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Audiência pública debate soluções para evitar o fechamento da Santa Casa de Cuiabá

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O deputado estadual e médico Lúdio Cabral (PT) e a Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social realizam audiência pública sobre o futuro do Hospital Estadual Santa Casa nesta segunda-feira (19). A reunião vai debater soluções para evitar o fechamento da unidade, a partir das 10h, na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa. A Santa Casa está sob gestão do Governo de Mato Grosso, que já anunciou que pretende fechar o hospital até o final de 2025, após a inauguração do Hospital Central.

“Nós vamos discutir na audiência as possibilidades de modelo de gestão para que a Santa Casa continue funcionando e atendendo a nossa população com qualidade. Na minha avaliação, o Estado deveria seguir na administração da Santa Casa, mas o governador manifestou que não tem interesse de continuar administrando o hospital. A Prefeitura de Cuiabá, apesar de ter manifestado interesse, tem muitos outros problemas para administrar no seu sistema de saúde. Então, nós vamos debater possíveis soluções para o futuro da Santa Casa”, adiantou Lúdio.

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A Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá é um hospital filantrópico de propriedade de uma associação de mesmo nome. Desde maio de 2019, após crise financeira da entidade, o estado administra o hospital por meio de uma requisição administrativa dos bens e serviços, e passou a chamar a unidade de Hospital Estadual Santa Casa.

“Existem serviços que só são prestados pela Santa Casa e não serão absorvidos pelo Hospital Central, como a nefrologia pediátrica, a hemodiálise infantil e a oncologia pediátrica, além de importantes estruturas de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal e UTI pediátrica que funcionam no hospital hoje. E outra coisa: se trata de um prédio histórico, Cuiabá só é a capital de Mato Grosso por causa da Santa Casa, então não faz sentido que ela seja fechada”, defendeu Lúdio.

A Justiça do Trabalho avaliou o prédio da Santa Casa de Cuiabá em R$ 78 milhões. Há um acordo em andamento no Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (TRT-23) para que o prédio seja vendido ou leiloado para quitar dívidas trabalhistas com 860 ex-funcionários, que somam mais de R$ 50 milhões. Desse total, ainda falta pagar R$ 43,7 milhões aos trabalhadores demitidos do hospital filantrópico.

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Fonte: ALMT – MT

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CCJR aprova projetos voltados à saúde, inclusão social e desenvolvimento econômico

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A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) analisou, nesta terça-feira (7), 27 proposições que tratam de temas como saúde, inclusão social, educação, desenvolvimento econômico, proteção animal, tecnologia e reconhecimento de entidades de utilidade pública.

Entre os destaques da pauta esteve a aprovação do Projeto de Lei nº 1071/2025, que, por meio de substitutivo integral, altera a Lei nº 10.791, de 2018, ampliando as ações voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento e apoio às famílias de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na rede pública estadual de saúde. A proposta fortalece a política pública de atendimento às pessoas com autismo e amplia o acesso aos serviços especializados.

Na área da saúde, a comissão também aprovou o Projeto de Lei nº 1828/2024, que institui o Programa Social de Nutrição para Pessoas com Síndrome de Down, com atuação preventiva na rede estadual de saúde. A iniciativa busca ampliar a assistência nutricional e contribuir para a promoção da qualidade de vida desse público.

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Outro projeto aprovado em redação final amplia o direito à presença de acompanhante para mulheres durante procedimentos realizados em estabelecimentos de saúde públicos e privados que envolvam sedação ou exposição corporal, reforçando as garantias de acolhimento e segurança às pacientes.

A pauta também contemplou propostas relacionadas à proteção animal, como a criação de passagens subterrâneas para pequenos animais na região entre o Parque das Águas e a Assembleia Legislativa e o monitoramento em creches e hotéis para animais de estimação, além de projetos voltados ao incentivo ao setor produtivo, ao reconhecimento de Rondonópolis como Polo Mato-grossense de Tecnologia e à declaração de utilidade pública de entidades que desenvolvem atividades de interesse social em diferentes municípios do estado.

O Projeto de Lei nº 10/2023, que trata de medidas de apoio às pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida em estabelecimentos comerciais, recebeu pedido de vista de um dos membros da comissão e registrou um voto divergente durante a discussão.

Já o Projeto de Lei nº 18/2025, que cria o Cartão Material Escolar destinado à aquisição de material escolar para estudantes da rede estadual de ensino, teve o parecer contrário do relator rejeitado pelos membros presentes, permitindo a continuidade de sua tramitação.

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Ao longo da reunião, foram retirados de pauta, para análise posterior pelos membros da comissão, o Projeto de Lei nº 1952/2025, que dispõe sobre a Política Estadual de Geologia e Recursos Minerais e institui o Sistema Estadual de Recursos Minerais, e o Projeto de Lei nº 782/2023, que estabelece sanções para pessoas envolvidas em brigas generalizadas relacionadas a eventos esportivos.

Fonte: ALMT – MT

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