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ALMT promoveu II Congresso sobre a Lei de Libras na quinta (4)

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou na quinta-feira (4), o II Congresso Estadual sobre a Lei de Libras – “Nestes 21 anos, o que mudou?” – no auditório do Espaço CDL, com palestras sobre políticas públicas voltadas à população surda. 

A Lei Federal nº 10.436/2002 completou 21 anos no dia 24 de abril. A norma reconhece a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como sistema linguístico e foi regulamentada pelo Decreto nº 5.626/2005. O assessor parlamentar e coordenador do congresso, Ríguel Brum, explica que entre os objetivos do evento, idealizado pelo gabinete do deputado Wilson Santos (PSD), é o de espalhar informações. “Queremos que as pessoas que vieram aqui para assistir possam se integrar, adquirir conhecimento e disseminar para outros. Ao aprender sobre a lei, possam desenvolver projetos e divulgar a nossa língua”, afirmou. 

As reflexões sobre avanços e desafios a serem superados são feitas por convidados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, além de profissionais que atuam em Mato Grosso. Entre os temas abordados estão inserção da disciplina de Libras em escolas, dificuldades do acesso da comunidade surda no atendimento médico e autismo entre surdos.

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Na avaliação da professora Aghatta Santos, que é surda, no dia a dia, a maior dificuldade é na consulta médica. “É o mais grave, porque estamos doentes, às vezes até febril e o médico não entende o sintoma que nós queremos passar pra ele. Por isso é importante ter um intérprete profissional que consiga fazer essa intermediação da conversação nesse ambiente.”, afirmou por meio de Libras.

Responsável pela palestra “Surdo Autista”, a intérprete de Libras Janaine Assis é ouvinte e também falou sobre a dificuldade que a comunidade surda tem para se comunicar com terapeutas e outros profissionais relacionados ao tratamento do autismo. “A barreira linguística é muito grande. A maioria dos surdos não fala português. Como uma mãe vai saber como fazer uma intervenção em casa se ela não sabe se comunicar com a terapeuta do filho, não sabe o que está sendo feito ali?”, ilustrou. Ela é mãe de um filho dentro do espectro e já trabalhava como intérprete antes do diagnóstico. A palestrante fala sobre surdez e autismo na conta dela no Instagram.

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“À Lei de Libras, ainda faltam algumas coisas [serem aplicadas]. Ela tá começando a ser empoderada aqui dentro. Tive problemas na questão de intérprete, falta muito. Falta acessibilidade na saúde, na educação, em diversas outras áreas. Nós sofremos, nós temos mais de nove mil surdos aqui no estado”, resumiu Ríguel Brum.

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT retira de pauta projeto que revoga reserva extrativista na Região Norte

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A Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou nesta terça-feira (19) a primeira reunião ordinária de 2026. De quatro matérias aptas à discussão e votação, os deputados retiraram de pauta o Projeto de Decreto Legislativo 11/2025, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

Essa proposta, susta os efeitos do Decreto nº. 9.521, de 19 de junho de 1996, do Governo do Estado que cria a área da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt, localizada nos municípios de Aripuanã e Colniza, totalizando aproximadamente 164 hectares.

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que é presidente da comissão, defendeu a revisão de medidas ambientais que, segundo ele, têm prejudicado produtores rurais que ocuparam áreas da região amazônica de boa-fé há décadas. Nininho afirmou que muitas famílias enfrentaram dificuldades históricas, como isolamento, doenças e falta de infraestrutura, para desenvolver a produção rural.

Nininho criticou ainda a criação de reservas e parques sem a devida regularização fundiária e indenização aos moradores, alegando que produtores acabam impedidos de trabalhar e responsabilizados até mesmo por incêndios em áreas protegidas. Ele afirmou também que é necessário conciliar a preservação ambiental com justiça social, garantindo segurança jurídica às famílias que vivem e produzem nessas regiões.

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Já o deputado Júlio Campos (União) fez um apelo à Comissão de Revisão Territorial para uma análise com “muito carinho”. Segundo ele, a proposta busca revogar os efeitos do Decreto nº 952/2016, assinado pelo então governador Pedro Taques, que criou a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no município de Colniza, abrangendo uma área de aproximadamente 164 mil hectares.

Durante a defesa do projeto, Júlio Campos relembrou que a região foi destinada à colonização entre os anos de 1983 e 1986, quando governou Mato Grosso, dentro de uma política federal de ocupação da Amazônia Legal. Segundo ele, mais de 200 famílias foram assentadas na área e permanecem produzindo café, cacau e gado há cerca de 40 anos.

O parlamentar afirmou que muitos produtores enfrentaram dificuldades como malária, isolamento e perdas familiares para permanecer na região e criticou a criação da reserva sobre áreas já ocupadas. “Ninguém quer acabar com a reserva, mas não podemos acabar com os produtores rurais”, declarou, defendendo que a unidade de conservação seja rediscutida em áreas devolutas e sem ocupação produtiva.

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Fonte: ALMT – MT

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