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ALMT reconhece dedicação de voluntários da Cruz Vermelha em Mato Grosso

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Na noite de quarta-feira (25), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) homenageou dezenas de voluntários da Cruz Vermelha que atuam no estado. A entrega das moções de aplausos foi feita durante sessão especial proposta pelo primeiro-secretário da Casa, deputado estadual Dr. João (MDB). O auditório deputado Milton Figueiredo recebeu a solenidade.

A atuação da Cruz Vermelha Brasileira de Mato Grosso abrange diferentes frentes, com foco em assistência humanitária, saúde, prevenção e resposta a desastres em diferentes partes do país. Em situações de emergência, como enchentes, incêndios e crises sociais, a instituição mobiliza voluntários para atendimento direto às vítimas, organização de abrigos e distribuição de donativos. Além disso, também desenvolve ações contínuas, como capacitações, campanhas solidárias e apoio a comunidades vulneráveis em todo o estado.

A presidente da instituição, Claudia Costa Octaviano, reforçou esse papel. “Atuamos na linha de frente em chamados de urgência e emergência, que é o legado da Cruz Vermelha”, afirmou. Ela destacou ainda a dimensão das ações recentes, como a mobilização em apoio ao Rio Grande do Sul. “Nossa meta era três carregamentos em dez dias, mas em apenas dois dias e meio arrecadamos 142 toneladas”, disse. Segundo ela, o resultado permitiu o envio de sete carretas a cidades atingidas. Claudia também mencionou iniciativas em comunidades indígenas, como a Missão Xavante, que abrange atendimento de saúde, doações e capacitação em resgate na selva. Na Cruz Vermelha desde os 16 anos, a homenageada está há três anos na presidência da instituição em Mato Grosso.

Ela ainda lembrou do título de embaixador da Cruz Vermelha de Mato Grosso concedido a Dr. João em dezembro do ano passado. “Ele é nosso embaixador, médico e deputado estadual, responsável pelo primeiro transplante renal em Mato Grosso. Ele é uma ponte entre a saúde e a solidariedade. É um orgulho, Dr. João, o senhor ser o nosso embaixador em Mato Grosso”, completou.

Responsável pela admissão de voluntários, Edvaldo Bispo explicou de forma direta como funciona a atuação dentro da instituição. Segundo ele, há espaço tanto para profissionais especializados quanto para quem deseja contribuir de forma prática. “Quem tem formação pode atuar como médico, enfermeiro, advogado ou contador, colocando sua expertise a serviço da Cruz Vermelha. Mas também há muita necessidade de trabalho braçal, como organizar e transportar mantimentos”, afirmou. Ele ressaltou que, em situações de desastre, o mais importante é a união. “Nesses momentos, não importa a profissão, todos se juntam para ajudar quem precisa”, completou.

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Também agraciado com moção de aplausos, o ex-presidente da Cruz Vermelha em Mato Grosso Paulo Wolkmer relembrou que a instituição precisou ser reestruturada após problemas administrativos em nível nacional, que afetaram o funcionamento das filiais estaduais durante a década de 1990. “A Cruz Vermelha ficou praticamente inativa nesse período e retomou o credenciamento em 2004”, explicou. A partir daí, segundo ele, teve início um processo de reconstrução. “Participamos dessa retomada e ajudamos a reorganizar a instituição no estado”, lembrou.

Paulo destacou ainda conquistas desse período, como a construção da sede própria, inaugurada em 2007, e a consolidação das áreas de atuação. “A Cruz Vermelha trabalha em três eixos: educação, saúde e preparação para desastres”, afirmou. Entre os momentos marcantes, citou o resgate de um morador com hanseníase em situação crítica numa comunidade após Barão de Melgaço. “Se não tivéssemos chegado naquele momento, era muito provável que ele viesse a falecer”, relatou.

O conselheiro Carlos Dorileo ressaltou o papel do colegiado no funcionamento da instituição. “O Conselho apoia as ações e participa das decisões e do planejamento”, afirmou. Ele também destacou o reconhecimento aos voluntários. “É uma honra ser lembrado. Isso valoriza quem trabalha de forma voluntária”, disse. Também entre os homenageados, Weliton Campos, coordenador de logística explicou sua atuação na instituição. “Cuidamos da captação, organização e distribuição de mantimentos e roupas para as pessoas que precisam”, afirmou.

Ao justificar a cerimônia em reconhecimento à Cruz Vermelha, o deputado Dr. João destacou a relevância da instituição. “A Cruz Vermelha tem credibilidade e é a primeira a chegar nos momentos de tragédia. Nós somos eternamente gratos”, declarou. Para ele, a iniciativa fortalece o trabalho voluntário. “É um reconhecimento a pessoas que dedicam a vida a cuidar da comunidade e do nosso povo”, concluiu.

Veja abaixo a lista de homenageados:
Adevania F. de Moraes Campos Silva
Adriane Caroline Souza Lourenço da Silva
Alex Lauro Bueno Gomes
Aline Emanuelle Rosendo
Amanda Silva Bueno
Andréa Luiza de Carvalho Bouret
Benedito Ferreira Paes Sobrinho
Benildes Soares da Silva
Camilo Rosa de Melo
Carine Cepil Gomes da Costa
Carlos Eduardo Dorilêo Carvalho
Cláudia Cristina Costa Octaviano
Cláudia da Costa Rocha Lima
Cleiton de Matos Pereira
Conceição Fátima da Costa Oliveira
Dirlene Conceição de Figueiredo
Edemylson da Costa Correa Junior
Eder Cebalho Pascoal do Amaral
Ediléia de Jesus Sousa Barros
Édio Ferreira Paes
Edno Negrini
Edson Ribeiro de Morais
Edvaldo Ezidério Bispo
Eleozam Raimundo dos Santos
Elias Gomes Henrique
Elton Marcio da Silva
Esmael Xavier dos Santos
Fabrício Ribeiro Nunes Domingues
Fabrina Ely Gouvea
Felipe Simioni Santos
Francisco de Assis Maia
Francisco Pereira Filho
Geane Caroline Souza Santos
Guilherme Augusto Ramos da Silva
Henrique Aristacio da Silva
Itagene Pedroso de Barros Junior
Jamil da Costa
Janaina da Costa Pereira
Janete Viana de Macena
Joana Araújo Venancio
Joaquim Pereira dos Santos Filho
Joel Fernandes do Amaral
Josefa Ribeiro Marques da Rocha
Jovanildo Antonio da Silva
Judson Cordeiro Pantaleão
Juscelino de Oliveira
Lucas Ramalho de Freitas
Lucineide da Silva
Luiz Arthur de Oliveira Ribeiro
Luiz Carlos Culca Nogueira
Luiz Carlos do Nascimento
Marcelo Bonfim de Andrades
Marco Tulho Naves Nassser
Maria da Penha Ferreira das Neves
Maria Hlenka Rudy
Maria José Soares da Silva Souza
Mariana Andreina Martinez Leonett
Otávio Cecílio de Oliveira
Paulo Eduardo de Carvalho Wolkmer
Paulo Rogério Lemos Melo de Menezes
Ramon Angeli Turchet
Rejane Léa Magalhães de Amorim Silva
Rodrigo Paulino da Cruz
Roniclei de Lara Santos
Rubens Gargiulo Martinez
Sidiney Pereira da Silva
Telma Aparecida da Costa
Thalyta Nathalia Gonçalves
Uecileny Rodrigues Fernandes Vieira
Valentine Thereza da Costa Bispo
Vanderlei Silva dos Reis
Vilson José de Jesus
Vivaldo Marcorio
Weliton Campos Gonçalves
Yasmin Vitória Souza Dias
Yoleski Celenia Rodriguez Alzolar

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Fonte: ALMT – MT

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Audiência pública debate fortalecimento da rede de saúde mental em Mato Grosso

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Foto: Helder Faria

Na tarde desta segunda-feira (18), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) promoveu audiência pública para discutir a implementação da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e a efetivação da política antimanicomial no estado. O debate, requerido pelo deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), foi realizado no Plenário Renê Barbour e fez alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial.

A data, dia 18 de maio, marca o movimento nacional em defesa do cuidado em liberdade para pessoas em sofrimento psíquico e reforça os princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira, instituída pela Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado.

Carlos Avallone afirmou que o principal desafio é estruturar a rede de atendimento para garantir que a política antimanicomial funcione de forma efetiva no estado. “Quanto mais a gente melhorar essa atenção, melhor vai funcionar. Não adianta acabar com os hospitais psiquiátricos sem que a rede consiga absorver essas pessoas dentro do sistema necessário”, destacou.

