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ALMT sedia o Encontro Regional “Segurança Alimentar e Combate à Fome”

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Discutir soluções para garantir o acesso à alimentação de qualidade para a população é tema do Encontro Regional “Segurança Alimentar e Combate à Fome”. O evento, realizado nesta terça-feira (18), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) , é uma iniciativa do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) no Centro-Oeste, que tem como objetivo integrar os órgãos e agências de inteligência da região para o enfrentamento à fome e a crise alimentar.

Durante a abertura, o diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Luiz Fernando Corrêa, afirmou que a realização do evento é acertada e oportuna. “Estamos no celeiro da produção no país, com produção agrícola expressiva mundial. Então tem tudo a ver discutir segurança alimentar sob essa ótica de garantir o acesso do cidadão a alimentação e o estado progredindo economicamente”, defendeu.

O objetivo do evento, segundo ele, é reunir especialistas e representantes do poder público para compartilharem informações de experiência e, principalmente, informações científicas trazidas por especialistas. O intuito da ABIN, segundo o diretor-geral, é “avaliar os contextos e trabalhar com os dados trazidos pela academia, centros de pesquisas e conhecimentos dos povos originários trazem, para que, com todas essas informações, possamos desenhar cenário e produzir documento que embasam as decisões políticas”, afirmou. “Temos que colocar o Brasil em um novo patamar de segurança alimentar e para isso é preciso de um diagnóstico que mostre a compreensão do que é a realidade”, complementou.

O deputado Júlio Campos presidiu a abertura do evento e falou da importância de trazer a discussão para dentro do Parlamento estadual. Ele defendeu que o espaço é propício para discutir políticas públicas e fomentar parcerias entre os poderes. “Esse é um assunto de relevância mundial que afeta Mato Grosso por ser um grande produtor e exportador de alimentos e existem diversas cobranças sobre sustentabilidade. Mas essa é uma questão que o nosso estado e os produtores têm responsabilidade e cumprem”, avaliou o parlamentar. Campos destacou que Mato Grosso tem 62% do território ainda virgem com diferentes biomas preservados. “É um estado que cumpre com a legislação ambiental, o produtor mato-grossense é um dos mais conscientes da preservação ambiental”, disse.

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Antes em queda, a fome no mundo volta a preocupar e precisa pautar as agendas políticas com mais comprometimento, segundo o coordenador do Programa de Campo do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO/ONU), Gustavo Chianca. “Há dez anos, a fome no mundo vinha caindo e agora tem aumentado e esse aumento tem a ver com essa situação atual do mundo que envolve crise climática, conflitos de guerra e locais, além da recuperação ainda lenta da pandemia de Covid”, avaliou.

Segundo ele, é preciso repensar formas sistemas como a produção e o urbanismo para lidar com os problemas que afetam a subsistência e o acesso à segurança alimentar. “A FAO tem tentado apoiar o governo brasileiro nesse sentido. O primeiro é adotar ações para diminuir o impacto no clima. A segunda é nos adaptar com agricultura e cidades mais adaptadas para o impacto dessas mudanças e isso ficou muito claro com a situação que ocorreu no Rio Grande do Sul”, defendeu.

O evento contou com a participação de outras autoridades e especialistas dos estados do Centro Oeste. O primeiro painel traz a discussão sobre “Desafios à Segurança Alimentar: Atuação do Poder Público”, que contou com a participação da secretária de estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso (SETASC-MT), Grasielle Paes Bugalho. Ela falou dos desafios do estado em criar programas e políticas para erradicação da pobreza. “Mato Grosso figura como o estado de maior índice de empregabilidade. E o maior desafio é acolher a população em vulnerabilidade, garantindo primeiro para que ele tenha segurança alimentar e, após isso, a capacitação para se preparar para inserir no mercado de trabalho. Isso na realidade da população urbana”, explicou.

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A secretaria de assistência social falou também sobre o Plano Estadual para Segurança Alimentar. “É um trabalho transversal que envolve várias esferas do poder e leva em conta outros fatores como moradia, saneamento, escola com merenda escolar, agricultura familiar e outros aspectos que precisam ser trabalhados em conjunto”, afirmou. “E hoje, a ABIN, trazer esse tema para debate, é muito importante. Isso mostra que ela está pautando suas ações na segurança alimentar que é uma preocupação social nacional e mundial”, avaliou a secretária.

