Um homem, de 31 anos, e uma mulher, de 27, sócios em uma suposta empresa de consultoria financeira e suspeitos de aplicar golpes por meio de fraudes na venda de consórcios, foram presos pela Polícia Civil, na tarde de quinta-feira (22.5), em investigação conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças.
A ordem de prisão contra os investigados foi expedida pela 2ª Vara Criminal de Barra do Garças, que também autorizou outras ordens judiciais como busca e apreensão de materiais, quebra de sigilos bancário e telefônico e a suspensão das atividades da empresa investigada.
As investigações apontaram que uma das vítimas identificadas foi induzida a adquirir uma carta de crédito supostamente contemplada, efetuando pagamentos que totalizaram R$ 162 mil. A vítima descobriu posteriormente que as cotas não estavam contempladas e que uma delas havia sido cancelada sem seu consentimento. Ao buscar ressarcimento, teria recebido promessas falsas e documentos forjados.
Após as ordens judiciais serem decretadas pela Justiça, os suspeitos foram localizados e detidos sem resistência pelo núcleo de investigações da 1ª Delegacia de Barra do Garças.
O delegado, Adriano Alencar, acredita que outras vítimas podem ter sofrido prejuízos semelhantes, com ao menos cinco casos sendo investigados. “Estamos empenhados em identificar todas as vítimas e responsabilizar os envolvidos”, destaca o delegado.
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Rondonópolis, deflagrou, na manhã desta quarta-feira (8.7), a 2ª fase da Operação Contenção, com o objetivo de avançar nas investigações de uma tentativa de homicídio registrada em abril deste ano.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, dois homens, ambos de 36 anos, foram presos em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.
A ordem judicial, expedida pela Primeira Vara Criminal de Rondonópolis, foi cumprida em um imóvel no bairro Sagrada Família, onde funciona um estabelecimento comercial com uma residência nos fundos.
No início das diligências, os policiais localizaram com um dos suspeitos um revólver calibre .38, carregado com seis munições. Durante as buscas na residência, foi apreendido ainda outro revólver, aparentemente calibre .32, com a numeração suprimida. Questionados sobre a propriedade da arma, os suspeitos exerceram o direito constitucional de permanecer em silêncio.
Além das armas, foram apreendidos seis folhas de cheques que totalizam R$ 10.800,00, R$ 2.000,00 em dinheiro, uma porção de substância análoga à maconha, duas balanças de precisão, quatro aparelhos celulares e uma agenda com anotações que indicam possível prática de usura (agiotagem).
As anotações registram empréstimos que somam aproximadamente R$ 87.400,00, com indicação de cobrança de juros entre 10% e 15%, fatos que também serão apurados no decorrer das investigações.
O material apreendido será encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para a realização dos exames periciais que irão subsidiar a investigação da tentativa de homicídio e dos demais crimes constatados durante a operação.
Após a lavratura do auto de prisão em flagrante, os suspeitos foram encaminhados à DHPP para os procedimentos legais e, posteriormente, colocados à disposição da Justiça.
A Polícia Civil destaca que a Operação Contenção integra as ações de investigação qualificada desenvolvidas pela DHPP, reafirmando o compromisso da instituição com a elucidação dos crimes contra a vida e a responsabilização dos autores.
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