Segundo o parlamentar, a audiência também teve como objetivo discutir gargalos e encaminhamentos para fortalecer a política de saúde mental em Mato Grosso. Entre os pontos debatidos estão a ampliação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), a qualificação das equipes e a integração da rede para garantir atendimento adequado dos pacientes de saúde mental em qualquer lugar em que ele esteja. “Nós temos recursos para a saúde mental, ainda que não seja muito. O que está faltando é organização para gastar esses recursos”, apontou.

O presidente do Conselho Regional de Psicologia de Mato Grosso, Gabriel Figueiredo, explicou que a Reforma Psiquiátrica mudou o modelo de cuidado em saúde mental no Brasil. “A Lei Paulo Delgado trouxe diretrizes para o cuidado em liberdade e no território. A partir dela, o Brasil passou a enxergar essas pessoas com dignidade e direitos, garantindo reinserção social e acesso à família e ao trabalho”, afirmou.

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Segundo Gabriel, a RAPS foi criada justamente para substituir o modelo manicomial tradicional por serviços territorializados, como CAPS, residências terapêuticas e unidades de acolhimento. Ele ressaltou, no entanto, que a atual capacidade da rede ainda é insuficiente para atender a demanda do estado. “Mato Grosso possui uma pluralidade de povos e territórios que precisam de atenção específica, como indígenas e quilombolas. Ainda temos insuficiência de serviços mesmo nos centros urbanos, principalmente CAPS e unidades de acolhimento”, disse.

O promotor de Justiça Milton Mattos da Silveira Neto afirmou que o Ministério Público vem acompanhando a situação da saúde mental nos últimos anos e apontou avanços na ampliação do financiamento da rede. “Conseguimos um aporte de R$ 88 milhões em quatro anos para melhorar a contrapartida do [Governo do] Estado no financiamento dessas unidades”, explicou. Ele também destacou a necessidade de ampliar o número de profissionais especializados. “Não basta só ter a estrutura física. Se não houver profissionais qualificados, principalmente psiquiatras, o serviço não consegue funcionar plenamente”, disse.

Já o presidente da Associação Mato-Grossense de Psiquiatria, Paulo Saldanha, afirmou que a psiquiatria historicamente apoia o cuidado humanizado em saúde mental, mas alertou para a dificuldade de contratação de profissionais devido à baixa remuneração oferecida na rede pública. Segundo ele, um recente processo seletivo em Cuiabá ofertou salário de R$ 5,9 mil para médicos psiquiatras com carga horária de 20 horas semanais, valor muito abaixo dos pisos nacionais da categoria.

“A grande maioria dos psiquiatras do Brasil foi formada e fez sua especialização no SUS. Por que não podemos trabalhar onde fomos formados? Por que não podemos contribuir para isso?”, questionou.

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Representando a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES/MT), a enfermeira e Coordenadora de Organização das Redes de Atenção à Saúde (CORAS), Daniely Beatrice, participou da audiência e destacou que, embora a saúde mental seja tratada de forma transversal integrando diferentes linhas de cuidado, a ausência de uma coordenação estadual exclusiva e a limitação da equipe técnica representam grandes desafios estruturais.

Beatrice explicou que o estado possui atualmente 55 centros de atenção psicossocial (CAPS), mas necessita de mais 30 para atingir a meta populacional, um cenário complexo devido ao grande número de municípios com menos de 15 mil habitantes. Segundo ela, para preencher essa lacuna, a gestão investe na qualificação da Atenção Primária, tendo já capacitado 80 profissionais para o manejo de transtornos mentais baseado nas diretrizes da OMS.

A coordenadora sinalizou que a principal meta técnica para este ano é a implantação de leitos específicos de saúde mental em Hospitais Gerais e Regionais, desmistificando o atendimento de crise e consolidando os princípios da luta antimanicomial por meio do acesso qualificado em toda a rede. Ela ainda garantiu que levaria as demandas apresentadas para o poder executivo, garantindo que há orçamento e vontade para viabilizar ações.

Durante a audiência, representantes de órgãos públicos, entidades de saúde e movimentos sociais também discutiram estratégias para fortalecer a RAPS, ampliar o atendimento em saúde mental e garantir a reinserção social das pessoas em sofrimento psíquico no estado. Carlos Avallone também é presidente da Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção Psicossocial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O organismo realiza reuniões para tratar das demandas desse setor.

Fonte: ALMT – MT

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