira, pois não haverá venda antecipada de ingressos. “Esse disco e esse concerto são uma celebração para música mato-grossense né, para apresentar pra comunidade mais um resultado legítimo da nossa cultura, a existência de outros panoramas, outros fazeres artísticos tão mato-grossenses quanto outros. Então o convite é para que venham apreciar, tragam a família, é um concerto super bonito, dinâmico e emocionante”, chama Maluf.

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SERVIÇO:
Evento: Fronteira Sinfônica – Orquestra CirandaMundo e Henrique Maluf
Data: 24 de agosto, às 20h
Local: Teatro do Cerrado Zulmira Canavarros
Ingresso: 1 kg de alimento não perecível + R$ 2,00

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde aprofunda apuração sobre pagamentos indenizatórios e prevê novas oitivas

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) deu continuidade, nesta quarta-feira (14), à apuração de procedimentos administrativos e pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT). A reunião ouviu o ex-secretário Gilberto Figueiredo, que respondeu aos questionamentos dos parlamentares sobre pagamentos indenizatórios, reconhecimento de dívidas e recomendações dos órgãos de controle. O atual secretário, Juliano Silva Melo, não compareceu à oitiva.

Entre os principais pontos debatidos estiveram os valores pagos por indenização, a continuidade desse tipo de despesa após a fase mais crítica da pandemia de Covid-19 e os procedimentos adotados pela Secretaria diante das orientações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e da Controladoria-Geral do Estado (CGE).

Após a reunião, o deputado Wilson Santos afirmou que as respostas do ex-secretário reforçaram a necessidade de esclarecer os pagamentos indenizatórios, que, segundo ele, ultrapassaram R$ 1,1 bilhão. O parlamentar também questionou o crescimento dessas despesas no período posterior à fase mais crítica da pandemia e citou pagamentos superiores a R$ 140 milhões ao Hospital Israelita Albert Einstein, sobre os quais considera necessário obter explicações.

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Em entrevista, Gilberto Figueiredo defendeu os procedimentos adotados durante sua gestão. Segundo ele, pagamentos indenizatórios já eram utilizados na administração estadual e, na área da Saúde, podem ocorrer em situações nas quais a aquisição de um medicamento ou serviço é necessária para garantir o atendimento de pacientes. O ex-secretário também afirmou que suas decisões consideravam as necessidades da assistência pública e que não manteve acordos ilícitos com empresas.

Foto: Helder Faria

A oitiva também abordou o cumprimento das recomendações dos órgãos de controle e a responsabilidade pelas decisões administrativas. Figueiredo declarou que, em determinadas situações, considerou necessário ponderar as orientações recebidas diante das necessidades dos pacientes. Já Wilson Santos avaliou que persistem dúvidas sobre os procedimentos e os valores envolvidos, que deverão ser considerados no andamento da investigação.

Comissão prevê novos encaminhamentos – A ausência do atual secretário de Saúde também esteve entre os assuntos tratados após a reunião. Wilson Santos informou que seria encaminhado pedido ao desembargador Marcos Machado para buscar a determinação judicial do comparecimento de Juliano Silva Melo, após sucessivos adiamentos. O deputado afirmou ainda que a CPI pretende ouvir outros agentes públicos, conforme a avaliação dos depoimentos e documentos reunidos.

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A comissão segue com a análise dos procedimentos investigados e a programação de novas oitivas. O prazo de funcionamento foi prorrogado, com previsão de encerramento dos trabalhos em janeiro de 2027.

Participaram da reunião os deputados Chico Guarnieri (PRD), vice-presidente da CPI; Beto Dois a Um (União), relator; e Dilmar Dal Bosco (União), membro titular.

Fonte: ALMT – MT

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