Política MT

ALMT e Gaepe-MT vão trabalhar para aumentar recursos no orçamento estadual para construção de creches

Publicado em

Membros do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política de Educação em Mato Grosso (Gaepe-MT) entregaram, nesta segunda-feira (7), ofício ao presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (União Brasil), solicitando a inclusão, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), de dotação para implementação de um programa estadual de apoio aos municípios visando à oferta de vagas em creches para crianças de 0 a 3 anos. A entrega ocorreu durante reunião que contou com a presença de representantes das 18 entidades que compõem o Gaepe, além dos deputados Janaina Riva (MDB) e Thiago Silva (MDB). 

Levantamento realizado pelo Gaepe, a partir de questionário respondido pelos 141 municípios do estado, apontou a carência de 15 mil vagas de creches e uma estimativa de R$ 444 milhões para suprir a demanda declarada por prefeituras para construção de ampliação de unidades. Revelou ainda que quase 54% dos municípios possuem fila de espera nas creches.

“Não podemos deixar essas 15 mil crianças fora das creches. O Gaepe traz hoje essa demanda para que os deputados se sensibilizem e iniciem essa discussão, porque a Assembleia tem prerrogativa para colocar no orçamento do ano que vem recursos para que a gente possa aumentar a demanda para as nossas crianças”, disse o vice-presidente da Comissão de Educação do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Guilherme Maluf.

O promotor de justiça e coordenador do Centro de Apoio Operacional de Educação, Miguel Slhessarenko Júnior, afirmou que o Ministério Público Estadual já atua junto aos municípios com o objetivo de requerer a ampliação de vagas em creches de maneira progressiva, em atendimento ao Plano Nacional de Educação.

“Então, esse pedido aqui do Gaepe para a Assembleia Legislativa é para auxiliar os municípios com recursos, de acordo com a necessidade de cada um. O que nós observamos, infelizmente, é que muitos municípios têm condições, mas não se dedicam de forma orçamentária a ampliarem as suas vagas em creches ou não fazem em período integral, por exemplo, o que favorece as famílias mais vulneráveis, aquelas em que as mulheres que precisam trabalhar e deixar as crianças em um local adequado”, ressaltou.

Leia Também:  Construção civil segue crescendo em Sinop e número de novos alvarás aumenta 20,95%

Em Sinop, há cerca de duas mil crianças aguardando na fila de espera. Segundo a secretária de Educação do município e representante da União dos Dirigentes Municipais de Educação de Mato Grosso (Undime-MT), Sandra Donato, o processo de redimensionamento realizado no estado dificultou o atendimento de parte das demandas pelos municípios.

“Com isso, obrigou-se os municípios a buscarem espaços para pôr esses alunos para fazer esses atendimentos. E aí não sobra espaço para fazer o atendimento das crianças de zero a três anos. Até porque não se pode locar qualquer espaço para essas crianças. E, nesse sentido, tem que ter um planejamento de expansão e atendimento. No Gaepe nós discutimos muito essa questão e fizemos um levantamento do orçamento que os municípios necessitam para fazer um bom atendimento”, explicou.

A deputada Janaina Riva (MDB) destacou a saúde financeira do estado e a relevância do atendimento à demanda, não só pelo viés da educação, mas também da segurança e do social.

“A vulnerabilidade da criança está em casa, especialmente quando as mães têm que sair para trabalhar. O maior número de denúncias que a gente tem de abuso contra a criança, violência contra a criança, é exatamente nesse período que a mãe não está em casa, geralmente está trabalhando e a criança está em casa aos cuidados de um terceiro ou até mesmo às vezes sozinha, como a gente vê em muitos casos. Então, atendendo a essa demanda, a gente vai ajudar em um problema de segurança, vamos contribuir com um problema social, de segurança alimentar, porque, como a gente sabe, tem criança que só vai para escolinha para comer”, frisou.

Leia Também:  Assembleia possui políticas afirmativas para inclusão de pessoas com síndrome de Down

O deputado Thiago Silva chamou a atenção para a necessidade da união de forças entre municípios, Estado e União para implantação de uma política de construção de creches em Mato Grosso.

“Infelizmente a nossa nota do Ideb dos anos finais do ensino médio não é dos melhores, mas o estado está trabalhando para mudar esses índices e nós acreditamos que tudo isso depende da base. É com investimento na educação infantil que vamos ter um ensino médio de qualidade. Então, nós também estamos nesse esforço, juntamente com todos os deputados, para que possamos somar forças nesse projeto”, declarou.

