Dois fazendeiros investigados por envolvimento em um homicídio, em Nova Bandeirantes (1.026 km ao norte de Cuiabá), foram presos pela Polícia Civil, nessa segunda-feira (11.12), em cumprimento de mandados judiciais. Eles são suspeitos de encomendarem a morte de Benedito José da Silva, de 71 anos, em 31 de agosto deste ano.
A ação integrada a segunda fase da Operação Motivo Torpe, e foi realizada pelos policiais civis das Delegacia de Nova Bandeirantes, Nova Monte Verde e Alta Floresta.
Benedito, conhecido como Dito da Coban, foi morto com vários disparos de arma de fogo, próximo à sede da Colonizadora Bandeirantes.
Essa é a segunda fase da operação que investiga o crime. Na primeira fase da operação, realizada no dia 24 de novembro, três pessoas foram presas, também suspeitas de financiar o homicídio.
Foram colhidas evidências apontando a participação desses dois fazendeiros. Diante das provas, a Delegacia de Nova Bandeirantes representou pela prisão preventiva dos investigados, que foram deferidas pelo Poder judiciário.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (29.6), a Operação Raleda para cumprir 35 ordens judiciais contra integrantes de duas facções criminosas rivais responsáveis por homicídios e tráfico de drogas em São José do Rio Claro e região.
Os investigados teriam cometido homicídios a mando de líderes das respectivas facções. Os alvos também estão envolvidos na prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e delitos relacionados ao comércio ilegal de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Entre as ordens judiciais estão 27 mandados de busca e apreensão em residências, locais de trabalho e empresas dos investigados, além de cinco mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária.
A operação é coordenada pela Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro. Os mandados são cumpridos em oito cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste.
No decorrer das investigações, ainda foi possível verificar a ocorrência de outros crimes praticados por grupos paralelos, cujos participantes, embora não tivessem relação com os homicídios, mantinham relação entre si na prática de crimes como comércio ilegal e porte ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de capitais, venda de medicamentos proibidos pela Anvisa, exercício ilegal da medicina, entre outros.
A operação conta com a participação de 80 policiais civis, entre delegados de polícia, escrivães e investigadores, além do apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, da Delegacia Regional de Nova Mutum e das unidades das cidades de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro, Mirassol d’Oeste, Tapurah e Nova Maringá.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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