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CST da Moradia Popular avalia desafios e busca soluções para o déficit habitacional de Arenápolis e região

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Os integrantes da Câmara Setorial Temática (CST) da Moradia Popular da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), presidida pelo deputado estadual Wilson Santos (PSD), estiveram em Arenápolis, no dia 27 de março, para avaliar a realidade local e dos municípios vizinhos em relação à moradia popular, infraestrutura habitacional e políticas públicas existentes na região. O presidente da MT Participações e Projetos S/A (MTPar), Wener Kesley dos Santos, o presidente da Associação Comunitária de Habitação do Estado de Mato Grosso (ACDHAM), Emídio de Souza, além de representantes de entidades, lideranças locais e autoridades políticas de Arenápolis, Nortelândia e Nova Marilândia também participaram das visitas.

Wilson Santos defende o modelo de loteamento popular como alternativa para facilitar o acesso à moradia. “Fiquei muito satisfeito com essa audiência em Arenápolis e saímos daqui motivados a trabalhar para garantir recursos e apoiar as cidades menos favorecidas no setor habitacional. A melhor solução para esses municípios é o loteamento popular. Para isso, precisamos viabilizar parcerias estratégicas com o Governo de Mato Grosso, Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa, entre outros órgãos, para auxiliar as prefeituras a atender a demanda das famílias que aguardam por uma moradia”, afirmou.

Ele destacou que apresentou uma emenda de R$ 100 milhões na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2024, mas a proposta não foi aprovada. No entanto, ele informou que o mesmo valor está previsto no orçamento de 2025 para ser destinado às secretarias de Infraestrutura e Logística (Sinfra) e de Assistência Social e Cidadania (Setasc), visando investimentos nas áreas social, de infraestrutura e habitação.

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“São mais de 500 mil famílias no país esperando um teto para chamar de seu. A Câmara Setorial nos permite ir até a base, ouvir os anseios da população e buscar soluções concretas”, pontuou.

O parlamentar ressaltou que é preciso atitude e não ficar só na espera por programas habitacionais governamentais. “Se as famílias ficarem esperando os governos entregarem uma casa, muitos jamais verão esse sonho se concretizar. Existem bairros que ajudei a construir, onde o governo nunca construiu uma única residência. O que parecia impossível, ali aconteceu. Não dá para esperar a vida inteira. Quando as casas chegam, muitas vezes, não atendem todos. Eu fui prefeito e sei que não é possível contemplar a todos, mas o loteamento popular é um caminho viável”, frisou.

O presidente da MTPar, que é também ex-prefeito de Nova Marilândia, destacou a necessidade de recursos para viabilizar projetos habitacionais e mencionou experiências bem-sucedidas em alguns municípios. “Eu compreendo a preocupação dos gestores municipais em construir moradias e auxiliar as famílias a saírem do aluguel. O desafio é garantir financiamento. Estou buscando contribuir para corrigir falhas do passado e aplicar soluções viáveis. Alguns municípios já demonstram que é possível avançar. Nova Marilândia, por exemplo, surgiu com o garimpo e agora está atraindo indústrias. A união dos municípios da região é essencial para a construção de moradias populares”, alertou.

O prefeito de Arenápolis, Éder Marquis (PP), demonstrou interesse na proposta, mas destacou as dificuldades financeiras. “Penso nas pessoas que não têm condições de adquirir uma casa, mas possuem interesse em um lote para iniciar a construção. Sou favorável, mas é necessário um subsídio para viabilizar esse primeiro passo. O loteamento popular é uma ideia interessante”, afirmou. Com essa colocação, Wilson Santos incentivou o gestor a seguir adiante, ressaltando que, quando têm oportunidade, as famílias encontram maneiras de realizar o sonho da casa própria.

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O encontro também chamou a atenção do prefeito de Nova Marilândia, Jefferson Nogueira Souto (PP), que reconheceu a importância da troca de experiências. “Essa foi uma oportunidade para enxergarmos mais longe, levar nossos projetos e reivindicações adiante, e conseguir avanços concretos. Já temos áreas cadastradas no programa Ser Habitação do Governo de Mato Grosso, mas seguimos buscando mais políticas públicas para atender a população que sonha com sua moradia”, destacou.

CST – Criada em abril de 2024 por meio do Ato nº 14/2024, a CST da Moradia Popular tem a missão de estudar e debater políticas públicas para a habitação no estado de Mato Grosso. Como parte desse trabalho, os membros já realizaram visitas técnicas em Lucas do Rio Verde e Rondonópolis, municípios que apresentam avanços significativos na área habitacional devido à forte presença do agronegócio e a investimentos de diferentes esferas governamentais.

“A realidade dessas cidades é muito diferente de Arenápolis e região. Independentemente da arrecadação local, precisamos entender os motivos pelos quais a construção de moradias não avança e buscar direcionamentos para mudar esse cenário”, concluiu Wilson Santos.

Fonte: ALMT – MT

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Emissoras da Assembleia Legislativa participam de audiência do TRE-MT sobre horário eleitoral

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A TV Assembleia e a Rádio Assembleia participaram, na manhã desta sexta-feira (21), de audiência pública realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) para definir o plano de mídia e a ordem de veiculação do horário eleitoral gratuito das Eleições Gerais de 2026. Aberto a representantes da imprensa e dos partidos políticos, o encontro tratou da distribuição do tempo de propaganda, das regras para veiculação das mídias e das medidas de fiscalização.

Representando a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), participaram da reunião, pela TV Assembleia, o chefe de programação Rafael Ojeda e a programadora Pamela Aline Crispim; e, pela Rádio Assembleia, o coordenador Jimmy Rodrigues de Oliveira e o radialista Luiz Eduardo de Oliveira. As duas emissoras farão a veiculação do horário eleitoral gratuito, conforme previsto na legislação eleitoral.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão começa na próxima sexta-feira (28) e segue até 1º de outubro. Durante a audiência, foram apresentados os procedimentos que deverão ser observados pelas emissoras, partidos e federações para garantir o cumprimento da legislação eleitoral.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a importância da participação da imprensa no processo eleitoral e da transparência na definição das regras de veiculação. “É importante que vocês nos acompanhem. Isso nos dá legitimidade, transparência, credibilidade e a gente mantém o relacionamento. Todas as partes que compõem a sociedade são importantes no processo eleitoral”, afirmou.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

Segundo a juíza auxiliar da presidência do TRE-MT e coordenadora do horário eleitoral gratuito, Edna Ederli Coutinho, o plano de mídia estabelece o tempo destinado a cada legenda e a ordem de veiculação da propaganda em rede no primeiro dia. A definição considera a representatividade dos partidos e federações, conforme as regras eleitorais.

A magistrada também ressaltou que as informações definidas na audiência serão disponibilizadas no site do TRE-MT, permitindo o acompanhamento pelos partidos, emissoras, candidatos e pela sociedade.

Horários e distribuição da propaganda —Embora Mato Grosso esteja uma hora atrás da capital federal, a veiculação da propaganda eleitoral segue os horários estabelecidos pela Justiça Eleitoral em Brasília.

Na programação em rede, o rádio terá dois blocos diários, de segunda-feira a sábado, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25, no horário de Brasília. Em Mato Grosso, esses horários correspondem a 6h às 6h25 e 11h às 11h25.

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Na televisão, os blocos serão exibidos das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55, no horário de Brasília, correspondendo a 12h às 12h25 e 19h30 às 19h55 no horário de Mato Grosso.

Além da propaganda em rede, haverá inserções distribuídas ao longo da programação, observando os períodos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.

Outro destaque da audiência foi a apresentação do Sistema HEG-Mídias, desenvolvido pelo TRE-MT para auxiliar na operacionalização do horário eleitoral e no acompanhamento da distribuição das cotas de propaganda destinadas às candidaturas proporcionais de mulheres, pessoas negras e pessoas indígenas.