O deputado Eduardo Botelho assegurou o empenho da Assembleia Legislativa para o atendimento da solicitação apresentada pelo Gaepe e salientou a participação do Legislativo na definição e aprovação da peça orçamentária.

“Nós vamos reunir a Comissão de Orçamento, vamos montar uma comissão exclusiva para analisar esse caso e já incluir no orçamento do próximo ano, porque é uma pauta muito importante a questão da educação infantil e nós, que estamos lutando por uma educação que seja inclusiva, temos que fazer todo esforço para que o estado dê condições para que as pessoas possam trabalhar e deixar seus filhos em um lugar onde eles já vão iniciar um aprendizado. 

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Política MT

ALMT apresenta em Brasília modelo de controle e transparência das emendas parlamentares

Published

on

A Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT) apresentou, nesta quinta-feira (27), em Brasília, práticas adotadas pelo Parlamento mato-grossense para ampliar a transparência, a rastreabilidade e o controle das emendas parlamentares. As experiências foram compartilhadas no I Encontro de Assessoramento Legislativo e Orçamentário, que segue até esta sexta-feira (28), na Câmara dos Deputados, com participação de equipes técnicas do Congresso Nacional e de Parlamentos estaduais.

A consultora institucional de acompanhamento financeiro e orçamentário da ALMT, Janaina Reinheimer, representou o estado no debate sobre emendas parlamentares impositivas. Convidada pela equipe técnica da Câmara dos Deputados, ela apresentou práticas adotadas em Mato Grosso e os impactos das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o processo orçamentário. O encontro promoveu a troca de experiências entre os Legislativos federal e estaduais.

Segundo Janaina, Mato Grosso já adotava mecanismos de controle antes das novas exigências nacionais. Conforme explicou, as indicações parlamentares passavam por análise técnica e jurídica e, quando não atendiam aos requisitos, retornavam para adequação ou remanejamento. Em relação às emendas de comissão, a destinação era definida coletivamente e vinculada a estudos e parâmetros técnicos de políticas públicas.

Leia Também:  Construção civil segue crescendo em Sinop e número de novos alvarás aumenta 20,95%

“Temos sempre um processo técnico, uma proposta, um parecer de um técnico da secretaria, todo um processo orçamentário e jurídico que valida aquela indicação”, explicou.

Foto: Helder Faria

De acordo com a gestora, já eram utilizadas contas específicas para a movimentação dos recursos, com os pagamentos vinculados à documentação correspondente. A execução passou ainda a ser acompanhada pelo Portal da Transparência da Controladoria-Geral do Estado (CGE-MT), que disponibiliza informações sobre valores pagos, parlamentar responsável e entidade beneficiada.

Janaína destacou ainda os avanços na integração do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) com o Sistema de Gestão de Convênios de Mato Grosso (Sigcon), reunindo informações sobre metas, valores e cronogramas dos planos de trabalho.

Nesse processo, conforme relatou, a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) tomou como referência iniciativas do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para desenvolver um sistema estadual voltado à integração de dados sobre transferências voluntárias, convênios e termos de fomento.

Outro ponto abordado pela gestora foi a adequação do processo legislativo orçamentário. O capítulo do Regimento Interno da ALMT dedicado ao planejamento e ao orçamento foi reformulado, e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027 passou a contemplar aspectos relacionados à codificação, à transparência e ao controle das emendas.

Leia Também:  O futuro de Chapada depende da gente

“A participação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso no encontro realizado em Brasília ampliou o intercâmbio de experiências e inseriu no debate nacional procedimentos adotados pelo estado para o controle e o acompanhamento das emendas parlamentares”, destacou.

Janaína Reinheimer participou da mesa ao lado de Aritan Maia, consultor de orçamento e consultor-geral adjunto de Planejamento e Processos Orçamentários do Senado Federal, e Alexandre Vasconcelos, consultor legislativo e chefe-adjunto do Núcleo Temático de Orçamento e Economia da Assembleia Legislativa de Pernambuco. A discussão foi moderada por Vladimir Gobbi Junior, consultor de orçamento e coordenador do Núcleo de Informações Orçamentárias da Câmara dos Deputados

A experiência de Mato Grosso já havia sido apresentada em dezembro de 2025, durante a 28ª Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), em Bento Gonçalves (RS).

Fonte: ALMT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

Cuiabá

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA