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CST da Saúde Mental apresenta relatório dos primeiros seis meses de trabalho

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A Câmara Setorial Temática (CST) de Saúde Mental e Atendimento Psicossocial na Rede de Saúde Pública apresentou relatório dos primeiros seis meses de trabalho em reunião na tarde de segunda-feira (25). O documento apresenta propostas para melhorar a situação atual do serviço oferecido no estado.

Uma das principais propostas é que o governo do estado destine cerca de R$ 16 milhões para apoiar o funcionamento de Centros de Atenção Psicossocial (Caps) já existentes e criação de novas unidades nos municípios. “Cidades que têm mais de 15 mil habitantes precisam ter um centro de atendimento psicossocial. E muitas aqui no estado ainda não têm. Então, esse recurso vem para ajudar os 39 que já existem e os 19 que precisam ser instalados. Além dos Caps 1, que fazem o primeiro atendimento, nós precisamos também atender o Caps 2 e o Caps 3, que é o Caps 24 horas”, explicou o presidente da CST, deputado Carlos Avallone (PSDB). 

O recurso será buscado junto ao governador. O objetivo é garantir uma emenda na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024. “Eu vou propor, mas, logicamente, com a proposta discutida com a Secretaria de Saúde, com o secretário e o governador, para que isso seja avaliado de forma democrática e tranquila. E nós queremos que isso fique perpetuado e que possa ser colocado também no PPA [Plano Plurianual], que são quatro anos”, disse o parlamentar. 

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Ele também destacou a necessidade de qualificação dos profissionais de saúde para atendimento de pacientes da saúde mental. “A rede de atendimento, que passa pelo médico da família, nós temos que 76% não estão preparados para atender quem está com um problema de saúde mental. Então, nós estamos trabalhando como o próximo passo da nossa Comissão Setorial Temática essa qualificação junto com a Escola de Saúde Pública. Nós precisamos ampliar, talvez de forma online, uma conscientização geral, inclusive do interior do estado”, afirmou Avallone.

Representante da Secretaria Estadual de Saúde na CST, a coordenadora de Organização de Redes de Atenção à Saúde (Coras), Daniely Beatrice, disse que o Executivo estadual tem priorizado a saúde mental e elogiou o relatório. “O deputado teve expertise de chamar realmente a área técnica para estar participando. Então, quando a gente vê esse produto final de sucesso, foi a participação de todos que estavam aqui”, disse.

“A câmara temática vem para evoluir. A rede é muito ineficiente ainda em todo o estado de Mato Grosso. Tem muitos municípios que já poderiam ter fortalecido a rede e não fortaleceram. Então a câmara vem para ajudar esse fortalecimento e promover incentivos em qualificações”, avalia o diretor-geral do Ciaps Adauto Botelho, Paulo Henrique de Almeida. 

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O promotor de Justiça Milton Mattos considera que o município de Cuiabá sofre uma sobrecarga de atendimentos, por ser o único a ter residências terapêuticas. “São seis residências que acabam por absorver a demanda do estado inteiro. Nossa ideia é trabalhar via Ministério Público e CST para que pelo menos os municípios-polo também criem suas residências terapêuticas para absorver a demanda da região”, afirmou.

A Câmara Setorial Temática foi prorrogada para conclusão dos trabalhos. “Agora nós vamos para a segunda etapa, que é a sensibilização do governo”, disse Carlos Avallone.

Fonte: ALMT – MT

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CPI da Saúde ouve investigada e remarca depoimento de ex-secretário para 2 de setembro

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Na tarde desta quarta-feira (26), a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou mais uma reunião para ouvir depoentes e avançar na apuração de possíveis irregularidades em contratos da Secretaria de Estado de Saúde (SES) firmados durante a pandemia de Covid-19.

A ex-secretária adjunta de Gestão Hospitalar da SES, Carolina Campos, prestou depoimento na condição de investigada. Também foi ouvido, por videoconferência, o ex-diretor do Hospital Regional de Cáceres, Onair Azevedo Nogueira, na condição de testemunha. As duas oitivas ocorreram em sessão reservada.

O depoimento do ex-secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que não compareceu à sessão, foi reagendado para a próxima quarta-feira (2), às 14h. Segundo a CPI, a convocação foi remarcada após a defesa alegar compromissos.

Carolina Campos afirmou que solicitou que sua oitiva fosse realizada de forma reservada para evitar que o conteúdo do depoimento fosse utilizado no contexto eleitoral. “Minha posição nesse processo sempre foi técnica. Pedi que essa condição fosse respeitada”, disse, em entrevista concedida após a oitiva.

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Carolina destacou ainda que respondeu às 70 perguntas feitas pelos integrantes da comissão e que apresentou documentos e esclarecimentos que, segundo ela, já haviam sido levados anteriormente às autoridades responsáveis pelas investigações no Ministério Público e no judiciário.

A ex-secretária adjunta também declarou que decisões judiciais anteriores já haviam afastado sua participação nas acusações investigadas. Segundo Carolina, ela nunca chegou a ser ré e apresentou provas ao Poder Judiciário e ao Ministério Público para demonstrar que não tinha envolvimento com as irregularidades apuradas.

Ao ser questionada sobre os contratos sem licitação investigados pela CPI, Carolina afirmou que não era responsável por licitações, compras ou pagamentos dentro da Secretaria de Estado de Saúde. De acordo com seu relato, sua atuação se restringia à gestão dos hospitais regionais.

Após a oitiva, a comissão informou que as respostas serão analisadas pela equipe responsável pelos trabalhos. A CPI investiga denúncias de irregularidades em licitações e contratos da Secretaria de Estado de Saúde realizados entre 2019 e 2023, que resultaram na Operação Espelho, da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

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Outro assunto discutido durante a reunião foi a possibilidade de suspensão dos trabalhos da CPI durante o período eleitoral. Um requerimento foi apresentado propondo que as atividades sejam interrompidas até o fim das eleições. A medida ainda não foi submetida à votação e foi encaminhada à Procuradoria da CPI para análise jurídica e elaboração de parecer sobre sua legalidade.

Os trabalhos da CPI da Saúde foram prorrogados por mais 180 dias pelo plenário da Assembleia Legislativa. Instalada em 4 de março, a comissão tinha prazo inicial de 180 dias, com encerramento previsto para 4 de setembro. Com a prorrogação, os trabalhos poderão prosseguir até 4 de março de 2027.

Além de Gilberto Figueiredo, que deverá ser ouvido na próxima quarta-feira, a comissão informou que o secretário Juliano Melo também é esperado para prestar depoimento na mesma data.

A CPI tem como objetivo reunir informações e documentos de investigados e testemunhas para esclarecer as possíveis irregularidades relacionadas aos contratos da Secretaria de Estado de Saúde.

Fonte: ALMT – MT

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