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Comissão de Revisão Territorial apresenta plano de atualização de limites distritais dos municípios

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Os deputados que compõem a Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades de Mato Grosso (CRTMC), apresentaram na reunião desta terça-feira (4), o plano de trabalho de atualização de limites dos distritos municipais e das áreas urbanas das cidades e vilas de Mato Grosso. A iniciativa atende a solicitação do Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para que o Estado disponibilize uma base territorial consistente ao levantamento de dados Censo Agro 2026.

“A atualização dos limites territoriais é um passo essencial para o desenvolvimento ordenado e sustentável dos municípios mato-grossenses. O plano foi elaborado por meio de dados técnicos com a cooperação entre Estado e Municípios e tem por objetivo fortalecer o planejamento urbano e contribuir para o avanço das políticas de regularização fundiária em Mato Grosso”, afirmou o presidente da comissão, deputado Ondanir Bortolini – Nininho (Republicanos).

A apresentação foi conduzida pela equipe técnica de cartografia e acervo fundiário do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), com o escopo de alinhar as etapas do processo de atualização territorial em parceria com os municípios.

“Os municípios que tiverem interesse em ser parceiros neste projeto, devem assinar o termo de adesão, e após assinatura do documento, cada município deve nomear quatro representantes, sendo dois do poder executivo e dois do legislativo para fundamentar as questões territoriais”, disse Nininho.

De acordo com o plano de atualização, os limites distritais e urbanos bem definidos auxiliam na política pública de ocupação, permitindo avaliar espaços de interesses coletivos.

“A falta de definição dos limites dos distritos e das áreas urbanas das cidades e vilas de Mato grosso interfere no planejamento e execução dos serviços públicos, organização do uso e ocupação do solo, planejamento de obras públicas e impacta nas ações políticas de regularização fundiária”, explicou o deputado.

O plano determina também que os limites distritais e urbanos bem definidos auxiliam na política pública de ocupação, permite avaliar os espaços de interesse coletivo, de forma a proporcionar a ocupação racional, considerando os aspectos de interesse social, infraestrutura existente e menos impacto ambiental.

“Esse é um trabalho feito em parceria a pedido do IBGE, em função do novo censo agro que vai ocorrer em janeiro de 2026, com o Intermat e suporte da equipe técnica da Assembleia Legislativa. Esse trabalho será para definição dos limites do distrito, das cidades e também das vilas onde ainda não foram criados distritos”, destacou Nininho.

Projeto – Durante a explanação da diretora de cartografia e acervo fundiário do Intermat, Bruna Cecconello, foram mostrados dos aos gestores municipais e representantes dos municípios os detalhes do projeto.

“O projeto mostra a metodologia a ser aplicada aos municípios que aderirem à atualização dos limites dos perímetros urbanos, distritos e vilas. As vilas são as áreas urbanas dos distritos. Ele é fundamental para a governança territorial, auxiliando na gestão municipal dentro desses limites. Atualmente, os municípios enfrentam diversas dúvidas sobre os limites dos distritos e do perímetro urbano. Apresentamos, então, a parte técnica, incluindo a elaboração de plantas e memoriais descritivos, oferecendo suporte técnico para que o município possa aprovar leis com precisão na definição desses limites”, lembrou Cecconello.

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Na oportunidade, a diretora do Intermat afirmou também que os municípios interessados podem participar do programa, encaminhando por meio de um ofício de adesão junto ao órgão o desejo de participar do projeto com o termo de cooperação.

“Posteriormente, será celebrado um termo de cooperação técnica com o município para dar andamento ao projeto. A primeira etapa do projeto foi apresentada, destinada a todos os prefeitos presentes na Assembleia Legislativa”, revelou ela.

Para o prefeito de Nova Santa Helena, Prezado Prefeito Paulo Bortolini (União) a regularização fundiária é crucial para os moradores e principal questão a ser abordada atualmente.

“A respeito dos limites e confrontações das áreas, entendo que a distinção entre urbano e rural está bem definida, sem apresentar dúvidas. O maior desafio reside na regularização fundiária. Em decorrência das migrações ocorridas na década de 1970, com o incentivo à abertura de terras no estado de Mato Grosso, algumas empresas detinham títulos que, com o tempo, geraram dificuldades. Atualmente, a regularização fundiária, tanto urbana quanto rural, representa o principal entrave para o desenvolvimento do município”, citou Bortolini.

Ele entende que censo democrático está desenvolvendo um trabalho que visa auxiliar prefeitos e lideranças, inclusive na cobrança de impostos sobre áreas urbanas e rurais.

“Contamos com ferramentas do IBGE e parcerias com empresas que fornecem mapas e imagens detalhadas, identificando áreas de lavoura, expansão agrícola, pastagem, reserva, nascentes e áreas de preservação, tudo catalogado em nosso sistema. No entanto, é premente avançar na regularização fundiária, tanto para fins de arrecadação de impostos quanto para viabilizar financiamentos e garantir a segurança jurídica aos proprietários, espera Bortolini.

A defensora pública e coordenadora do Núcleo de Regularização Fundiária, Sílvia Ferreira falou que órgão dará apoio jurídico aos produtores rurais, prefeitos e vereadores.

“A iniciativa também beneficiará o produtor rural, que frequentemente enfrenta dificuldades para obter financiamento devido à ausência de regularização fundiária. A Defensoria Pública, portanto, atua como parceira, tanto nas atividades que empreende por iniciativa própria, com a autonomia que lhe é garantida, quanto nos projetos relacionados à terra, como o que está sendo discutido pela comissão. A Defensoria se coloca à disposição para colaborar em qualquer atividade que vise a regularização de terras e propriedades”, comentou ela.

Legislação – A maioria das leis que definem as áreas distritais e urbanas dos municípios no Estado de Mato Grosso se encontra com necessidade de revisão e atualização, apresentando problemas, como por exemplo, ausência de leis municipais que definam as áreas distritais e urbanas de suas cidades e vilas; leis municipais que não refletem a dinâmica atual de ocupação dos territórios distritais e urbanos; leis municipais sem memoriais descritivos ou mapas de definição dos limites das áreas distritais e urbanas; leis municipais sem coordenadas de localização; e leis municipais que definem áreas desproporcionais com a real ocupação dos espaços urbanos e que impactam negativamente nos serviços.

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“Os trabalhos foram coordenados pela comissão de revisão territorial e a articulação institucional entre os órgãos para a questão, enquanto que, o Intermat prestou suporte técnico na realização do levantamento das inconsistências e análise de informações. Após pesquisas, estudos e debates, o plano de atualização está pronto e deve ser encaminhado ao governo do estado para estudos futuros”, adiantou Nininho.

Censo Agropecuário – De acordo com o presidente da Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa, deputado Nininho (Republicanos), é importante o levantamento de dados precisos sobre os limites urbanos e rurais para que o próximo Censo Agropecuário previsto para 2026 reflita a realidade de Mato Grosso.

“Sem essas informações não será possível definir corretamente o que é área urbana e o que é área rural, tanto nas cidades quanto nos distritos”. Nininho disse ainda que a pesquisa “abrangerá loteamentos, condomínios e outros registros fundamentais, gerando dados relevantes não apenas para os municípios, mas também para o estado e para a União”, concluiu.

Ele ressaltou que muitos municípios ainda não possuem leis que definem claramente seus perímetros urbanos, tampouco os limites de áreas rurais e distritos, o que pode comprometer a precisão das informações levantadas.

Segundo o parlamentar, essa falta de delimitação prejudica a distinção entre o que é agrícola e o que é urbano, tornando fundamental que o governo estadual e a Assembleia Legislativa concentrem esforços na organização territorial.

Nininho explicou ainda que a comissão iniciou as primeiras apresentações de critérios técnicos e que o próximo passo será realizar um grande encontro na capital, na sede da Assembleia Legislativa, reunindo prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e lideranças políticas de todo o estado.

“O objetivo é garantir que todos compreendam a relevância do projeto e colaborem para que as informações cheguem corretas e não distorcidas às comunidades. O sucesso do trabalho depende da construção coletiva, em que prefeituras, câmaras municipais e órgãos estaduais atuem em conjunto, de forma a assegurar dados precisos e de grande valor estratégico para o planejamento do futuro de Mato Grosso”, destacou o parlamentar.

Além do deputado Ninho, também estiveram presentes os deputados Walmir Moretto (Republicanos) e Chico Guanieri (PRD).

Fonte: ALMT – MT

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ALMT retoma conteúdos institucionais no site e redes sociais após primeiro turno

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) retoma, a partir deste domingo (4), a publicação regular de conteúdos institucionais em seus canais de comunicação. A medida segue as orientações da Procuradoria da Casa para o período eleitoral. Na data, a TV Assembleia, Rádio Assembleia, site institucional e redes sociais do Legislativo farão a cobertura das eleições.