A programação inclui ainda painéis como “Segurança Alimentar como um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável” e “Segurança Alimentar à luz das Ciências Ambientais”. O primeiro contará com a participação do Escritório Regional da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura e da Associação Mato-grossense dos Municípios. Já o segundo terá a participação de pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal de Goiás (UFG) e da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).

Sisbin Centro-Oeste – É uma iniciativa da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e tem como objetivo integrar os órgãos e agências de inteligência da região para o enfrentamento de ameaças à segurança nacional. A segurança alimentar tem sido uma das prioridades do governo federal, e o evento busca discutir soluções para garantir o acesso à alimentação de qualidade para a população.


Secretaria de Comunicação Social

Telefone: (65) 3313-6283

E-mail: [email protected]


Fonte: ALMT – MT

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Realidades do interior podem inspirar reportagens para o Troféu Parlamento

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As diferentes realidades dos municípios de Mato Grosso podem render boas pautas para a segunda edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A proximidade com as comunidades, o conhecimento das particularidades locais e o acesso a personagens e histórias do cotidiano são características que podem contribuir para reportagens relevantes e de interesse estadual.

Para o presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso (Sindjor-MT), Itamar Perenha, a participação de profissionais do interior amplia a diversidade de trabalhos apresentados na premiação. Segundo ele, apesar da concentração da mídia corporativa na capital, os jornalistas que atuam nos municípios estão diariamente diante de situações que podem resultar em reportagens de qualidade. “O Troféu Parlamento, ao incluir esses trabalhos, amplia o reconhecimento e incentiva a prática de um jornalismo cada vez mais qualificado”, afirma.

A coordenadora do curso de Jornalismo da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Rosceli Kochhann, destaca que a diversidade regional é uma oportunidade para estudantes e profissionais desenvolverem um olhar mais atento para as demandas da população. “Boas pautas nascem da pluralidade de experiências e da amplitude das percepções de mundo. O Mato Grosso é um estado diverso, onde cada região tem suas particularidades”, frisa.

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Segundo Rosceli, uma pauta que surge em um município nem sempre está restrita àquela localidade. “Uma ação desenvolvida em uma comunidade específica pode, por vezes, inspirar ações que resolvam problemas encontrados em outros espaços e realidades”, afirma.

Essa perspectiva dialoga diretamente com o tema desta edição, “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”. Para a professora, o jornalismo tem papel importante ao tornar acessíveis informações sobre leis, projetos e debates do Legislativo e mostrar como eles repercutem na vida da população.

Inscrições – O Prêmio ALMT de Jornalismo recebe, até 9 de novembro, trabalhos em cinco categorias: reportagem em texto, fotojornalismo, telejornalismo, radiojornalismo e universitário. Podem participar trabalhos publicados em veículos de imprensa ou produzidos em instituições de ensino superior sediadas em Mato Grosso.

Para Itamar, os profissionais do interior devem aproveitar a oportunidade para apresentar suas melhores produções. “Para participar do Troféu Parlamento, tanto na edição presente quanto nas edições futuras basta disposição, boa vontade e aplicação”, afirma.

Na categoria universitária, o prêmio também estimula estudantes a conhecerem o trabalho do Legislativo e seus impactos na sociedade, contribuindo para o amadurecimento das pautas. “Eles se sentem motivados a buscar informação sobre projetos que estão sendo propostos, promovem debates buscando compreender a aplicabilidade prática desses projetos para, assim, amadurecerem suas pautas”, afirma Rosceli.

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Segundo ela, a premiação também reconhece produções que muitas vezes não encontram espaço para publicação. “Circular as suas produções em espaços como os prêmios torna-se uma forma de reconhecer o trabalho por eles desenvolvido e estimular a produção de novas boas pautas”, diz.

As inscrições devem ser feitas pelo site www.trofeuparlamento.com.br, onde também está disponível o regulamento.

Serão premiados os três melhores trabalhos de cada categoria. O primeiro lugar receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e placa de homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e placa de homenagem.

Na primeira edição, foram inscritos 293 trabalhos de 19 municípios mato-grossenses, reforçando a diversidade da produção jornalística no estado.

Fonte: ALMT – MT

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