O autor de um homicídio ocorrido no município de Acorizal, em que a vítima foi esfaqueada durante uma festa, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, na tarde desta terça-feira (26.03), após investigações conduzidas pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá.
As investigações iniciaram no dia 10 de setembro de 2023, após a equipe da DHPP ser acionada para atender a liberação do corpo de Leonardo da Silva Ferreira, no Hospital Municipal de Cuiabá. A vítima foi a óbito em razão de perfurações de arma branca (faca), ocorridas no mesmo dia, no município de Acorizal. A vítima chegou a ser socorrida, porém não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Segundo as investigações da DHPP, a vítima e suas irmãs estavam em uma festa na Comunidade de Baús, a cerca de nove quilômetros de Acorizal, quando o suspeito, conhecido na região por envolvimento em diversos crimes, passou a provocar a vítima insistentemente com esbarrões e empurrões.
Em determinado momento das provocações, a vítima reagiu e empurrou o seu desafeto, momento em que o suspeito o ameaçou com a frase “hoje eu vou te furar”. O suspeito então se dirigiu para um terreno próximo, pegou algum objetivo e em seguida chamou a vítima para o lado de fora do evento, onde passaram a discutir.
Durante a desavença, o suspeito desferiu um golpe de faca contra o pescoço da vítima, que conseguiu se esquivar, porém posteriormente, foi atingida com outros golpes na região do abdômen. O suspeito chegou a ser atingido com uma cadeirada por familiares da vítima e em seguida fugiu do local.
Com base nas investigações, foi representado pelo mandado de prisão do suspeito, que foi deferido pela Justiça e cumprido nesta terça-feira (26), em uma empresa na região da Estrada da Guia.
As investigações apontaram ainda que o suspeito tem vínculo com facção criminosa, ostentando diversas passagens criminais, por crimes contra o patrimônio praticados com violência e grave ameaça à pessoa da vítima e também sem violência.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (26.5), a Operação Supplicium, com o objetivo de cumprir seis ordens judiciais no âmbito da investigação que apura o homicídio de Robert Soares Mariano, 35 anos.
O crime ocorreu no dia 15 de março deste ano, no bairro Residencial Bandeirantes, em Juara. Criminosos em uma motocicleta surpreenderam a vítima e efetuaram disparos de arma de fogo.
As investigações apontam que o homicídio ocorreu por determinação de uma facção criminosa, em contexto de disputa entre facções rivais.
A operação, realizada pela Delegacia de Juara, resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva contra um jovem, de 19 anos, apontado como integrante de facção criminosa e investigado por participação direta na execução da vítima.
Também foi cumprido um mandado de internação provisória de um adolescente, de 17 anos, investigado por ato infracional análogo aos crimes de homicídio qualificado e favorecimento ao domínio social estruturado.
O terceiro alvo não foi localizado e está foragido. As ordens judiciais partiram da 3ª Vara Criminal e da 2ª Vara Cível da Comarca de Juara, após representação da Polícia Civil e parecer favorável do Ministério Público.
Durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão na residência do adolescente, no Bairro Jardim Primavera, os policiais civis localizaram 17 porções de pasta base de cocaína prontas para comercialização, além de 24 embalagens plásticas do tipo “zip lock”, utilizadas no fracionamento de entorpecentes.
O adolescente assumiu a propriedade da droga e informou que comercializava cada porção pelo valor de R$ 50. Diante da situação flagrancial, ele responderá também por ato infracional análogo ao crime de tráfico de drogas.
As diligências contaram com apoio de policiais civis da Delegacia de Porto dos Gaúchos e tiveram como foco o cumprimento de mandados de prisão preventiva, internação provisória, busca e apreensão domiciliar e demais medidas cautelares.
O nome da operação Supplicium faz referência ao termo em latim relacionado à punição extrema, em alusão à execução praticada pelos investigados.
As investigações prosseguem para identificação de outros envolvidos e completa elucidação dos fatos.
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