O secretário judiciário do TRE-MT, Carlos Luanga, explicou que a ferramenta foi desenvolvida de forma inédita para organizar a distribuição das cotas conforme as normas eleitorais. “O TRE de Mato Grosso, de forma inovadora, desenvolveu um sistema que distribui conforme os normativos prescrevem, cotas para negros, para mulheres e para indígenas”, afirmou.

A juíza Edna Coutinho explicou que a cota destinada às mulheres corresponde a, no mínimo, 30% do tempo, enquanto as cotas destinadas a candidaturas negras e indígenas devem observar a proporcionalidade prevista na legislação.

O Sistema HEG-Mídias permitirá o acompanhamento da distribuição e também deverá contribuir para a fiscalização do cumprimento das regras. A ferramenta estará disponível no site do TRE-MT a partir de segunda-feira (24), às 12h. O tribunal também programou treinamento on-line para representantes dos partidos e equipes técnicas das emissoras na próxima semana.

Responsabilidade e combate à desinformação — Durante a audiência, a juíza Glenda Moreira Borges, coordenadora da fiscalização da propaganda, ressaltou que partidos, federações e emissoras possuem responsabilidades distintas na execução do horário eleitoral.

“O plano de mídia não é apenas uma questão operacional. Ele é um instrumento de garantia da igualdade de oportunidades entre as forças políticas que participam do processo eleitoral. Por isso, o seu cumprimento exige organização, pontualidade e responsabilidade de todos os envolvidos”, afirmou.

Glenda também ressaltou a importância do horário eleitoral no processo democrático. “O horário eleitoral gratuito deve ser utilizado como um espaço de diálogo com o eleitorado, de apresentação de propostas e de construção de uma campanha positiva e respeitosa”, disse.

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A presidente do TRE-MT também reforçou a orientação para que candidatos e partidos observem as regras durante a propaganda eleitoral e evitem conteúdos que possam violar a legislação. “Tudo aquilo que exacerbar vai ter a reação do Tribunal proporcionalmente também. Nós não somos um órgão sensor, mas não aceitamos censura também”, afirmou Serly.

A magistrada ainda apresentou novidades no aplicativo Pardal, utilizado pela Justiça Eleitoral para receber denúncias de irregularidades. Segundo ela, a ferramenta terá recursos de inteligência artificial para direcionar as denúncias ao canal responsável pelo atendimento, facilitando a análise das ocorrências.

Criado originalmente pelo TRE-MT, o Pardal foi posteriormente adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para utilização em todo o país.

O secretário judiciário Carlos Luanga também explicou que a situação dos registros de candidatura poderá influenciar a participação de candidatos no horário eleitoral. Segundo ele, o TRE-MT trabalha para concluir o julgamento dos registros até metade do próximo mês. “Hoje nós estamos fazendo o plano de mídia. Os registros estão sendo analisados, irão para julgamento. O nosso prazo é até o dia 14 de setembro para julgar todos os registros”, explicou.

A audiência pública foi realizada no plenário do TRE-MT e integra os procedimentos de preparação para as Eleições Gerais de 2026. A participação da TV Assembleia e da Rádio Assembleia permite às equipes das emissoras acompanhar diretamente as orientações da Justiça Eleitoral e adequar a programação às exigências estabelecidas para o período eleitoral.

Campanha ALMT e TRE-MT – A Assembleia Legislativa de Mato Grosso e o Tribunal Regional Eleitoral desenvolveram uma campanha de educação midiática e combate à desinformação para as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa integra acordo de cooperação entre as instituições e prevê ações de orientação ao eleitorado e divulgação de informações sobre o processo eleitoral.

Lançada na semana passada, a campanha corresponde à segunda etapa do projeto Comunicação Cidadã – Eleições Gerais 2026. A primeira, realizada em abril, alertou os eleitores sobre o prazo para emissão, transferência ou regularização do título de eleitor.

Fonte: ALMT – MT

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