Durante o chamado defeso eleitoral foram suspensas as publicações regulares nas redes sociais institucionais e adotadas restrições à produção e divulgação de entrevistas com deputados. No YouTube da TV Assembleia, as transmissões de sessões plenárias e reuniões de comissões permaneceram disponíveis apenas durante a realização dos eventos.

Apesar das limitações, a comunicação institucional da ALMT não foi interrompida. O site da Assembleia continuou funcionando como fonte de informações sobre as atividades do Parlamento, com acesso a notícias, pautas e votações, leis, projetos, atas, comissões, frentes parlamentares, Portal da Transparência e Diário Oficial Eletrônico.

A TV Assembleia manteve a produção de conteúdos institucionais, respeitando as restrições eleitorais. As sessões plenárias continuaram sendo transmitidas pela Rádio Assembleia e pelo Instagram. Também foram mantidas as transmissões ao vivo de sessões e reuniões de comissões, assim como no YouTube da emissora. O secretário de Comunicação da ALMT, coronel Henrique Santos, destacou os próximos passos dos canais institucionais, com a retomada das publicações integrais.

Coronel Henrique Santos, secretário de Comunicação da ALMT.

Coronel Henrique Santos, secretário de Comunicação da ALMT.

Foto: MARCOS LOPES/ALMT

“A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso cumpriu as orientações da Procuradoria da Casa durante o período eleitoral, adotando as medidas necessárias para garantir que a comunicação institucional estivesse de acordo com a legislação e com as regras estabelecidas para o período. Agora, os canais de comunicação retornam sua programação sem as devidas restrições que o período eleitoral exige nos veículos institucionais. As redes sociais, o site, a TV Assembleia e a Rádio Assembleia voltarão a ampliar a divulgação de informações sobre leis, projetos, ações e serviços de interesse público”, disse.

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Henrique Santos informou ainda que, em breve, estarão no ar novos conteúdos, com formatos diferentes, que vão tornar as informações da Assembleia ainda mais acessíveis e úteis para os mato-grossenses.

Segundo o superintendente da TV Assembleia, Jaime Neto, o acervo que ficou oculto no YouTube também deverá voltar a ser disponibilizado após o processamento necessário para a recuperação dos materiais. A retomada inclui ainda as entrevistas com deputados e a programação regular da TV Assembleia. O “Direto do Plenário”, programa que contextualiza os debates previstos para a sessão plenária, volta a ser exibido com a retomada das sessões já na próxima quarta-feira (7).

No site institucional, as matérias retiradas durante o período eleitoral também voltarão a ficar disponíveis após o primeiro turno, assim como as galerias de fotos. Segundo a coordenadora de Tecnologia da ALMT, Thaís Costa, a previsão é de que o conteúdo volte a ser acessado normalmente, sem perda do acervo. As notícias também voltarão a ser feitas no padrão anterior ao defeso, com menções, declarações e fotografias de deputados.

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Redes sociais – A partir de 4 de outubro, o Instagram da ALMT também retoma as publicações regulares. De acordo com a gerente de Marketing, Noêmia Almeida, voltam gradativamente conteúdos que fazem parte da rotina de comunicação da Casa, como informações sobre leis, projetos, ações institucionais, além dos quadros “Agora é Lei” e “Você Sabia?” e divulgação de agendas.

A retomada das redes começa integrada à cobertura institucional das Eleições 2026, com acompanhamento da apuração diretamente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Também serão produzidos conteúdos de serviço para os eleitores, com orientações sobre local e seção de votação, documentos necessários e cuidados para o deslocamento. Os conteúdos serão desenvolvidos de forma integrada com as redes da TV Assembleia e da Rádio Assembleia, ampliando a divulgação das informações de interesse público.

Sobre as publicações arquivadas durante o período eleitoral, Noêmia explica que o retorno do material será avaliado. “Os conteúdos que foram arquivados durante o período eleitoral não foram perdidos. Antes de voltarem a ficar disponíveis, porém, esse acervo será analisado pela equipe”, afirmou.

Segundo a gerente, a avaliação considerará a pertinência e a atualidade das informações. “A tendência é que parte dessas publicações volte ao perfil, mas provavelmente não todo o conteúdo. Essa avaliação será feita considerando a pertinência, a atualidade das informações e a adequação ao novo momento da comunicação institucional da Casa”, explicou.

Fonte: ALMT – MT

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